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Aquisição da Cargill em Barreiras fortalece agroindustrialização da soja na Bahia

23 de junho de 2025 às 11:39

agronegócio/agroindústria
O presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Moisés Schmidt, visitou a unidade de esmagamento de soja e refinaria de óleo vegetal da Cargill Agrícola, em Barreiras (BA), no oeste do estado. A visita ocorreu logo após o anúncio da aquisição definitiva da planta pela multinacional, que encerra um contrato de arrendamento vigente desde 1998.
 

Visita a sede da Cargill/Barreiras
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Assimp Aiba/Divulgação
 
Na ocasião, Schmidt foi recebido por representantes da alta gestão da Cargill, incluindo Brian Sikes, presidente e CEO global da companhia, Xavier Vargas Montealegre, presidente da Cargill na América Latina, Cristina Faganello, managing director Food South America, e Bruno Cheble, diretor de Originação e TRM da Cargill Food South America. Segundo a empresa, a unidade emprega cerca de 250 pessoas e produz farelo de soja, casca peletizada, óleo degomado e óleo refinado, comercializado sob a marca Liza.
 
De acordo com a Cargill, a iniciativa está alinhada à estratégia de crescimento da companhia e fortalece a operação na Bahia, além de permitir novos investimentos para atender tanto os clientes no mercado doméstico quanto nos mercados externos.
 
Para Moisés Schmidt, a consolidação da presença da Cargill no oeste baiano é estratégica para o desenvolvimento do agronegócio na região. “A agroindustrialização é um passo essencial para agregar valor à produção da Bahia. Com a aquisição da unidade, a Cargill reafirma a confiança na força produtiva do nosso estado, contribuindo para a geração de empregos, o fortalecimento da economia regional e a expansão de novos mercados”, avaliou o presidente da Aiba.
 
A Bahia encerrou a safra de soja 2024/2025 com resultados históricos. De acordo com dados consolidados pelo Conselho Técnico da Aiba, a produção atingiu 8,7 milhões de toneladas em uma área plantada de 2,1 milhões de hectares, com produtividade média de 68 sacas por hectare — o melhor resultado dos últimos 30 anos.
 
Além da soja, o oeste da Bahia também é um forte produtor de milho. Nesta safra, a cultura ocupa uma área plantada de 105 mil hectares, com produtividade média estimada em 187 sacas por hectare, totalizando cerca de 1,17 milhão de toneladas.
 
A presença de uma indústria estruturada, com capacidade de agregar valor à produção local, impulsiona toda a cadeia produtiva e reforça o papel da Bahia como uma das potências agrícolas do Brasil”, concluiu Schmidt.
 
Assimp Aiba