Novoeste on-line - Onde o Oeste da Bahia é Notícia
> Principal > Artigos > Pauta Livre > O cérebro: como usar todo o seu potencial
 
O cérebro: como usar todo o seu potencial
11/12/2015 as 14:41 h  Autor Luis Antonio Namura Poblacion  Imprimir Imprimir
Conversas com amigos me instigaram a divagar sobre como podemos melhor usar nosso cérebro. Refletindo um pouco sobre esta questão, percebo que minha prática constante tem sido liberar meu cérebro para que ele opere da maneira que os especialistas chamam de "modo difuso".

Tal prática começou quando a Teoria da Relatividade, de Albert Einsten, era um mistério para mim. Durante um feriado prolongado no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), eu tentava entendê-la a qualquer custo, sem conseguir alcançar meu objetivo. Esgotado, resolvi então descansar e depois de certo tempo tive uma enorme "surpresa": como em um passe de mágica, tudo ficou absolutamente claro em minha mente, como se aquilo (a Teoria da Relatividade) fosse a coisa mais natural do mundo!

Lembro-me que naquele momento eu chorei. Chorei de alegria!

Somente anos mais tarde, quando já se tornara um hábito meu esta prática do "relaxamento mental", li um livro sobre criatividade nas agências de publicidade (do Roberto Duailibi da DPZ) e passei a entender o processo que eu praticava de forma despretensiosa, porém com resultados surpreendentes.

Tudo ocorria em três fases consecutivas, porém distintas:

- Aquisição de informações;

- Trabalho obstinado; e

- Relaxamento mental.

Esta era a base do processo que podemos utilizar para tirar o máximo proveito criativo de nossas mentes.

Na primeira fase buscamos o maior número possível de informações acerca do tema em que nos debruçamos. Elas serão a base sobre a qual o nosso cérebro fará as conexões em busca da solução do problema que estamos tentando resolver. Sem esta base, nosso cérebro não tem o que processar. Um bom exemplo é quando tentamos criar algo a respeito de um tema sobre o qual não temos nenhum conhecimento: impossível!

Na segunda fase usamos as ferramentas mentais que possuímos, tais como cálculo, análise, síntese, métodos, gráficos, desenhos, tabelas, opiniões e tudo que dispomos para tentar, "obstinadamente", alcançar uma resposta para o problema. É a fase do trabalho duro, árduo, consciente. Por vezes, nesta fase, alcançamos nosso objetivo e nos satisfazemos com o resultado. Porém, quando isso não ocorre, temos ao nosso dispor a próxima fase, a mais surpreendente de todas.

Na terceira fase fazemos uso da mais incrível máquina disponível, de forma totalmente gratuita e sempre passível de ser utilizada. É a nossa capacidade de processamento inconsciente. Nesta etapa nós permitimos que nosso cérebro trabalhe de forma totalmente livre, difusa, porém em altíssima velocidade.

É inacreditável, mas somos nós mesmos que assumimos o controle do nosso cérebro por meio de uma "ordem" que nós, conscientemente, damos ao nosso próprio cérebro, para que ele inicie o trabalho inconsciente! Dizemos algo como: - Cérebro, fiz minha parte, agora faça a sua!

Qual é a "minha parte"? A aquisição das informações necessárias e o trabalho obstinado sobre estas informações em busca da solução do problema que se deseja resolver.

Qual a parte deixada ao "cérebro"? Ligar os pontos, ou seja, procurar sinapses entre as informações atuais com as quais nós acabamos de provê-lo e os bilhões de informações armazenadas ao longo de toda nossa vida, que estão em algum local da nossa memória, por vezes, de difícil acesso no nível consciente.

Neste momento liberamos nosso cérebro das "amarras racionais" e o deixamos processar tudo em uma velocidade absurdamente alta, algo só possível inconscientemente, jamais na lentidão do nível consciente. É a liberação da máxima potência de processamento, permitindo ao nosso cérebro produzir em condições ideais, sem as limitações das lentes racionais que nos escravizam e impedem o cérebro de operar num tipo de "processamento livre", sem amarras, "navegando" em altíssima velocidade, em condições propícias para encontrar conexões que no nível consciente levariam anos para serem descobertas ou jamais as seriam.

O segredo é deixar o cérebro livre para que ele processe os bilhões de "bytes" de informações que possuímos de forma tão acelerada que, em algum momento, ele liga os pontos e joga a solução encontrada na "caixa" chamada consciência.

