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Riachão da Neves exaltando sua história no presente

19 de julho de 2023 às 11:17

pauta livre
Hoje, estamos reunidos para celebrar um marco significativo na história de Riachão das Neves, Bahia. Com imensa alegria e gratidão, comemoramos os 61 anos de nossa emancipação política. Neste dia especial, é importante recordar e homenagear todas as pessoas que lutaram incansavelmente por nossa independência e pelo desenvolvimento de nosso município.
 

Manifestação pro-emancipação. Divulgação
 
Nelson Carvalho da Cunha, filho ilustre antes mesmo de nossa emancipação política foi prefeito no município de Cotegipe, onde Riachão passou a ser Vila em 1934 e Distrito até 1962, Clélia da Rocha, foi a primeira professora antes mesmo da emancipação em 1948, e Dejaniro Cardoso, fundador do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de nosso município em 1978, e tantos outros, esses nomes representam coragem, determinação e dedicação à causa do progresso de Riachão das Neves. Foram eles que sonharam com um futuro melhor, com uma comunidade que pudesse trilhar seu próprio caminho e decidir seu destino. Graças a esses visionários, hoje somos donos de nossa história e protagonistas de nosso desenvolvimento: social, cultural e principalmente econômico.
 
 
Embora sejamos conhecidos como um dos maiores produtores de grãos da região, é fundamental lembrar que a verdadeira riqueza de Riachão das Neves está em sua GENTE. Somos um povo trabalhador, acolhedor e resiliente, que enfrenta desafios com determinação e não desiste diante das adversidades.
 
Ao longo desses 61 anos, nosso município tem se destacado em diversos aspectos. Temos uma cultura rica e diversificada, expressa em nossas festas populares, artesanato e gastronomia. Nossas belezas naturais são de tirar o fôlego, com paisagens deslumbrantes que encantam moradores e visitantes. Sem contar que em cada canto do mundo a fora, filhos de Riachão imprime seu nome como riqueza imaterial: Toninho de Souza, artista plástico é um dos únicos artistas que ao apresentar seu nome, mostra em seguida o nome de sua terra Riachão das Neves.
 
Além disso, nosso município tem se destacado como um pólo de desenvolvimento econômico e social. O trabalho árduo dos agricultores, empresários e empreendedores locais tem impulsionado nossa economia, gerando empregos e oportunidades para nossa população. Somos gratos por cada pessoa que contribui para o crescimento de nossa cidade e para o bem-estar de nossa comunidade. Nesta oportunidade queremos destacar a empresa: Frutas Mariinha Ltda.
 

Frutas Mariinha Ltda
. Foto: Wenderson Araujo, da Ascom CNA
 
Neste aniversário de emancipação política, renovamos nosso compromisso com o progresso e o bem-estar de Riachão das Neves. Olhamos para o passado com gratidão, para o presente com determinação e para o futuro com esperança. Temos consciência dos desafios que enfrentamos, mas também acreditamos em nossa capacidade de superá-los, unidos como uma só comunidade.
 
Que cada riachão-nevense possa se orgulhar de sua terra, de suas raízes e de sua história. Que possamos construir para um futuro promissor, onde os ideais de liberdade, justiça e igualdade sejam vividos em cada canto do nosso município.
 
Parabéns, Riachão das Neves! Que essa data seja sempre lembrada e celebrada com alegria, honrando o legado daqueles que nos trouxeram até aqui. Juntos, continuaremos a escrever uma história de sucesso e prosperidade para as gerações que virão. Uma homenagem da ACER – Associação Comercial e Empresarial de Riachão das Neves.
 
Em forma de poesia, queremos homenagear nosso município, que completa 61 anos de emancipação política. Uma coisa é certa: Se você foi a Riachão das Neves e não contemplou sequer uma das fábulas descritas nesta poesia, com certeza você não conheceu essa gente e muito menos este lugar extraordinário chamado Riachão das Neves!                                     
 
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 O maior patrimônio do Riachão: “Sua Gente”!
 
Em Riachão das Neves há encantos que não se encontram em outros cantos,
Como lugar de tradição e outras histórias, se você não ouviu falar dessa gente, vai se emocionar.
Não me refiro ao Riachão atual já transformado com o prenúncio do progresso... 
Mas, um Riachão de outrora, simples... um Riachão autêntico – de outros tempos.
 
Se você foi a Riachão e não conheceu as pessoas de lá,
Não viu a essência dessa gente, não sabe o que é excelência, 
Lugar único, para emancipar duas vezes seus moradores teve que votar, 
Não se atualizou com as notícias de Honória e tia Guina, você não sabe nada de lá.
 
