A escritora e professora Ananda Lima participou da Bienal do Livro da Bahia 2026, um dos maiores eventos literários do estado, levando ao público lançamentos e participações em obras que reforçam a presença da literatura produzida no interior baiano.

escritora e professora Ananda Lima © Arquivo pessoal

 escritora e professora Ananda Lima © Arquivo pessoal |
Entre os destaques, está o lançamento do livro infantil As cores do amor, escrito em 2020 e publicado este ano. A obra chega ao público após um período de espera, evidenciando um dos principais desafios enfrentados por autores independentes: o alto custo de produção de livros infantis, que envolve investimentos significativos em ilustração e acabamento gráfico.
O livro conta com ilustrações de Igor Belchior, artista plástico e artesão de Barreiras, que, segundo a autora, conseguiu traduzir com sensibilidade a essência do texto por meio da linguagem visual.
Durante a Bienal, Ananda Lima também participou do lançamento de duas obras coletivas. A primeira, Entre Palavras e Marés: vozes femininas, organizada pela AJEB Bahia, reúne textos de mulheres jornalistas e escritoras do estado. A segunda, Odara: um tributo a Caetano Veloso, foi organizada por Antônio Aruanda e Ivan Almeida e propõe uma homenagem literária ao cantor e compositor baiano Caetano Veloso.

escritora e professora Ananda Lima © Arquivo pessoal
As três obras foram publicadas pela Cogito Editora, que vem se consolidando como uma importante parceira de escritores do interior da Bahia, ampliando o acesso ao mercado editorial e a eventos de grande visibilidade.
Para a autora, a participação na Bienal foi marcada por dois aspectos principais: o encontro e a emoção. “Encontrar escritores com trajetórias profundas me inspira a seguir no campo literário, apesar dos desafios que enfrentamos. E a emoção veio do acolhimento, instituições e pessoas nos abraçaram, nos fazendo sentir parte de algo muito maior”, destacou.

Ananda Lima com Luciano Crispim, diretor-presidente da FEEB; Ivan Almeida - editor chefe da Cogito Editora e Sandro Magalhães- diretor da Fundação Pedro Calmon © Arquivo pessoal
A presença de Ananda Lima na Bienal reforça a importância da valorização da produção literária do Oeste baiano e evidencia o papel de escritores do interior na construção de um cenário cultural mais diverso e representativo.
Da Redação