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"O relatório do CNJ contra Gabriela Hardt, Thompson Flores e outros é grave no aspecto criminal”, diz Pedro Serrano

20 de maio de 2024 às 18:39

notícias/brasil 247
A 13ª Vara Federal passou por uma correição realizada pelo próprio TRF-4, cujo resultado levou à abertura de uma reclamação disciplinar no CNJ em setembro de 2023 contra  Sergio Moro e  Gabriela Hardt. As acusações sugerem que ambos teriam destinado ilegalmente milhões de reais provenientes dos processos da Lava Jato. Em abril deste ano, a correição na vara foi finalizada, trazendo à tona novos desdobramentos.
 

Pedro Serrano, Gabriela Hardt, Thompson Flores (Foto: Divulgação)

Jurista aponta a gravidade dos
desvios da Lava Jato
 
Em entrevista ao programa Boa Noite 247, o jurista Pedro Serrano comentou sobre a gravidade do relatório do CNJ. "O relatório da correição do CNJ contra Gabriela Hardt, Thompson Flores e outros, é muito grave. É grave no aspecto criminal. Fala-se, ali, do cometimento de crimes gravíssimos", disse Serrano à TV 247.
 
Serrano também apontou para uma lacuna na atuação dos órgãos de correição. "O CNJ produziu essa correição duríssima em Curitiba, 13ª Vara Federal, e Porto Alegre, TRF-4. Mas, o CNMP, órgão de correição do Ministério Público, não faz nada. Passa a mão na cabeça. Precisa ser reformado", destacou o jurista durante a entrevista.
 
O corregedor do CNJ, ministro Salomão, sinalizou uma postura rigorosa em relação ao caso. Na decisão de segunda-feira, ele levantou a possibilidade de que Hardt seja responsabilizada não apenas administrativamente, mas também criminalmente, com possíveis penas de até 26 anos de prisão, citando peculato, prevaricação, corrupção privilegiada e corrupção passiva. Moro também pode enfrentar consequências severas, uma vez que sua transição da magistratura para a vida política é questionada pela lei, podendo representar impunidade administrativa e disciplinar, conforme indicado pelo corregedor.
 
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