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Projeto de Lei Antifacção: conheça os principais pontos da proposta

01 de novembro de 2025 às 16:40

segurança pública/facção criminosa
O projeto de Lei Antifacção, assinado pelo presidente Lula e que chegou ao Congresso Nacional no dia de ontem, sexta (31), em regime de urgência, traz novidades no combate ao crime organizado. A mensagem do Executivo foi publicada em edição extra, nesta noite, no Diário Oficial da União.
 

Presidente Lula, durante assinatura do Projeto de Lei Antifacção
© Ricardo Stuckert/PR
 
Texto endurece penas para participantes
de organizações criminosas
 
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que a proposta é uma prioridade do governo ao trazer mais força ao Estado para reprimir as organizações criminosas que exercem controle de territórios e atividades econômicas. 
 
Ao assinar o projeto, Lula argumentou que é necessário endurecer no combate às facções criminosas.
 
Nós vamos mostrar como é que se enfrentam essas facções, que vivem de explorar o povo mais humilde desse país", disse.
 
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, acrescentou que o projeto vai ao encontro da sociedade brasileira e do Parlamento. O projeto prevê que os crimes das facções criminosas passariam a ser hediondos.
 
Confira os principais pontos do projeto que preveem aumento de pena: 
 
       • Homicídios cometidos por ordem ou em benefício de facções criminosas poderão levar a penas de 12 a 30 anos. 
 
       • As penas passam a ser mais duras, de 8 a 15 anos de prisão se a atuação da organização tiver como objetivo o controle de territórios ou atividades econômicas, mediante o uso de violência, coação ou ameaça. 
 
       • Haverá ainda aumento de pena se houver conexão com outras organizações, comprovação de transnacionalidade da organização, domínio territorial ou prisional pela organização criminosa, e também nos casos de morte ou lesão corporal de agente de segurança pública.
 
       • Outra demanda do projeto de lei é que haja fortalecimento dos instrumentos e aperfeiçoamentos de investigação e sejam ampliadas ferramentas legais para a responsabilização de integrantes de facções.
 
Entre as propostas, o projeto inclui:
 
       • Prevê o uso de técnicas de investigação, com a possibilidade de infiltração de policiais e de colaboradores em facções;
 
       • Juiz poderá determinar que provedores de internet, telefonia e empresas de tecnologia viabilizem acesso a dados de geolocalização em casos de ameaça à vida ou integridade de pessoas;
 
       • Projeto autoriza que o Poder Executivo crie o Banco Nacional de Facções Criminosas.
 
       • Se facções estiverem infiltradas no Poder Público, estariam previstos os afastamentos de agente público, por decisão judicial, quando houver indícios de envolvimento com facção criminosa;
 
       • Réu condenado por facção ficará impedido de contratar com Poder Público ou receber incentivos fiscais pelo prazo de 14 anos.
 
>> Outra providência do projeto é tentar estrangular o poder econômico das facções das seguintes formas:
 
       • Facilitar a apreensão de bens em favor da União e a intervenção judicial em empresas utilizadas para crimes e o bloqueio de operações financeiras;
 
Suspensão de contratos com o poder público.
 
>> Para reduzir o poder operacional das facções, o projeto prevê ainda:
 
       • Monitoramento dos encontros de membros de facções criminosas no parlatório;
 
       • A administração de presídios poderá determinar a transferência de presos de facções criminosas entre estabelecimentos sem prévia autorização judicial nos casos de motim, rebelião ou outras situações de grave perturbação da ordem no estabelecimento prisional;
 
       • O projeto que chegou ao Congresso prevê a cooperação policial internacional, a cargo da Polícia Federal, e inclui o setor privado na busca de provas e informações de interesse da investigação. 
 
       • Outra ação é aprimorar os mecanismos legais de intervenção na administração de pessoas jurídicas utilizadas para a prática de crimes por organizações criminosas.

Também, nesta sexta, Lula defendeu tramitação rápida no Congresso.  Ele ressalta que a proposta do Executivo garante instrumentos que blindam os órgãos públicos da atuação de membros desse tipo de organizações criminosas.
 
Da Agência Brasil