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Profissionais de saúde não se sentem preparados para lidar com vício em bets, aponta pesquisa

21 de outubro de 2024 às 12:21

saúde/profissionais de saúde
Uma pesquisa da organização ImpulsoGov, realizada com 2.000 profissionais de saúde que atuam no SUS (Sistema Único de Saúde), revelou que 55,2% deles afirmam não se sentir preparados para atender pacientes com questões relacionadas ao vício em bets.
 

58,2% dos entrevistados defenderam a proibição completa das
bets no Brasil
. Reprodução/iclnoticias.com.br
 
Pesquisa foi realizada com 2.000 profissionais
de saúde que atuam no SUS
 
Outros 36,4% dizem estar “em parte” prontos para oferecer o atendimento demandado por esses casos. O levantamento ouviu 2.172 pessoas 27 unidades de saúde da federação. A informação foi divulgada pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo.
 
A pesquisa também questionou os profissionais sobre os recursos e suporte disponíveis nas unidades de saúde em que trabalham. As respostas foram coletadas por meio de perguntas de múltipla escolha disparadas via WhatsApp entre os dias 30 de setembro e 1º de outubro.
 
Vício em bets
 
49,4% dos profissionais de saúde questionados afirmam ter percebido um aumento no número de casos em que foram apresentados sintomas relacionados à saúde mental e motivados por apostas online.
 
O maior aumento foi percebido na região Norte, onde 58% relataram ter visto mais episódios do tipo, entre técnicas de enfermagem (54,4%), agentes comunitários de saúde (52,2%) e entre aqueles que atuam em municípios com até 20 mil habitantes (53,6%).
 
58,2% dos entrevistados defenderam a proibição completa das bets no Brasil. 36,8% disseram ser favoráveis à legalização desde que haja mais regras.
 
Profissionais de saúde
 
Dos 2.172 entrevistados, 965 se autodeclararam enfermeiros e coordenadores de equipe. Na sequência aparecem agentes comunitários de saúde (602), técnicos de enfermagem (443) e médicos (72). Cirurgiões-dentistas e gestores também foram ouvidos.
 
De acordo com o ImpulsoGov, a pesquisa foi feita, majoritariamente, com pessoas vinculadas à atenção primária do SUS.
 
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