O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo (2), durante a convenção nacional do PT que oficializou sua candidatura à reeleição, que pretende adotar um tom mais combativo na campanha de 2026. Lula declarou que não pretende repetir a postura conciliadora que marcou disputas anteriores e defendeu uma atuação mais firme diante do cenário político.

Lula © Ricardo Stuckert
Em convenção que oficializou sua candidatura à reeleição, presidente afirma que disputará para impedir o retorno da extrema direita |
“Eu não quero o Lulinha paz e amor, quero o Lulinha porreta”, afirmou o presidente no encerramento do evento, realizado em um centro de convenções na capital paulista. Em seguida, reforçou o objetivo político de sua candidatura: “Não temos o direito de permitir que a extrema-direita volte a comandar este país”.
Embora já tenha sido oficializado como candidato, Lula ainda não pode pedir votos antes do início oficial da campanha eleitoral, marcado para domingo (16). O presidente anunciou que fará seu primeiro ato de campanha no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP), local simbólico por sua ligação com o movimento sindical do ABC Paulista.
Ao convocar os militantes para o evento, Lula adotou um discurso de confiança sobre a disputa eleitoral.
“Lá, nós vamos mostrar café no bule. Lá vocês vão ver a cobra fumar. Lá vocês vão ver o começo da grande vitória. O povo brasileiro tetra, se preparando para o penta, depois para o hexa”, declarou.
Durante o discurso, o presidente também afirmou que pretende concentrar esforços para ampliar a base de apoio no Congresso Nacional, elegendo deputados e senadores alinhados ao governo. Ao fazer um balanço de seu terceiro mandato, disse que pretende avançar em áreas nas quais considera que ainda há desafios.
“Quero o Lulinha que vai fazer o que a gente ainda não fez. O básico nós já cuidamos. O povo já está comendo, já tem acesso a benefícios”, afirmou. Como exemplo, citou o programa Agora Tem Especialistas, que classificou como uma “revolução”.
Lula reconheceu que nem todas as metas de governo foram alcançadas e pediu desculpas por resultados que ficaram abaixo das expectativas.
“Essa eleição agora é para definir que País vamos deixar, do ponto de vista das coisas que ainda não fizemos. Nem sempre pude entregar tudo do jeito que vocês queriam, mas quando a gente governa, a gente não faz tudo que a gente quer, a gente faz muita coisa que a gente pode fazer. Outras, a gente não pode fazer”, disse.
Na parte final do pronunciamento, o presidente afirmou que governar exige escolhas e voltou a reconhecer limitações enfrentadas ao longo do mandato.
“Governar é decidir. Toda vez que você toma decisão, você tem que escolher um lado. E muitas vezes você não consegue tomar as decisões. Peço desculpas pelos erros que cometi, pelas coisas que não fiz. Mas nosso governo está dando armas, argumentos que vocês nunca tiveram na história desse país”, concluiu.