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Dino reabre investigações sobre pandemia e atinge clã Bolsonaro e aliados

18 de setembro de 2025 às 12:52

notícias/brasil 247
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino autorizou a Polícia Federal a dar continuidade às investigações contra Jair Bolsonaro (PL) e aliados por suspeitas de irregularidades durante a pandemia de Covid-19. A decisão ocorreu após solicitação da própria PF para aprofundar a apuração sobre possíveis crimes cometidos na gestão da crise sanitária, informa o UOL.
 

© Reprodução/Google/Divulgação
 
Além de Jair, Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro, investigações atingirão deputados, senadores, ex-ministros, empresários e blogueiros
 
Segundo Dino, o relatório final da CPI da Covid apontou fortes indícios de fraudes em licitações, superfaturamentos, desvio de recursos públicos e outras práticas ilícitas. O documento acusou Bolsonaro de nove crimes, incluindo prevaricação, charlatanismo, incitação ao crime, falsificação de documentos e crimes contra a humanidade.
 
Alvos da nova fase de investigação
 
Além de Jair Bolsonaro, a lista de investigados inclui nomes de peso da política e de apoiadores do ex-presidente. Entre eles estão os filhos Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador, e Eduardo Bolsonaro (PL-SP), deputado. Também aparecem os parlamentares Carla Zambelli (PL-SP), Bia Kicis (PL-DF), Onyx Lorenzoni (PL-RS), Ricardo Barros (PP-PR) e Carlos Jordy (PL-RJ).
 
Ex-ministros, ex-assessores e empresários próximos ao bolsonarismo também foram incluídos: Osmar Terra (MDB-RS), ex-ministro da Cidadania; Ernesto Araújo, ex-ministro das Relações Exteriores; Filipe G. Martins e Tercio Arnaud, ambos ex-assessores da Presidência; além de empresários como Carlos Wizard Martins, Luciano Hang e Otavio Fakhoury.
 
A lista ainda engloba blogueiros e influenciadores digitais alinhados ao bolsonarismo, como Allan dos Santos, Oswaldo Eustáquio, Bernardo Küster, Leandro Ruschel e Paulo de Oliveira Eneas.
 
Desdobramentos da CPI da Covid
 
A CPI, encerrada em 2021, concluiu que houve omissões e irregularidades graves por parte do governo federal na condução da pandemia. O colegiado acusou o ex-presidente de retardar a compra de vacinas, estimular o uso de medicamentos sem eficácia comprovada e adotar medidas contrárias às orientações científicas.
 
Com a decisão de Dino, a Polícia Federal poderá reunir novas provas, ouvir testemunhas e verificar os indícios levantados pela comissão parlamentar. O processo deve se desdobrar em múltiplas frentes, dada a quantidade de suspeitas e a diversidade de envolvidos.
 
A expectativa é que as investigações avancem nos próximos meses, podendo resultar em ações penais caso sejam confirmadas as suspeitas levantadas pela CPI e reforçadas pelos investigadores da PF.
 
Lista completa dos investigados:
 
       • Jair Bolsonaro, ex-presidente;
       • Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador;
       • Eduardo Bolsonaro (PL-SP), deputado;
       • Osmar Terra (MDB-RS), deputado e ex-ministro da Cidadania (2019-2020)
       • Carla Zambelli (PL-SP), deputada;
       • Bia Kicis (PL-DF), deputada;
       • Onyx Lorenzoni (PL-RS), deputado e ex-ministro da Casa Civil, Cidadania, Secretaria-Geral da Presidência e Trabalho (2019-2022);
       • Ricardo Barros (PP-PR), deputado e ex-líder do governo na Câmara;
       • Carlos Bolsonaro (PL), vereador do Rio de Janeiro;
       • Allan dos Santos, blogueiro;
       • Oswaldo Eustáquio, blogueiro;
       • Carlos Jordy (PL-RJ), deputado;
       • Helcio Bruno de Almeida, coronel da reserva, suspeito de propinas na compra de vacinas;
       • Helio Angotti Neto, ex-secretário do Ministério da Saúde que assinou nota antivacina;
       • Bernardo Küster, blogueiro;
       • Paulo de Oliveira Eneas, blogueiro;
       • Richards Dyer Pozzer, empresário;
       • Leandro Ruschel, blogueiro;
       • Carlos Wizard Martins, empresário;
       • Luciano Hang, empresário;
       • Otavio Fakhoury, empresário;
       • Filipe G. Martins, ex-assessor da Presidência;
       • Tercio Arnaud, ex-assessor da Presidência;
       • Ernesto Araújo, ex-ministro das Relações Exteriores (2019-2021).
 
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