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Ex-ministros do STF pedem apuração rigorosa da "mais aguda crise"

08 de setembro de 2026 às 12:09

justiça/supremo tribunal federal (STF)
Treze ex-ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) enviaram uma carta conjunta ao atual presidente da Corte, Edson Fachin, para pedir que o colegiado investigue de forma rigorosa as denúncias envolvendo ministros da Corte.
 

Fachada do palácio do Supremo Tribunal Federal (STF)
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
 
Treze ex-ministros assinaram carta
enviada à Suprema Corte
 
No texto, os signatários pedem convocação de sessão pública para discutir os fatos e classificam a situação como a "mais aguda crise" da história da Suprema Corte. 
 
Sem citar nomes ou episódios específicos, os magistrados sustentam que a gravidade dos episódios divulgados afeta diretamente a confiança da população na Justiça e coloca em risco a estabilidade das instituições democráticas do país. 
 
[Temos] a absoluta convicção de que Vossa Excelência designará, com toda a urgência, sessão pública para que o Pleno determine imediata e rigorosa apuração, sob o devido processo legal, dos gravíssimos fatos cuja divulgação vem comprometendo o prestígio e a autoridade desse Tribunal.
 
Assinam a carta:
 
       1. Ayres Britto; 
       2. Carlos Velloso; 
       3. Celso de Mello; 
       4. Cezar Peluso; 
       5. Ellen Gracie; 
       6. Eros Grau; 
       7. Francisco Rezek; 
       8. Ilmar Galvão; 
       9. Joaquim Barbosa; 
       10. Nelson Jobim; 
       11. Néri da Silveira; 
       12. Rosa Weber; 
       13. Sydney Sanches.
 
Nota a jornalistas
 
Em nota à parte, endereçada a jornalistas, o ex-ministro Celso de Mello, que presidiu a Corte entre 1997 e 1999, destacou que todo ministro deve agir de forma a impedir que “eventuais condutas ilícitas ou comportamentos eticamente censuráveis” lancem suspeitas sobre o STF. 
 
Para Mello, nenhuma autoridade pública pode invocar a dignidade do cargo para furtar-se a prestar satisfações à opinião pública.
 
Quem compromete a própria integridade fere também a confiança depositada na instituição. O STF é maior do que todos e que cada um de seus ministros.
 
Da Agência Brasil