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Estudo da CNI aponta 16 profissões do futuro na indústria

15 de setembro de 2025 às 11:59

educação/educação profissional
Um estudo sobre o futuro da indústria nacional apontou 16 profissões que devem estar entre as mais procuradas pelo setor. No levantamento elaborado pelo Observatório Nacional da Indústria, vinculado à Confederação Nacional da Indústria (CNI), os pesquisadores apontam o cenário para os próximos dez anos – até 2035 ─ e listaram também tecnologias que devem se difundir no ambiente industrial nesse período.
 

Marcela Tuller, mestre em engenharia de telecomunicações, e Artur Neves,
estudante de medicina
© Projeto REACH/Divulgação
 
Pesquisadores projetam cenário
até o ano de 2035
 
De acordo com o superintendente do observatório, Márcio Guerra, funções operacionais e repetitivas tendem a desaparecer, dando lugar a ocupações mais analíticas, criativas e interdisciplinares.
 
"Os trabalhadores atuais vão precisar se adaptar de forma contínua, desenvolvendo habilidades como fluência digital, análise de dados e resolução de problemas complexos".
 
São oito ocupações para profissionais de nível técnico e oito de nível superior. Confira a lista das profissões do futuro na indústria:
 
Nível técnico:
 
       • técnico em microrredes e energias renováveis;
       • técnico em cibersegurança industrial;
       • técnico em manufatura aditiva (impressão 3D);
       • técnico em manutenção preditiva;
       • técnico em internet industrial das coisas (IIoT) e conectividade industrial;
       • técnico em operação de robôs e drones autônomos;
       • técnico em realidade aumentada/virtual (RA/RV);
       • técnico em sensoriamento remoto e geotecnologias.
 
Nível superior:
 
       • gerente de inovação aberta e colaborativa;
       • gestor de sustentabilidade e economia circular;
       • especialista em gêmeos digitais (réplica virtual de um objeto ou sistema) e modelagem virtual;
       • especialista em governança algorítmica e ética digital;
       • cientista de dados industrial;
       • engenheiro de machine learning e IA (inteligência artificial) industrial;
       • engenheiro de edge computing;
       • arquiteto de soluções blockchain para cadeia de suprimentos.
 
Das profissões listadas, o observatório estima que, em 10 anos, cerca de 60% das indústrias demandarão técnico em cibersegurança industrial e, 50%, de profissionais em microrredes.
 
Tecnologias emergentes
 
Entre as tecnologias que ganharão terreno nas indústrias nos próximos anos, o estudo cita inteligência artificial, internet industrial das coisas, gêmeos digitais, blockchain, manufatura aditiva e realidade aumentada, entre outras, que vão agir como “elementos centrais na redefinição de processos produtivos e modelos de negócio”.
 
Os pesquisadores consideram que a implementação e o uso de tecnologias emergentes exigem um novo conjunto de habilidades dos trabalhadores, para que consigam operar sistemas complexos e interagir com máquinas inteligentes.
 
Não se trata apenas de operar máquinas e equipamentos, mas de compreender os sistemas que as conectam, de analisar os dados que elas produzem e de tomar decisões baseadas em evidências”, diz Guerra.
 
Da Agência Brasil