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Riachão das Neves: 64 Anos de Emancipação Política

19 de julho de 2026 às 08:36

pauta livre
Hoje, Riachão das Neves celebra sessenta e quatro anos de emancipação política. Mais do que recordar uma data histórica, celebramos a trajetória de um povo que construiu, com trabalho, fé e esperança, uma das mais belas histórias do oeste baiano.
 

© Reprodução/facebook.com/pmrnriachao
 
Ao longo dessas décadas, nossa cidade cresceu sem perder sua essência. Transformou o cerrado em fonte de prosperidade, fez da agricultura, da pecuária, da fruticultura e da inovação tecnológica instrumentos de desenvolvimento, levando o nome de Riachão das Neves para muito além de suas fronteiras. Contudo, sua verdadeira grandeza nunca esteve apenas na força de sua economia, mas, sobretudo, na nobreza do seu povo.
 

Fruticultura (Frutas Mariinha)
 
© Wenderson Araujo, da Ascom CNA


Plantação de Algodão © Feijão Almeida/GovBA
 
Nesta data, rendemos homenagem aos pioneiros que acreditaram neste sonho e ajudaram a construir os alicerces da nossa emancipação. Homens e mulheres que compreenderam que servir à sua terra é um dos mais nobres legados que alguém pode deixar às futuras gerações. Seus nomes permanecem vivos na memória do nosso povo e inspiram aqueles que continuam escrevendo esta história.
 
Riachão das Neves é feita de famílias, de trabalhadores, de agricultores, de professores, de pastores, de empreendedores, de jovens, idosos e crianças que, todos os dias, contribuem para tornar esta terra mais justa, mais próspera e mais humana. É essa união que faz da nossa cidade um lugar especial, onde o progresso caminha lado a lado com os valores da honestidade, da solidariedade e da fé em Deus.
 

Manifestação pro-emancipação
© Reprodução/Google/Divulgação
 
Para mim, celebrar Riachão das Neves é também celebrar minhas próprias raízes. É recordar a educação recebida de meus pais, Sebastião Batista e Zenaide Crisóstomo, exemplos de dignidade, honestidade e amor à família. É agradecer pela convivência com meus irmãos, que fizeram parte da construção das mais preciosas lembranças da minha vida. Minha história e a história desta cidade caminham juntas, porque foi neste chão que aprendi o valor da amizade, do trabalho, da perseverança e da esperança.
 
Parabenizo, com profundo respeito e gratidão, cada cidadão riachaonevense. Que Deus continue derramando Suas bênçãos sobre esta terra abençoada, fortalecendo nossa gente, iluminando nossos governantes, protegendo nossas famílias e conduzindo Riachão das Neves a um futuro ainda mais para o desenvolvimento, justiça, paz e prosperidade.
 
Feliz aniversário, minha amada Riachão das Neves!
 
Que jamais percamos o orgulho de nossas origens, a gratidão por nossa história e a esperança de um futuro cada vez melhor.
 
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Uma declaração de amor à minha terra e sua gente.


© Reprodução/www.instagram.com/seligabarreiras/



Sid James autografando livro de sua autoria: “63 Anos de Emancipação Política”, lancado no ano passado. A obra reúne poesias, homenagens e memórias que contam a trajetória do povo riachão-nevense com muita nostalgia e fatos hisóricos.





Hoje não celebro apenas uma data,
Celebro uma história.
Celebro o chão onde trilhei meus primeiros passos.
Celebro o céu que cobriu meus sonhos de menino.
Celebro porque a grandeza não é Ter, mas Ser de Riachão.
 
Sessenta e quatro anos de emancipação política.
Muito antes desse marco, Deus já abençoava este lugar,
Para florescer no oeste baiano, como produção e sonhos,
Confiando sempre que Riachão ainda será melhor.
 
Riachão das Neves...
 
Teu nome não representa apenas um lugar.
É uma palavra que desperta lembranças.
É o perfume da terra molhada depois da chuva.
É o canto dos pássaros ao romper da manhã.
É o sorriso de quem nunca perdeu a esperança.
 
Em tuas ruas caminham gerações.
Em tuas praças repousam memórias.
Em cada casa existe uma história.
Em cada família existe um legado.
E em cada coração riachaonevense existe uma saudade,
Que nenhuma distância consegue apagar.
 
Nenhuma cidade torna grande apenas por suas construções.
As cidades tornam-se eternas pelas pessoas que nela vivem.
Por isso, quando volto os olhos para tua história,
Recordo homens e mulheres que bem serviram esta terra.
 

© Arquivo pessoal/Divulgação
 
Como apagar da memória Nelson Carvalho da Cunha,
Cuja coragem transformou o sonho da emancipação em realidade.
 
Recordamos de Clélia da Rocha,
Que compreendeu que educar é semear eternidade.
 
