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Produtora de ‘Dark Horse’ teve contrato de R$ 5 milhões com o DF na gestão Ibaneis

01 de June de 2026 às 17:01

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A presidente do Instituto Conhecer Brasil (ICB), Karina Ferreira da Gama — apontada como produtora do filme “Dark Horse” — aparece como representante da entidade que firmou um contrato de R$ 5 milhões com o Governo do Distrito Federal para execução do programa Steam Maker em escolas públicas da capital. O instituto foi alvo de uma operação policial deflagrada nesta segunda-feira (01).
 

Karina Ferreira da Gama
© Reprodução/diariodocentrodomundo.com.br/
 
Instituto Conhecer Brasil, ligado a Karina
Ferreira da Gama, executava projeto Steam Maker
em 16 escolas públicas do DF
 
O contrato foi firmado durante a gestão do governador Ibaneis Rocha (MDB), aliado político da família Bolsonaro e que chegou a ser afastado do cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal após os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
 
Documentos da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) mostram que o Instituto Conhecer Brasil participou do Termo de Colaboração nº 02/2023, ligado ao Programa Desafio DF, para implantação de laboratórios maker e ações de educação tecnológica em 16 escolas da rede pública.
 
O projeto previa capacitação de professores, uso de impressoras 3D, kits de eletrônica, plataformas digitais, ferramentas de monitoramento pedagógico e laboratórios móveis chamados de “Smart Labs”. O plano de trabalho também menciona uso de ferramentas como Google Analytics, Tableau, Google Forms, Zoom, Microsoft Teams e sistemas digitais de monitoramento.
 
O contrato original foi firmado em dezembro de 2023 com valor superior a R$ 4 milhões. Em janeiro de 2025, a parceria recebeu novo aditivo de R$ 1 milhão, elevando o total para R$ 5 milhões.
 
Dados disponíveis no próprio portal da FAPDF indicam que, até dezembro de 2024, R$ 4 milhões já haviam sido liberados ao projeto, enquanto a prestação de contas seguia classificada como “TC em execução”.
 
O plano de trabalho do projeto afirma que o programa buscava implementar um modelo de “educação criativa e transformação digital” em escolas públicas do DF, utilizando a metodologia STEAM, sigla para ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática.
 
O material institucional do Instituto Conhecer Brasil afirma que o programa previa:
 
       • capacitação híbrida de professores;
       • ambiente digital de formação;
       • repositório colaborativo;
       • cessão de equipamentos;
       • notebooks;
       • impressoras 3D;
       • máquinas de corte a laser;
       • kits de eletrônica;
       • materiais consumíveis;
       • ferramentas manuais e elétricas.
 
Os documentos também indicam que a entidade deveria realizar monitoramento contínuo do projeto, incluindo pesquisas de satisfação, avaliações trimestrais, acompanhamento pedagógico e relatórios periódicos enviados à FAPDF.
 
A reportagem procurou o Governo do Distrito Federal e Secretaria de Educação para questionar:
 
       • quais escolas receberam os laboratórios;
       • quais equipamentos foram efetivamente entregues;
       • qual o valor total executado;
       • quais empresas participaram da execução;
       • e quais critérios fundamentaram o aditivo de R$ 1 milhão enquanto a prestação de contas ainda estava em execução.
 
A reportagem também questionou se existe alguma auditoria, procedimento de controle, investigação ou apuração administrativa relacionada ao programa Steam Maker, ao Instituto Conhecer Brasil ou à execução do contrato.
 
Até a publicação desta reportagem, o GDF e a Secretaria de Educação não haviam respondido aos questionamentos enviados pela coluna.
 
O espaço segue aberto para manifestações.
 
Por Cleber Lourenço
Leia a íntegra da matéria no ICL Notícias: https://iclnoticias.com.br/