
Marcela Tuller, mestre em engenharia de telecomunicações, e Artur Neves,
estudante de medicina © Projeto REACH/Divulgação
Pesquisadores projetam cenário
até o ano de 2035
De acordo com o superintendente do observatório, Márcio Guerra, funções operacionais e repetitivas tendem a desaparecer, dando lugar a ocupações mais analíticas, criativas e interdisciplinares.
"Os trabalhadores atuais vão precisar se adaptar de forma contínua, desenvolvendo habilidades como fluência digital, análise de dados e resolução de problemas complexos".
São oito ocupações para profissionais de nível técnico e oito de nível superior. Confira a lista das profissões do futuro na indústria:
Nível técnico:
• técnico em microrredes e energias renováveis;
• técnico em cibersegurança industrial;
• técnico em manufatura aditiva (impressão 3D);
• técnico em manutenção preditiva;
• técnico em internet industrial das coisas (IIoT) e conectividade industrial;
• técnico em operação de robôs e drones autônomos;
• técnico em realidade aumentada/virtual (RA/RV);
• técnico em sensoriamento remoto e geotecnologias.
Nível superior:
• gerente de inovação aberta e colaborativa;
• gestor de sustentabilidade e economia circular;
• especialista em gêmeos digitais (réplica virtual de um objeto ou sistema) e modelagem virtual;
• especialista em governança algorítmica e ética digital;
• cientista de dados industrial;
• engenheiro de machine learning e IA (inteligência artificial) industrial;
• engenheiro de edge computing;
• arquiteto de soluções blockchain para cadeia de suprimentos.
Das profissões listadas, o observatório estima que, em 10 anos, cerca de 60% das indústrias demandarão técnico em cibersegurança industrial e, 50%, de profissionais em microrredes.
Tecnologias emergentes
Entre as tecnologias que ganharão terreno nas indústrias nos próximos anos, o estudo cita inteligência artificial, internet industrial das coisas, gêmeos digitais, blockchain, manufatura aditiva e realidade aumentada, entre outras, que vão agir como “elementos centrais na redefinição de processos produtivos e modelos de negócio”.
Os pesquisadores consideram que a implementação e o uso de tecnologias emergentes exigem um novo conjunto de habilidades dos trabalhadores, para que consigam operar sistemas complexos e interagir com máquinas inteligentes.
“Não se trata apenas de operar máquinas e equipamentos, mas de compreender os sistemas que as conectam, de analisar os dados que elas produzem e de tomar decisões baseadas em evidências”, diz Guerra.
Da Agência Brasil