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Pesquisa Genial/Quaest: 83% das menções nas redes à PEC da Blindagem são negativas

21 de setembro de 2025 às 11:19

notícias/sputnik brasil
Críticas nas redes à PEC incluem o Congresso e o presidente da Câmara, Hugo Motta. Menções positivas somam 17% do total analisado, impulsionadas por aliados e apoiadores de Jair Bolsonaro, condenado pela chefia da trama golpista.
 

© Lula Marques/Agência Brasil
 
Uma pesquisa da Genial/Quaest divulgada no sábado (20) aponta que 83% das menções feitas nas redes sociais sobre a PEC 3/21, a PEC das Prerrogativas, popularmente chamada de PEC da Blindagem, são negativas.
 
O levantamento analisou 2,3 milhões de postagens relacionadas à proposta, feitas desde o dia 16 de setembro, com alcance médio de 44 milhões de perfis por hora.

As menções negativas à PEC incluem o Congresso e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
 
"Entre tudo o que foi comentado sobre a PEC da Blindagem no ambiente digital, 46% estão relacionadas diretamente a Hugo Motta e à Câmara dos Deputados", apontou a pesquisa.
 
Segundo a pesquisa, as críticas à proposta nas redes são engrossadas por parlamentares de esquerda. Em contraponto, 17% das menções feitas à PEC no período analisado foram positivas, publicadas por apoiadores de Jair Bolsonaro e parlamentares aliados do ex-presidente. As menções positivas incluem críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF).
 
A repercussão negativa à PEC da Blindagem na opinião pública levou deputados a usar as redes sociais para pedir desculpas por votar a favor da proposta.
 
Impulsionados por movimentos sociais de esquerda, atos em protesto contra a PEC da Blindagem e ao regime de urgência aprovado para o projeto de anistia foram marcados para o próximo domingo (21), em 33 cidades, sendo 22 capitais.
 
Neste sábado, em evento realizado por apoiadores de Bolsonaro em Roma, na Itália, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que considera a proposta como "PEC da Sobrevivência".
 
"As votações são influenciadas por pressão de políticos do Supremo. [...] A partir do momento que o ministro do Supremo abre um processo contra parlamentares por nada, está colocando atrás das grades parlamentares por nada. Me parece o único instrumento razoável que tem sobrevivência do Poder Legislativo. Essa PEC, para mim, é a PEC da sobrevivência, não a PEC da impunidade", afirmou.
 
Aprovada em dois turno pela Câmara, a PEC foi enviada ao Senado, e encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
 
Crítico da proposta, o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), afirmou que a PEC não será aprovada no Senado.
 
"Coloquei minha posição clara, eu sou contra a PEC da Blindagem e vou trabalhar contra ela. No Senado não passa, como Casa revisora", disse a jornalistas.
 
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