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Citações ao Congresso crescem nas redes sociais; 92% são de críticas: ‘inimigo do povo’

27 de junho de 2025 às 17:20

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A julgar pelos debates verificados nas redes sociais, a população brasileira não está nada satisfeita com o trabalho dos deputados e senadores no Congresso. Levantamento feito pelo analista de redes Pedro Barciela mostra que as menções aos parlamentares estão em alta nas plataformas digitais. Enquanto somaram 2,2 milhões em abril e 2,5 milhões em maio, as citações aos políticos já atingiram 3 milhões antes de completar junho. A maioria absoluta são críticas.
 

Davi Alcolumbre, presidente do Senado, e Hugo Motta, presidente
da Câmara
@ Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
 
"Opinião pública não tem absolutamente
ninguém em defesa do Congresso nesse momento",
diz Pedro Barciela
 
Segundo Barciela, 92% dessas ocorrências são negativas. “Principalmente por medidas impopulares, gastos públicos excessivos, percepção de conivência, alinhamento com interesses de elites econômicas e o mote ‘Congresso inimigo do povo'”, explica ele.
 
A chantagem que deputados e senadores têm feito sobre o Executivo não tem sido bem recebida.
 
A alta das críticas está atrelada à percepção de que o Congresso está orientado a funcionar única e exclusivamente com o objetivo de pressionar o governo”, analisa Barciela. “Os dois pontos que mais se destacaram esse mês entre as menções ao Congresso foram o aumento da conta de luz na derrubada de veto presidencial (34% das ocorrências) e o aumento no número de deputados e custos públicos (23% das ocorrências)”.
 
“Erro de cálculo do Congresso”
 
Os comentários sobre a derrubada do decreto do IOF, ocorrida na quarta-feira (25), ainda estão em segundo plano.
 
Tem um erro de cálculo aqui do Congreso que me parece ou empáfia ou erro crasso, que foi misturar no mesmo dia a questão do imposto com o aumento do número de deputados”, constata.
 
É difícil estabelecer de onde parte a maioria das menções negativas. Um dado preocupante para os congressistas é que as críticas não vêm somente de militantes em defesa do governo, mas de internautas de várias vertentes ideológicas.
 
É possível garantir que hoje o governo e o campo governista não teriam força nas redes para mobilizar uma ação com essa. As críticas aparecem desde atores de esquerda, claro, mas se ampliam para um espectro mais antibolsonarista e até mesmo entre atores próximos ao bolsonarismo”, analisa.
 
Os sinais não são nada bons para deputados e senadores. “Principalmente porque perante a opinião pública não tem absolutamente ninguém em defesa do Congresso nesse momento”, diz Barciela.
 
Por Chico Alves
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