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“MST: vai pra Cuba com o PT”
11/12/2015 as 18:44 h  Autor Gregorio Vivanco Lopes   Imprimir Imprimir
O prestígio da esquerda junto à opinião pública brasileira vai aos tropeções, caindo cada vez mais. Tomemos o exemplo de João Pedro Stédile, um dos líderes esquerdistas mais bafejados pela publicidade. Recentemente, para escândalo de muitos católicos, ele foi uma das figuras de proa do encontro dos movimentos populares promovido pela Santa Sé no Vaticano.

Não obstante esse apoio midiático e o esguicho de água (pouco) benta, em 22 de setembro último, ao chegar a Fortaleza, onde participaria de mais um desses encontros enfadonhos que a esquerda multiplica na tentativa de aquecer a pólvora molhada, Stédile foi solenemente vaiado no aeroporto.

Os manifestantes “gritavam ‘MST: vai pra Cuba com o PT’ e chamaram Stédile de ‘terrorista’, ‘assassino’, ‘fascista’ e ‘comunista’. O episódio durou aproximadamente seis minutos, até o líder entrar em um carro e deixar o aeroporto” (“Folha de S. Paulo”, 23-9-15).

O MST, que adora ser incensado como “movimento social” e detesta ser tachado de horda de invasores das propriedades alheias, não gostou das vaias ao seu líder. Embora useiro e vezeiro da “arte” de promover arruaças, quebra-quebras e intimidações, o movimento revolucionário classificou o episódio de Fortaleza como "ato agressivo e constrangedor" e ameaçou até com medidas judiciais. Logo o MST, que vive numa espécie de clandestinidade jurídica para não ter que arcar civil e criminalmente com as consequências de seus atos!

O episódio teve inclusive um corolário ridículo. Segundo a jornalista Vera Magalhães, “um grupo de artistas, intelectuais e dirigentes partidários está organizando um ato de apoio ao líder do MST em São Paulo” (idem, 27-9-15). Tal ato foi realizado? Caso tenha sido, caiu no vazio, não repercutiu.

Escolhemos falar do episódio Stédile porque ele é emblemático, mas poderíamos trazer à consideração dos leitores diversos outros fatos que mostram como a esquerda está impopular, exceto, é claro, dentro de certos grupos reduzidos.

Mas se a esquerda está tão desprestigiada junto à opinião pública, como explicar que ela continue a avançar numa série de frentes, como Ideologia de Gênero, ecologismo radical, demolição da família, entre outras?

Primeiramente convém notar que esse avanço é forçado. Ele não se faz por um desejo da população, mas a contrapelo desta, através de uma propaganda ininterrupta, somada à pressão de certos políticos e governantes e à aceitação por uma elite desviada de sua missão.

Em segundo lugar – e este fator é mais decisivo –, o esquerdismo se infiltrou profundamente nos meios católicos, onde utiliza púlpitos, cátedras e confessionários para, sob o pretexto de ajuda aos pobres, justiça social e outros slogans bem escolhidos, atiçar os sentimentos de revolta nas almas. Ou, não o conseguindo, pelo menos paralisar as consciências incutindo-lhes o receio de transgredir a religião se não aderirem às posições da esquerda.

Esse fator é tão poderoso que, hoje em dia, no Brasil e em muitos outros países, o fator determinante da sobrevida e atuação do esquerdismo se origina da atuação de prelados e clérigos de esquerda, seguidos de perto por seus áulicos leigos.

Como se escureceu o ouro, como se alterou o ouro fino! Foram dispersadas as pedras sagradas por todos os cantos da rua” (Jeremias, Lamentações, 4,1).
 
Gregorio Vivanco Lopes é advogado e colaborador da ABIM

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