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Cenário político nacional vira lixão a céu aberto
24/11/2016 as 16:16 h  Autor João Franzin  Imprimir Imprimir
Ruim com Dilma, muito pior, com Temer. A recessão econômica se esparrama, com desemprego em marcha acelerada. A crise política se aprofunda.

Dilma, pelo menos, tinha respaldo no voto popular. Michel Temer é espúrio e cercado de suspeitos, embrulhados com a Polícia e a Justiça ou simplesmente corruptos - Geddel, por exemplo, já pontificava em 1993 como um dos “Anões do Orçamento”.

Quem anda pelo Centro de São Paulo é abordado por mendigos, tem de desviar de pessoas nas calçadas ou simplesmente escapar da abordagem de drogados e outros excluídos.

Mesmo a grande mídia - que repelia Dilma e trabalhou pelo impeachment - já não consegue ocultar o desconforto ante escândalos e envolvimento de governantes em atos ilícitos.

Corrupção, desemprego e exclusão se somam à impressionante onda de ataques a direitos e conquistas trabalhistas e previdenciárias.

O governo ilegítimo também se esmera no entreguismo, ao abrir mão da soberania sobre o pré-sal, lotear ativos nacionais e promover o desmonte do Estado composto pela Constituição de 1988, fruto de enorme empenho cívico dos brasileiros.

Abusado em seu despudor de servir ao Departamento de Estado, sob o Partido Democrata dominante, o governo Temer abraçou as provocações do insano ministro Serra e, agora, terá de encarar Donald Trump, que não nutre simpatias pelos ocupantes do poder local.

Tosco e sabujo, Serra também se atritou com o BRICS e o Mercosul, tendo, agora, de assistir a Trump se articular com Putin, enquanto a China costura acordos, às nossas barbas, com países das vizinhanças.

Na frente financeira, o governo-fantoche se dobra ao capital especulativo e tenta fazer mágica: baixa 0,25% da Selic, mas faz aumentar a taxa real de juros, uma vez que a inflação caiu 1% - e 1 é quatro vezes mais que 0,25, como se sabe.

A somatória de estragos é impressionante, mas o irreparável dano é o abatimento da autoestima da população, com o consequente estímulo à descrença, ao individualismo selvagem e ao cinismo.

Os países são como organismos vivos. Seu desfalecimento requer reações urgentes, e práticas. A primeira, no campo trabalhista, é costurar a unidade classista, resistir e cobrar mudanças. No campo popular, articular a frente ampla. E, em âmbito nacional, reacender a nacionalidade e autoestima, transformando esses sentimentos em força cívica - e aguerrida - contra a canalha e em prol da Nação.

Os brasileiros, essencialmente, são gente que trabalha, luta, se movimenta, tem esperanças, se une pela língua, território e cultura. Nossa unidade é a força forte, que pode derrotar a bandalha política e reerguer o Brasil.
Somos País, somos povo, somos Pátria, e não lixão a céu aberto!




João Franzin
é jornalista e diretor da Editora e Agência de Comunicação Sindical
franzin@agenciasindical.com.br / facebook.com/joao.franzin.1

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