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Planos de saúde, a rebelião
21/09/2011 as 18:40 h  Autor tenente dirceu  Imprimir Imprimir
Tradicionalmente, a medicina é uma profissão que enriquece. É comum ver médicos que, pouco tempo depois de formados e trabalhando, já adquiriram fazenda e praticam hobbys caros, que os diferenciam e distanciam das demais categorias. Mas, apesar de tudo, eles não abrem mão de empregos no serviço público, onde, via de regra, atendem displicente e desumanamente a clientela e, conforme constatações recentes da polícia e da justiça, muitos nem cumprem as jornadas para as quais foram contratados.  Comportamentos que, sem qualquer dúvida, estão capitulados no Código Penal.

No formato em que foi montada a matriz brasileira arrecadadora de impostos e a própria Constituição, a saúde é “direito do cidadão e dever do Estado”. Porém, na falta de cumprimento desse dever pelo Estado, floresceram os planos de saúde que a população paga, apesar de já ter recolhido seus impostos. Agora, nem pagando pelos planos particulares, o contribuinte tem a certeza de atendimento porque os médicos querem mais.

É provável, até, que os médicos tenham razão e realmente necessitem ou mereçam ganhar mais. Eles não podem, no entanto, por essa razão, penalizar o paciente, tratando-o com desprezo e ineficiência na rede pública e como simples mercadorias quando em convênios e planos. Não podem se esquecer de que trabalham com seres humanos em situação de fragilidade e, muitas vezes, em risco da própria vida. E o juramento de Hipócrates, aprendido na escola? Foi esquecido?

Por conta dessa e de outras distorções, o atendimento de saúde no país é um verdadeiro circo de horrores. Navega-se desde a total incompetência e falta de zelo até os centros de alta especialização. Reclama-se da falta de vagas, recursos e salários. Governantes têm a obrigação de dar saúde ao povo, mas não conseguem. Máfias roubam o dinheiro da saúde. Os outrora competentes hospitais filantrópicos estão em crise...

A saúde brasileira está doente. Precisa de urgentes providências que alinhem os recursos às necessidades da população, que não agüenta mais viver na incerteza de socorro para suas carências. Quanto aos doutores, é preciso pôr a mão na consciência e fazer o melhor. Muitos deles tiveram sua formação em escolas públicas ou com bolsas custeadas pelo governo e têm o dever, pelo menos moral, de devolver um pouquinho do que receberam. O ideal seria o governo criar o “serviço público obrigatório” para todos os bolsistas recém-saídos das escolas, levando-os a trabalhar durante algum tempo, a título de ressarcimento, na rede pública e no interior.

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves. Dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) - aspomilpm@terra.com.br

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