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Boric e Petro se manifestam após condenação de Bolsonaro

12 de setembro de 2025 às 12:19

justiça/STF/golpe de estado

presidente do Chile, Gabriel Boric © Marcelo Camargo/Agência Brasil
 
Presidentes de Chile e Colômbia destacam
punição contra golpe
A condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado repercutiu entre presidentes latino-americanos, na noite de ontem, quinta-feira (11).
 
Após a concretização do resultado do julgamento da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente do Chile, Gabriel Boric (foto), se manifestou em uma postagem nas redes sociais.
 
"Meu respeito à democracia brasileira, que resistiu a uma tentativa de golpe e agora julga e condena os responsáveis. Tentaram destruí-la, e hoje ela emerge mais forte. Democracia sempre", escreveu o chileno.
 

Gustavo Petro, presidente da Colômbia © Presidência da República da Colômbia
Quem também se manifestou foi o presidente da Colômbia, Gustavo Petro. Ao compartilhar a notícia do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que criticou o julgamento, o líder colombiano destacou a importância do fato.
 
"Todo golpista deve ser condenado. Essas são as regras da democracia", postou.
 
Mais cedo, em nota, o Palácio Itamaraty reafirmou a independência do Poder Judiciário no Brasil, em uma resposta a Marco Rubio, secretário norte-americano. 
 
Julgamento
 
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) finalizou nesta quinta-feira (11) o julgamento da ação da trama golpista.
 
Por 4 votos a 1, os ministros condenaram o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. 
 
A maioria dos réus foi condenada a mais de 20 anos de prisão em regime fechado.
 
Apesar da definição do tempo de condenação, Bolsonaro e os demais réus não vão ser presos imediatamente. Eles ainda podem recorrer da decisão e tentar reverter as condenações. Somente se os eventuais recursos forem rejeitados, as prisões poderão ser efetivadas.
 
Da Agência Brasil