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Professor:
HENRIQUE VIANA
Licenciado em Letras pela UNEB,
Especialista em Estudos Linguísticos:
Leitura e
Produção Textual, pela UNEB,
Professor no Gauss - Centro de Estudos.
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Juventude Crítica: pão, paz e feijão
28/12/2016 as 14:44 h  Autor admin  Imprimir Imprimir
O Brasil representa a 7ª economia do mundo e a maior da América Latina. Apesar disso, não é considerado um país desenvolvido. Um dos principais fatores que impedem essa nomenclatura e coloca o país no time dos emergentes é a grande parcela da população subnutrida e má alimentada. Ou seja, a fome é um problema de escala nacional que afeta muitos brasileiros e que afeta também o desenvolvimento do país. Quais são as causas e como reverter esse quadro?

Apesar de o Brasil ser uma potência agrícola e grande parte do seu PIB vir do setor primário, possui uma população faminta. Isso é decorrente da política agrícola em que a maior parte do que é produzido nos grandes latifúndios é para exportação e produção de ração para animais. Portanto, quem é responsável por abastecer o mercado interno são os pequenos produtores. Esses, porém, estão suscetíveis às crises econômicas e não têm acesso às tecnologias de ponta para melhoramento do solo. Além disso, a maioria desses pequenos agricultores produzem apenas para a alimentação de suas famílias e vendem o excedente quando ele existe.

Ademais, a renda é má distribuída no país. Cerca de 66% das famílias brasileiras vivem com uma renda inferior a dois salários mínimos. Geralmente, são famílias com pai, mãe e dois filhos que sobrevivem com duas refeições por dia, às vezes até uma. E ainda, existem muitos casos em que os pais mandam os filhos para a escola apenas para que eles sejam alimentados na hora da merenda. Ou seja, essas pessoas são as mais prejudicadas durante os períodos de crise, como a que estamos passando neste momento. O preço dos alimentos sobe, entretanto os salários continuam os mesmos.

Fica claro, portanto, que apesar da economia desenvolvida, o Brasil ainda tem muito que melhorar socialmente, e o primeiro passo para isso é acabar com a fome que assola o país. Inicialmente, a população de cada município deve optar pela compra de alimentos produzidos na região, assim os preços iriam diminuir. Além disso, supermercados e restaurantes devem doar o excedente de comida para famílias carentes. E ainda, o Estado pode oferecer cursos gratuitos profissionalizantes aos cidadãos para aumentar a renda média e melhorar a alimentação. Outra ação importante por parte do governo é a fiscalização de programas como "Bolsa Família", que complementa a renda de muitos brasileiros, e oferecer alimentos mais nutritivos à rede pública de ensino, como variadas frutas, legumes e verduras. Ao seguir por esse caminho, estaremos cada vez mais perto de oferecer pão, paz e terra para a população.
 


Carolina Rodrigues
Aluna de Orientação do Professor Henrique


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