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Porque o brasileiro está cada vez mais endividado?
19/08/2011 as 12:49 h  Autor cláudio boriola  Imprimir Imprimir
Em pouco tempo, chegam as faturas do cartão de crédito, extrato bancário, com a indicação de que o limite foi utilizado - juros médios, ao mês (de 9,0%), boletos, carnês, etc.. Tudo devido ao resultado de realizar compras, sem necessidade; apenas para alimentar o velho hábito de realizar os desejos de estar comprando.

Na prática, pode ser o início de um capítulo sem fim, porque as dores de cabeça foram criadas. Se este filme está ocorrendo, com você, pare, respire e reflita; pegue o lápis, papel e reúna a família. Hoje, saberemos um pouco de como planejar, administrativamente e, buscar as soluções para os problemas financeiros.

O primeiro passo é o de se perguntar, por inúmeras vezes, se o que foi feito de forma não planejada, está correto?! As respostas são diversas, mas, o importante é conscientizar-se, porque está prejudicando-o hoje e, refletirá no amanhã.

Falta de controle e planejamento financeiro:

Diariamente, atendendo pessoas de diversas classes sociais, observo que, um dos principais fatores de endividamento é a falta de controle e planejamento. As compras são consideradas uma tentação, afinal, quem não gosta de comprar?! Somos considerados, como disse no início, uma “fábrica de consumo”. A primeira dica é controlar a ansiedade, antes de ir às compras. Tenha sempre um Planejamento Financeiro bem elaborado, (controle de ganhos versus as despesas). Através desse controle, será possível medir seu potencial econômico.

Comprar somente o necessário:


É preciso cuidados especiais, quanto aos atrativos de consumo; e comprar somente o necessário para a real sobrevivência. Todos sabem que, o grande prazer da vida é o de estarmos com a conta recheada. Tudo isso, não basta, sem planejar.

Compras parceladas:


As pequenas parcelas imperceptíveis e fora do que foi planejado, somando-as, perfazem um montante, que não caberá, no seu orçamento; vêm recheadas de juros embutidos no valor final do produto.Lembre-se que o prazo vence e, os juros, que serão pagos, em longo prazo, engolem grande parte do seu salário, porque não existe milagre na Economia. Os juros cobrados atualmente são considerados cada vez mais desfavoráveis aos consumidores.

“Não caia no conto do vigário”!:

Quando o vendedor quiser ou convencer de que o preço, à vista poderá ser dividido, em 10 parcelas, sem juros, cuidado! É tudo uma ilusão! O raciocínio é lógico e simples na matemática financeira. Imaginemos o seguinte; vamos, até um Banco, fazer um empréstimo de R$1.500,00 para ser pago daqui a 10 meses. Será que o Banco não cobrará nada de juros, por um longo período?! É claro que, o Banco não fará caridade alguma para o seu bolso, porque o dinheiro tem alto custo, principalmente, no Brasil. Exija desconto e pague à vista, (antes pesquise a concorrência), essa será a melhor escolha para fazer uma boa compra não se deixando cair, no conto ilusório do vigário.

A bolha do crédito fácil:

A Classe C, é a que mais cresceu, nos últimos três anos; tal crescimento se deve ao crédito fácil implantado, no Comércio, em geral. Essa bolha refere-se às compras de longo prazo, comprometendo cada vez mais a renda das famílias brasileiras. Para quem não elabora um planejamento, esse crédito fácil ao ser usado, sem consciência, torna-se em pouco tempo, um verdadeiro inimigo daqueles que não souberem utilizá-lo. O melhor é não fazer parte dessa bolha de endividados, que a qualquer momento, poderá explodir, levando você e toda família para o buraco negro junto com muitas dívidas. Saiba utilizar o crédito com sabedoria; tal recurso tem que ser explorado, como se fosse o último existente, em casos de extremas necessidades. Lembre-se de que os juros são altíssimos e comprometerão grande parte do seu salário.

De grão em grão...

Nem é preciso dizer o resto da frase, com certeza você já deve ter completado os dizeres. Se de grão em grão “seu bolso economiza”, porque não dizer que cada centavo economizado servirá para fazer uma poupança? Ao invés de pagar juros, receberá juros a seu favor; é fácil colocar isso, em prática. Reunir a família, no primeiro mês, todas as semanas; no segundo mês, a cada quinze dias; do terceiro mês em diante, uma vez. A conscientização de todos é importante e fundamental para tomadas de decisões futuras.

