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Você sabe a diferença entre ser de direita ou esquerda para se definir politicamente?
16/01/2020 as 08:18 h  Autor Rodrigo Lico  Imprimir Imprimir
Se buscarmos o conceito do surgimento epidemiológicos dessas vertentes, sabemos que estes termos advêm da Revolução Francesa (1789-1815), oriundos da Idade Contemporânea, onde se iniciam os debates de temas como politica e ideologia e sua influência no mundo ocidental a partir do posicionamento conservador, liberal, progressista ou revolucionário, que os membros adotavam no período.

A polarização já era notória, existiam duas vertentes os girondinos, considerados mais moderados e conciliadores, que ocupavam o lado direito da Assembleia Nacional Constituinte, enquanto os jacobinos mais radicais e exaltados ocupavam o lado esquerdo, eis que se institui popularmente o termo DIREITA/ESQUERDA.

A partir dai a comunidade cientifica, acadêmica, filosófica e intelectual começam a se declarar politicamente, entre os nomes mais notórios da direita estão Donoso Cortez e Charles Maurras e na esquerda Karl Marx e Bakunin.Em síntese ambas vertentes buscavam transformar o mundo, de acordo com suas convicções, a esquerda buscava implementar e instaurar a “justiça social”, e que o estado deveria administrar os meios de produção e a geração de riquezas (o capital) e distribuir isso de maneira igualitária. Já a direita adotava uma postura mais conservadora, de liberalismo econômico, onde a meritocracia dava o norte e aqueles que obtivessem mais destaque se sobressaiam perante os demais, ocupando posições hierarquia mais privilegiadas, retendo o controle dos meios de produção.

Brasil

No Brasil na última década com a expansão tecnológica, essas definições são utilizadas com frequência, e propagadas nas redes sociais e nos meios de comunicação, nos debates das casas legislativas como conceito de “eu estou certo e você errado”. Ou seja, está nociva, podendo se comparar a uma partida de futebol, uma final clássica do Palmeiras contra o Corinthians disputando o titulo do “Brasileirão”, onde as duas torcidas não podem ocupar o mesmo estádio.

Diálogo e respeito nesse campo não existem, o que inviabiliza o processo democrático pluralista e impõe à premissa opressora da disseminação do ódio, onde quem pensa diferente de você nesse campo se torna inimigo mortal. Um bom termômetro são as redes sócias, quantas amizades foram desfeitas, até mesmo na própria família? Quantos processos jurídicos tiveram inicio a partir das agressões em redes sociais, quando se debate politica?

Muitos brasileiros se esquecem de que dos mais de 30 partidos políticos existentes e outras dezenas em processo de criação, a minoria se classifica como de estrema direita ou estrema esquerda. Este é o caminho a meu ver, o dialogo, pois a maioria dos partidos é de centro, centro-esquerda, ou centro-direita. Embora não exista uma pesquisa que identifique o eleitorado brasileiro a esse respeito, justamente por entender que muitos não conseguem distinguir adequadamente os termos esquerda e direita.

O Brasil possui cerca de 210 milhões de habitantes, destes uma média de 150 milhões são eleitores aptos a votarem, mas quantos se consideram de direita ou esquerda sem saber o real significado? Na última eleição para presidente da república, o PSL (Partido Social Liberal) antes conhecido como “nanico”, por não ter representatividade expressiva e classificado como direita conservadora, conseguiu eleger a segunda maior bancada no Congresso Nacional.

Dai destaco algumas perguntas sem resposta, onde a analise é individual.

O eleitor vota no partido ou no candidato?

O eleitor vota no que ele entende como sendo de direita ou esquerda, ou busca um conhecimento mais amplo a respeito sobre os termos?

Nenhum desses fatores influencia a decisão e o eleitor vota por “osmose”, o “tanto faz” e só comparece no colégio eleitoral por que é obrigatório o voto, e dos que ali estão 1 a cada 3 eleitores (1/3) votam branco ou nulo?


Por Rodrigo Lico é graduado em Publicidade e Propaganda; jornalista diplomado; pós-graduado em Comunicação Organizacional; colunista editorial; comentarista e analista politico e econômico; estrategista em comunicação, mídia e marketing nos meios de comunicação; coach em formação, consolidação e consagração de imagem pessoal e institucional e digital influencer

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