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Em áudio a Bolsonaro, Malafaia ataca Eduardo por causa de tarifaço

21 de agosto de 2025 às 12:36

polícia federal/operação
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que decretou medidas cautelares contra o pastor Silas Malafaia, traz mensagens (pelo aplicativo whatsapp) do religioso ao ex-presidente Jair Bolsonaro com críticas ao filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro após os Estados Unidos anunciarem a imposição de tarifas de 50% aos produtos brasileiros.
 

Ex-presidente Jair Bolsonaro no culto pelo aniversário do pastor Silas Malafaia na igreja
Assembléia de Deus Vitória em Cristo
© Fernando Frazão/Agência Brasil
 
Pastor é apontado como orientador das
ações da família Bolsonaro
 
Malafaia, ao atacar estratégias de Eduardo - que vive nos EUA, xingou o deputado federal.
 
(...) vem teu filho babaca falar merda! Dando discurso nacionalista que eu sei que você não é a favor disso. Dei-lhe um esporro, cara… mandei um áudio a ele de arrombar. E disse para ele: a próxima que tu fizer, eu faço um vídeo e te arrebento”, disse.
 
O pastor afirmou ainda para Bolsonaro que havia amadorismo por parte deles.
 
"Finalidade explícita"
 
Segundo o ministro Alexandre de Moraes, na decisão publicada, os diálogos entre Malafaia e o ex-presidente têm como finalidade explícita de obtenção da anistia em troca do fim das sanções tarifárias impostas pelo governo de Donald Trump aos produtos brasileiros.
 
O ministro, de posse da investigação da PF e da posição da Procuradoria-Geral da República, considerou que o pastor teve um papel de orientador das ações do ex-presidente e do deputado.
 
Apreensão
 
O ministro Alexandre de Moraes determinou ontem, quarta-feira (20) a busca e apreensão contra o pastor Silas Malafaia, um dos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.
 
De acordo com a Polícia Federal (PF), o pastor teve o celular apreendido quando estava no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. 
 
Pela decisão de Moraes, Malafaia está proibido de se ausentar do país e teve o cancelamento de passaportes. Ele deve entregar esses documentos em 24 horas.
 
O pastor ainda está impedido de se comunicar com os demais investigados nas ações penais relacionadas à suposta tentativa de golpe de Estado.
 
Da Agência Brasil