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“Até tu, PMDB?! De onde vens? Para onde vais? Quem és?”
13/04/2016 as 16:03 h  Autor Telmário Mota  Imprimir Imprimir

Cunha e Jucá no dia em que o PMDB abandonou a base de Dilma.
Foto: Igo Estrela/PMDB Nacional

Considero esta imagem de Cunha e Jucá com mãos para o alto profética. Só faltou nela o japonês da Federal. Esta foto representa bem o caos que hoje impera na condução do PMDB. Incapazes que são de serem sequer obedecidos por seus membros no governo, teimosos em atender à ordem de debandada, entendem-se aptos a retirar o Brasil da crise.

Na verdade, barrar o impeachment da presidenta Dilma será um grande favor que nós faremos à legenda que, sem possuir um plano político concreto para o país, amargará a pecha de golpista e desencadeará precipitado, incontrolável e ruidoso processo pré-eleitoral para 2018. Isso na infeliz hipótese de sucesso no golpe. Eles não possuem programa nem quadros para retirar o Brasil da crise até 18. Golpista, fico pensando como o Temer seria considerado por demais chefes de estado mundo a fora. Seria uma vergonha inimaginável.

O MDB surgiu no terceiro ano de vigência do regime militar, quando a ditadura necessitou de um sistema político bipartidário para dissimular ares de normalidade democrática. Era a “democracia relativa”, nos dizeres de Geisel. O próprio Castelo Branco incentivou filiações na legenda de oposição, pois de outra forma a sigla não conquistaria quadros suficientes para sua existência no Congresso. Naquela época, a alternativa política ao suicídio da clandestinidade era a adesão ao MDB, que dessa forma reuniu políticos bastante diferentes e que tiveram papel relevante na condução possível de uma proposta de oposição.

De volta aos quarteis, os militares legaram ao Brasil um sistema partidário fragmentado, que teve, então, no PMDB, a sigla mais robusta. Dos governos que se sucederam à ditadura, todos aqueles em que o PMDB participou de chapa como vice-presidente, foi o vice-presidente peemedebista quem encerrou o mandato pelo titular. O peemedebista Sarney governou por Tancredo, o peemedebista Itamar Franco terminou o governo Collor. Agora, se considerarmos uma coligação combinada para durar oito anos, é o peemedebista Michel Temer quem trabalha para encerrar o governo Dilma. Pitoresco! Tem ares de “maldição do vice peemedebista”.

Acerca do quadro atual, faço breves considerações sobre as lideranças do partido que surgem como salvadoras da pátria:

1. Michel Temer. Onde está ele mesmo? Alguém viu o Michel por aí? É no momento de crise que o líder político genuíno se apresenta. Cito o exemplo do Lula. O governo necessitou dele e ele se apresentou altivo e aguerrido. No caso do Temer é o oposto. Licenciou-se!

2. Eduardo Cunha. Não consigo acrescentar nada ao que se diz de Cunha, hoje em dia, que já não figure nas mais picantes páginas do sensacionalismo político. Ele é muito esperto e muito insano. Não consegue explicar a fortuna com que pagou as aulas de tênis da mulher na Flórida, mas manobra habilmente para adiar uma merecida cassação. É um incendiário.

3. Romero Jucá. Sempre presente nas principais artimanhas políticas, citado na Lava Jato, é personagem empoeirado das prateleiras do Judiciário – seus processos não andam. Agora, é o presidente em exercício do PMDB. Ordena que todos deixem o governo, mas mantém seus afilhadinhos nos cargos que amealhou nesse mesmo governo.

4. Renan Calheiros: Esse tem visão. Desaprovou a saída do partido da base e reconheceu a baixa inteligência da medida. Fosse Renan mais ouvido… Fato é que o PMDB pulou do barco em alto mar. Se Dilma cair, o PMDB acaba por esforço próprio. Eis meu diagnóstico.

Telmário Mota
. Economista e senador do PDT pelo Estado de Roraima.
Fonte: http://congressoemfoco.uol.com.br

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