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No Brasil do negativismo trágico, o mandatário debocha e boicota a vacina da pandemia
15/05/2021 as 12:30 h  Autor Editoria  Imprimir Imprimir

Foto: Internet/Google/Divulgação

No país que menospreza à vida humana e nega à
ciência, equiparando os dados da doença nos doze meses do ano passado, apenas nos quatros meses deste ano duplicou
a soma de mortos e de infectados de Covid-19

O primeiro caso de Covid19, nome dado à doença causada pelo SARS-CoV2, foi identificado em Wuhan, na China, no mês de dezembro de 2019. A partir de então, a transmissão da doença pelo mundo chamou a atenção por se espalhar vertiginosamente, primeiro pelo continente asiático, e depois por outros países. Em fevereiro de 2020 foi registrado o primeiro caso de Covid19 no país, na cidade de São Paulo.

Em março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o surto da Covid19 como pandemia, recomendando os países tomarem atitudes preventivas urgentes devido à gravidade e o rápido contágio geográfico da doença. No dia 16/03 do ano passado, o Brasil anunciava a primeira morte em decorrência da doença. Daí em diante os casos de infecções e mortandade pelo país em função do vírus pandêmico cresceu a níveis alarmantes, não era mais possível rastrear como as pessoas estavam sendo infestadas, deixando rastros de insegurança, medo e muitas dúvidas sobre a pandemia pelo país.

Consta num estudo da Fiocruz que os primeiros casos da doença chegaram ao Brasil através de pessoas das classes média e alta que retornaram de viagens do exterior. Ainda segundo o estudo, a doença começou a se espalhar nas principais metrópoles do país, primeiro pelas rotas aéreas entre as capitais e os grandes centros urbanos, depois por vias rodoviárias que interligam as cidades brasileiras, o que fez com que o vírus da pandemia se interiorizasse e se concentrasse nas periferias das grandes cidades como preconizava alguns especialistas, "a Covid-19 é uma doença de rico", mas que periga massacrar os pobres por ser inevitável sua disseminação para as camadas sociais desfavorecidas.

Brasil sem comando central


Infelizmente, como expressa o título desta reportagem, a propagação do vírus e protocolos de segurança, bem como, investimento em vacinar sua população, tem ocorrido de maneira mais exitosa em diversos países. Totalmente o oposto do Brasil, que tem piorado a cada dia, em razão da falta de uma coordenação central liderando os estados e municípios do território brasileiro, com adoção de medidas sincronizadas que viessem coibir a propagação do vírus, ainda conta com o negacionismo de parte do Governo Federal, confundindo a população e protocolos adotados de maneira proativa por estados e municípios. Infelizmente, até então, o país não tem um plano nacional de vacinação e atitude condizente para o combate ao Coronavírus, negando-se à ciência e demonstrando desprezo à vida humana.

O dirigente nacional, que de governança não entende nada, que sempre desprezou recomendações mundiais de combate a infestação da doença a qualificando como uma "gripezinha"; que afirma ser mais importante a economia do que a vida de centenas de milhares de brasileiros; que mesmo diante recordes nacional de casos e de mortes diárias pela doença expõe e estimula aglomerações país afora; que além do boicote e das atrapalhadas de seus comandados na compra de vacinas e distribuição de medicamentos essenciais para o tratamento da doença; que tem prescrito remédios sem eficácia para a cura da doença.

Não é sem razão que tais atitudes têm incentivado a indisciplina da população para com as medidas restritivas impostas por governadores e prefeitos para o combate ao coronavírus. O resultado de tudo isso é a devastação dos sistemas da Saúde e Funerário pelo país e a péssima imagem do Brasil diante do mundo que já é considerado um pária, um país de piadas macabras onde seu mandatário genocida mata seu povo.

O Imperial College London, uma das melhores universidades do Reino Unido e do mundo, com um foco em ciência, engenharia e medicina, com campus principal em Londres, na Inglaterra, já alertava desde o ano passado através de um levantamento com 48 nações que a situação do Brasil possuía a pior situação com o crescente número de casos e de mortes alarmante no mundo.

Comparando os dados nacionais da doença registrados no ano de 2020 com os quatro meses deste ano (2021), conforme divulgados pelo Ministério de Saúde do Governo Federal, nos leva a um triste e lamentável realidade. No dia 31/12, último dia de 2020, de acordo com o boletim diário do governo federal, o Brasil registrava 7.675.973 brasileiros infectados pelo vírus. Deste total 194.949 tinham perdido a vida. Hoje, dia 30/04 de 2021, o Brasil soma 14.659.011 infectados, sendo que 403.781 morreram pela Covid-19. A triste estatística é de que a soma dos casos e mortes de 2020 comparada aos meses deste ano (2021), em apenas quatro meses houve um aumento de infectados 6.983.038 (90,97%) e de mortos de 208.832 (107,12%). Portanto, mais que dobrou a soma de brasileiros que perderam a vida no decorrer dos 12 meses de 2020.

Atualizando... De 1º até o dia de hoje (14), a Covid-19 infectou 860.514 e matou 28.847 brasileiros. Nestes 14 dias, o Brasil, diariamente, tem registrado sucessivos números de Covid-19 e, e no dia de ontem, não foi diferente.

Por Tenório de Sousa/Da Redação

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