Como não recordar o Pastor Dejaniro Cardoso,
Que anunciou o Evangelho de Jesus, com o próprio testemunho,
Fundador do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Riachão.
Mas, certamente seu maior titulo: apaixonado pelo Riachão.
 
Há vocês pode dizer: Eles pertencem o passado.
Mas o legado que construíram refletem agora.
Foi sobre esses alicerces que Riachão cresceu.
Onde muitos enxergavam apenas a vastidão do cerrado,
Nossos pioneiros descobriram possibilidades.
 
Nossa terra é fértil, generosa e abençoada,
Onde cada colheita representa uma vitória conquistada.
Entre os maiores pólos produtores de frutas da Bahia,
Riachão faz da abundância sua maior realidade.
 
Mangas, bananas e tantas culturas prosperam neste chão,
Expressando a fertilidade desta abençoada terra.
E como símbolo de inovação e evolução,
Desponta a tecnologia fortalecendo a produção.
 
A Bio Brasil, na visão empreendedora dos irmãos Schmidt,
Transformou conhecimento em desenvolvimento contínuo.
Com ciência, tecnologia e dedicação,
Eleva a agricultura a um novo padrão.
 
Foi também neste solo fértil e acolhedor
A criação do maior viveiro de mudas de cacau do mundo,
Projetando Riachão muito além de suas fronteiras,
Como referência de inovação para o Brasil e o mundo inteiro.
 
A Fazenda São Francisco, sob a liderança do Sr. Ademar,
Mostra diariamente o quanto é possível sonhar.
Produzindo com excelência, responsabilidade e dedicação,
Leva o nome de Riachão aos quatro cantos da nação.
 
E, ultrapassando fronteiras continentais,
Nossa terra conquista mercados internacionais.
Cada fruto colhido, cada semente lançada ao chão,
É motivo de orgulho para toda nossa população.
 
Porém, nenhuma riqueza produzida nesta terra supera seu povo.
O maior patrimônio de Riachão nunca foi suas riquezas, mas as pessoas.
 
O agricultor que acorda antes do nascer do sol.
A professora que transforma crianças em cidadãos.
O pastor que aponta o caminho, a verdade e a vida.
O empreendedor que acredita enquanto muitos desistem.
A mãe que educa o pai que ensina pelo exemplo.
A família que permanece unida mesmo diante das adversidades.
 
Foi aqui que Deus escolheu escrever a minha história.
Aqui nasci aqui aprendi a dar meus primeiros passos.
Aqui descobri o valor da amizade, do trabalho e da fé.
Nesta terra recebi de Deus as minhas referencias de vida:
Meu pai, Sebastião Batista Lopes.
 
Homem cuja maior riqueza nunca esteve nos bens que possuía,
Mas na honestidade que transmitia.
 
Com suas mãos calejadas, ensinou-me que dignidade não se herda;
Constrói-se todos os dias.
 
Minha mãe, Zenaide Crisóstomo Lopes,
Fez do amor sua mais bela linguagem.
Por meio dela aprendi o significado do cuidar.
E que batalhas são vencidas antes mesmo de serem travadas.
 
Ao lado deles também caminharam meus irmãos:
 Sezonilde, minha irmã primogênita,
Júnior, cuja memória permanece viva entre nós. 
Sezoleide, Peares, Elves, Selma e Simeia.
Por causa de vocês a minha vida tem significado.
 
Vivemos histórias que nenhuma fotografia consegue mostrar.
Porque as lembranças mais preciosas não moram nos álbuns.
Vê através da alma, e só hoje entendo isso, amar Riachão é como sonhar.
 
Porque as pessoas e está terra é minha mais clara referência.
 
E Deus, concedeu-me um presente ainda maior:
Uma família para caminhar comigo e compartilhar este legado.
Minha amada Adelina, companheira de todas as jornadas,
Aprendi que amor é construído assim próximo aos filhos:
Cinthia, Josaphar, Sid Júnior e Rebeca,
 
Herança preciosa da graça divina, ficou ainda maior,
Quando meus olhos contemplaram, Manuella e Eloá,
Minhas netinhas faz meu coração ser agradecido.
 
Quando me perguntam: qual é a maior riqueza de Riachão?,
Não respondo falando da soja, nem do algodão.
Nem da pecuária, nem da fruticultura.
 
Respondo sempre sem hesitar: sua maior riqueza – é seu povo.
Porque alimento sacia corpos, mas pessoas marcam vidas.
 
Enquanto Deus me conceder o dom da vida, houver voz em meu falar,
Sempre proclamarei com o mesmo orgulho de menino: Eu amo minha família.
 
Eu amo minha terra, Eu amo minha gente - Eu amo Riachão das Neves.
 
Por Sid James, cidadão riachão-nevense