Diminuindo os gastos supérfluos:

Concentre rendas, cada um colaborando, no final do mês, o montante será maior. Não adianta aumentar a concentração de renda senão diminuir o consumismo desenfreado. Cada um terá sua parcela de contribuição, na diminuição dos gastos, em geral. No final do mês, sobrará mais para poupar. Sempre faça um planejamento anual de ganhos versus despesas; assim, o erro será considerado mínimo. Não se esqueça de aumentar o percentual de poupança, mensalmente, quanto maior a economia, nos gastos supérfluos, melhor será a garantia do futuro financeiro.

Atitudes necessárias – regra dos 4 P’s:

Após refletir, sobre o assunto, o passo a seguir é o de colocar, em prática, as importantes atitudes, que visam beneficiar as decisões futuras como - comprar sempre, tudo aquilo que é realmente necessário; pagar à vista; evitar as compras em parcelas, mesmo que os valores dessas parcelas sejam pequenos ou imperceptíveis, principalmente, para aqueles que não elaboram um Planejamento Financeiro. Atitudes ensinadas, em minhas palestras com o tema, “Vida Financeira Saudável” têm ajudado muitas pessoas por todo o Brasil, aí, vão - Planejar, Pesquisar, Pechinchar, Pagar à vista. Essa está sendo a salvação de muitos que estão conseguindo ver os resultados sendo compensados. Agindo, desta forma, o Comércio será mais competitivo, na cadeia produtiva, em todos os Setores da Economia; além de contribuirmos para aumentar as ofertas, quem sairá lucrando, é o consumidor.

Equilibrar-se, controlar a ansiedade, na hora de comprar:

Perscrutar a razão do porquê estar comprando determinado produto, entre outras análises, que devem ser feitas, também, devemos pesquisar em diversos fornecedores o modelo e a marca do produto escolhido, porque as diferenças encontradas, nos preços, de um fornecedor para outro, podem ser exorbitantes.

Pesquisar é a melhor saída para economizar:

Recentemente, comprovei ao comprar um determinado produto, encontrando uma diferença de 293,56%. É lógico, comprei na loja que ofereceu o melhor preço, negociando a compra, conquistei mais um desconto de 12% para pagamento, à vista, que somados com a diferença mais o desconto conquistado, na negociação, deixei de desembolsar em torno de 330%; um desconto importante e muito significativo nos dias atuais. Você perceberá o quanto é bom e faz bem ao bolso, contribuindo para coibir a prática do exacerbado lucro desenfreado de alguns fornecedores. Afinal, quem não planejar, pesquisar e negociar bem, pagar à vista, só levará prejuízos.

Comprando bem, seu bolso agradece:


Após definir, onde comprar, chegou a hora de negociar bem, isso mesmo, dar valor a cada centavo, como ocorreu, no caso vivenciado por mim. Nessas horas, deixe a vergonha de lado, comprando bem, seu bolso agradecerá a economia conquistada pelo seu esforço, que servirá para engordar sua poupança, podendo essa economia, ser utilizada, em outras oportunidades. Percebeu como é fácil? Isso não é apenas uma teoria econômica-financeira, deve ser, diariamente, exercitada e, colocada, em prática.

Revertendo a situação e saindo do vermelho:

Hoje, os que estavam descontrolados, sem rumos e perspectivas de reverterem a situação, conseguiram colocar as contas e finanças, em dia. Você poderá realizar e comprovará, colocando, em prática, contribuindo com a saúde financeira-familiar. Percebeu quantas técnicas podem ser colocadas, na prática, revertendo-as, em excelentes resultados? Através das perguntas feitas e respondidas por nós, estará formado um raciocínio lógico e se buscará e alcançará a obtenção dos melhores resultados. Não se esquecendo para ter-se o total controle do impulso e da ansiedade; calcular tudo minuciosamente e, planejar com os demais membros da família. Naturalmente, ocorrerão às mudanças, nos hábitos de consumo, beneficiados pelo bom comportamento, refletindo, nas futuras tomadas de decisões, quando o assunto a ser tratado for compras e consumo; principalmente, as compras parceladas. Pois bem, tudo devidamente controlado, em perfeita harmonia, todos sairão beneficiados. Não se esqueça de planejar, pesquisar, definir as futuras compras e exigir, sempre, um bom desconto, passando a familiarizar-se com uma vida financeira equilibrada, sem dores de cabeça, por tantas compras feitas, de forma, impensada e irresponsável.

Uso consciente do crédito:

Fazendo uso consciente do dinheiro, você e toda família não precisarão fazer dívidas para pagar dívidas. Lembre-se de que, o crédito deve ser utilizado, apenas, em extremas ocasiões. Preserve o planejado; a honradez dos compromissos será certeira. Boa sorte, em breve, voltarei a explanar mais um pouco, sobre o assunto.

Cláudio Boriola Consultor Financeiro, conferencista, especialista em Economia Doméstica e Direito do consumidor.

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