Portanto, minha sugestão é que você deixe seu cérebro "livre" para que ele trabalhe por você com todo seu potencial; isto também fará você chorar, chorar de alegria.

Tendo experimentado o êxtase deste processo, nunca mais o abandonei. Claro que isto exige certa "coragem" para, ao não obter o resultado esperado na fase de "trabalho obstinado", realmente parar com o objeto de estudo e permitir que a parte "inconsciente" do nosso cérebro faça o restante precioso do trabalho por nós.

Creia! Seu cérebro NUNCA o desapontará! Ele irá trabalhar por você até que consiga encontrar uma solução para a questão que o incomoda e, então, finalmente poder relaxar. Não é mágica, é genética. Faz parte da evolução de nossa espécie e ocorre com todo aquele que se dispõe a tentar.

Louca, linda e extraordinária essa capacidade do nosso cérebro! Talvez poucos a experimentem na vida, mas os que têm a sorte de viver esta experiência e a incorporam como prática cotidiana acabam por tirar o máximo proveito do que de mais precioso a natureza nos deu de presente: nosso CÉREBRO.

Luis Antonio Namura Poblacion é Presidente do Grupo Vitae Brasil; formado em Engenharia Eletrônica pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), com especialização em Marketing e Administração de Empresas e MBA em Franchising pela Louisiana State University e Hamburguer University – Mc Donald’s.

Comente via Facebook
Mais Artigos
No h comentrios.
img
img
RSS  Artigos Artigos

O escritor foi e ainda é, para as crianças que estão começando a descortinar o infinito horizonte da palavra, algo inatingível, meio mágico, talvez mítico.Isso, dito por elas mesmas. A criança é naturalmente curiosa, sedenta de conhecimento e experiência, e ficar cara a cara com...
Na civilização humana, em todos os tempos as gesticulações passaram a simbolizar determinados comportamentos e construir significados diversos para cada sociedade e para cada povo. Gestos humanos servem tanto para simbolizar comportamentos positivos, bem como...
https://www.novoeste.com/uploads/image/artigos_gaudencio-torquato_jornalista-professor-usp-consultor-politico.jpgHoje, tomo a liberdade de fazer uma reflexão sobre a vida. Valho-me, inicialmente, de Sêneca com seu puxão de orelhas: “somos gerados para uma curta existência.  A vida é breve e a arte é longa. Está errado. Não dispomos de pouco tempo, mas desperdiçamos muito. A vida é longa...
A presidenta do Instituto Justiça Fiscal aponta o falso dilema para a escolha eleitoral de 2022 e indica as fontes de custeio para vencer o quadro desolador de fragilidade da maioria do povo brasileiro. A próxima eleição, se ocorrer, certamente exigirá muito de nós. Mas não será uma escolha difícil. Para começar, terceira via não existe! Ou melhor: existe, em Bolsonaro. Este, que pode parecer insano, sádico, intratável, joga o jogo e...
A Constituição Cidadã erigiu a dignidade da pessoa humana como seu fundamento, ao lado da soberania, cidadania, valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e o pluralismo político. Trata-se, portanto, de um dos pilares que legitimam o Estado Social e Democrático que fundou....
img
img
img
PUBLICAÇÕES RECENTES
img




img



img
img
img
CASAS img LOTES img FAZENDAS
img
CHÁCARAS img PRÉDIOS COMERCIAIS img GALPÕES
img
RSS  Dicas de Leitura Dicas de leitura
img
Ambientado em uma comunidade japonesa de São Paulo, lançamento ficcional da escritora Juliana Marinho promove o poder da música como intervenção para cura de doenças. A musicoterapia, união da arte e saúde em busca da reabilitação ou promoção do bem-estar, é a responsável...
Por meio da personagem Malu, as escritoras e letrólogas paulistas Nanda Mateus e Raphaela Comisso dialogam com as crianças sobre diversidade familiar e desmistificam a homoparentalidade. Nanda Mateus trabalha com educação e inovação em tecnologias para...
Existem músicas para os momentos felizes, tristes e até aquelas que marcam datas especiais, mas para Melody King é diferente: as canções são uma consequência — infelizmente incontrolável — de uma rara doença. As dificuldades em lidar com as embaraçosas situações,...
img
img
RSS  Top Vdeos Top Vídeos
img
Thumbnail
img
img
img
RSS  Classificados Classificados
img
img
img



RSS GOOGLE + YOUTUBE TWITTER FACEBOOK