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Amanhecer Singelo

04 de June de 2026 às 16:53

pauta livre/literatura

Celso Lacerda © Celso Lacerda/Arquivo pessoal
É de manhãzinha, quando as primeiras aves cantam ainda na escuridão da aurora.
Pipita o peito estufado para a vida,
acordando o cenário que se espreguiça no aroma das flores.
A geada salpica as pétalas e as folhas,
acariciando seus amores.
E eu posto-me a contemplar essa infinita beleza; meus ouvidos, em dança, buscam os sons da natureza.
Quão grandioso e aconchegante é o vento que baila!
O reflexo do sol invade os troncos das árvores, dando-lhes brilhos dourados que reluzem nos galhos molhados,
como um riacho de ouro que adentra a terra, aquecendo as raízes coloridas que se aprofundam no solo, na busca do nascer de árvores que se entrelaçam
em abraços que se sustentam na cumplicidade da natureza.
São como almas transparentes e silenciosas, carregadas de pureza.
Suas folhas, em diversos tons, respiram em silêncio e enchem as plantas do viver em harmonia, dançando ao frescor do vento,plenas de sintonia.
O amanhecer deverá ser sempre
o ponto de partida, a chegada do dia que banha a alma.
E no raiá do sol que desperta a campina,
o arraiá da vida floresce em harmonia,
ensinando ao coração, dia após dia,
um novo jeito de amar.
 
Por Celso Lacerda, membro da ABL/Barreiras (BA)
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