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Literalmente somos um dos povos mais mal-educados politicamente do mundo
11/06/2015 as 10:10 h  Autor Genaldo de Melo  Imprimir Imprimir
Nenhuma nação pode ser considerada grande do ponto de vista democrático propriamente dito se não tiver seu povo necessariamente educado politicamente, para compreender as nuances do mundo político propriamente dito. Não se pode necessariamente ser grande com uma maioria mergulhada na ignorância política com se todos fossem personagens orwellianos, impulsionados por apenas uma educação cultural política torta de uns poucos meios de comunicações dominados por poucas famílias que literalmente imbecilizam o resto como se animais fossem. O moralismo político e o juridicismo arcaico de uma pequena minoria conservadora nunca farão de nosso país uma nação melhor, senão uma pequena colônia de interesses dos rapazes da bandeira listrada do Pólo Norte, e dos branquinhos da Europa (com todo respeito para não ser processado por racismo).

Desde 2003 que o Brasil deu acelerados avanços desenvolvimentistas para se tornar uma das maiores nações do mundo a partir da visão futurista e republicana do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. Porém o grande erro do projeto que literalmente mudou o país para melhor foi exatamente não construir um processo de educação política pública, capaz de fazer com que nosso povo entenda como funciona a política como coisa em si, principalmente entre nossos jovens que deverão naturalmente ser os baluartes de nosso futuro. Foi exatamente não educando nosso povo que foi deixado para desempenhar esse importante papel para a máquina da imbecilidade do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, e para a revista de esgoto da Marginal Pinheiro Paulista.

Crescemos e todos sabem, distribuímos renda, geramos emprego, e do mesmo os chamados grandes capitalistas também aumentaram suas fortunas, mas deixamos para que uns poucos que não concordam que pobre pode ter carro e casa, pode viajar de avião junto com os ricos, e do mesmo pode ter filhos na universidade para poderem também pensar em empreendedorismo, formarem opinião política. Esse sim foi necessariamente o grande do petismo e do lulismo em nosso país desde 2003. Porém ainda existe tempo de sobra para fazer com que se pense nesse país num processo de formação política para que também os pobres que emergiram social e economicamente entenda com funciona o jogo da política.

Porém somente quem poderá propor uma ação dessa natureza são os atores políticos que imbuídos de poder político tenha a ousadia de dizer que nas escolas temos sim que ter educação política para crianças, jovens e adolescentes. Não é possível que não se pense nisso! Não é possível que nosso país chegou ao patamar que chegou, sendo colocado entre as melhores nações do mundo de todos os pontos de vista, e agora nosso povo sem compreender exatamente a luta permanente pelo poder acompanhe o embalo cego e torto de estamos no caminho errado, e retrocedamos ao passado aonde somente uns tinham direito a carro, casa, avião e universidade, simplesmente porque 10% da população rica desse país não concorda com o bem-estar da maioria, e simplesmente querem escravos culturais e políticos.

Defendo educação política pública, e absolutamente vou continuar defendendo, porque não acho que vai ser apenas ensinando as regras do jogo político aos meus filhos em casa que vou contribuir para que os brasileiros sejam educados politicamente. A escola deve ser também o espaço apropriado para tanto. Vejamos o exemplo sombrio da ditadura militar em nosso país, quando os generais sabiamente para manterem seu projeto doentio a longo prazo criaram nas escolas a disciplina educação moral e cívica. Exatamente porque eles queriam educar politicamente o povo brasileiro do seu modo para manter os interesses em voga culturalmente nas mentes e nos corações de todos. Por que não queremos compreender isso? Que educação política deveria ser tratada como política Pública e não apenas coisa de partido político de esquerda, de sindicato ou de associação de moradores!

Se Dilma Rousseff principal responsável pela condução dos processos desenvolvimentistas que foram iniciados lá atrás em 2003, não pensar urgente com seus assistentes em educar também politicamente a atual geração entraremos ali na frente numa rota de coalização perigosa, porque perdendo o poder esse grupo que coordena o país, quem entrar no controle vai naturalmente construir instrumentos para nunca mais o Estado ser para todos, e sim de poucos signatários e suas famílias dos condomínios fechados, dos helicópteros de plantão, e dos escravos a vista. Exemplos das entrelinhas da falta de educação política não faltam para servir de preocupação: um Congresso Nacional praticamente conservador, da bala, do bife, do agronegócio, que aprova PL 4.330, muda as regras da sociobiodiverdade, aprova financiamento privado de campanhas para que donos de partidos controlem os recursos, chantageiam partidos pequenos com programas sérios para o país para tentarem aprovar “distritão”, e outras coisas demoníacas mais que o povo não compreende!

Não podemos mais viver num país que poucos compram consciências e votos, e depois de alguns meses nosso povo nem sequer lembre mais em quem votou nos outubros da vida. Cabe ao Estado sim educar politicamente o povo para saber exatamente como funciona o sistema e o Estado propriamente dito.




Genaldo de Melo

Fonte: http://genaldo40.blogspot.com

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