Não viu a caligrafia de Armias Pereira de Matos, o vocabulário de Sebastião da Neta,
A solidariedade de Dorgival Bomfim, as pregações evangélicas do pastor e sindicalista Dejaniro,
Os acordes do violão de Deusinho, o “turro” do João de Neco “comendoágua”,
Não vestiu uma roupa confeccionada por Piano, você nem pode imaginar o povo deste lugar.
 
Não riu das piadas de Antonio Leôncio, não ouviu os discursos políticos de Joca Muniz,
A cordialidade de Júlio Preto e a satisfação de D. Veinha,
O solo da sanfona do Nego Sebastião, não provocou Anisia Preta, chamando-a de Vaca Veia,
A luta da professora Cecê, você nem sonhando saberá sobre este lugar.
 
Se você não conheceu o pé de Jaca da casa de Tonhar Bomfim, o som do sax de Ezequias,       
A sutileza do andar do Milton Chapadeiro, Tico cego respondendo a ser provocado: olha o buraco Tico....
Não tomou um milone na casa de tia Avelina, não conheceu as matreirices de Antonio Pinto,
As histórias de Walter Correia, não precisa explicar você não sabe nada de lá.
 
 
Não conheceu a liderança política de Aprigio Crisóstomo, a franqueza de Chico de Vitório,
Não viu a elegância de Arnesílio a desfilar pelas ruas da cidade montado no seu cavalo esquipador, 
Não ouviu as pregações de Salvador Tôco, Nô cantando serenata, o carteiro, 
Não saboreou os quitutes de D. Senhora, sinto lhe informar você não sabe nada de lá.
 
Não conheceu a pontualidade de Antonio Torres e a lealdade de Quêna,
A paciência de Abílio Torres e a tolerância de Joaquim Bagaceira,
A polidez de Assendino Crisóstomo e o otimismo de Sebastião Rico,
A cortesia de Nemício Crisóstomo e amabilidade de D. Alice, paciência você não conheceu essa gente.
 
Não viu o dinamismo de Antonio Paraibano e a dedicação de D. Helena Cunha,
Não conheceu a filosofia de Aylon Macedo, a ideologia política de Zé Antonio Borges,
Não bebeu água nos areados copos de alumínio da Velha Chiquinha Ribeiro,
A abnegação de D. Branca e a firmeza de Fião, é uma pena você não conheceu Riachão.
 
Alegria do coveiro Faustino numa sentinela fúnebre, relatando: Comer carne boa é Almerindo e Fião, beber pinga boa é Bertinho, e pegar boi bravo é Faustino.
A jovialidade de Zezinho Oliveira a humildade de D. Zuza, 
O entusiasmo de Tonhá Bomfim e a integridade de Oséias Correia,
A presença de espírito de Urbano Macedo, você ate pode imaginar, mais só imaginar.
  
Não desfrutou da hospitalidade da casa de Tia Flora, não viu o liberalismo de Quinca Arruda,
A tagarelice de Martim Porco, a tranqüilidade de Hermínio,
A modéstia de Salvador Gonçalves, a postura social de Dudú da Mangueira,
A perícia de Miguel da Carranca ao encanar um fêmur quebrado, só em outra vida entenderá
 
Dilerme cantar a Neve cai na porta da Yolanda, a elegância de Arnaldo Santos,
Não conheceu Raimundo Nunes, não foi na oficina de seu Zezinho,
Serviços de relações pública de Manelinho, não jogou futebol com Tonho Castro,
Termosilio, desbundando numa roda de samba, lamento lhe informar você não sabe nada de lá.
 
A sinceridade de Abelardo Bomfim, a simplicidade do Velho Aprigio,
O idealismo de Nelson Cunha, as sátiras de Dário Bomfim, 
A eletricidade da voz do Vei Deca, não tomou um lá-te-mete na venda de Felício, 
Não conheceu a serenidade do Veão, ainda que você queira, não saberá nada de lá.   
 
A calma de Vei Basta, o arrojo de Chico Toba,
A perspicácia de Joaquim Ribeiro, a suavidade da voz de D. Ambrosina,
A disposição de D. Bininha, a fibra de Seabra,
Até poderia lhe explicar, mas não existe na igual este povo e este lugar.
 
Ouviu papo de Herculano Toco, Deusilio cantando côco numa roda de bambas,
Não bateu um papo no bar de Antonio de Emilia e não tomou pinga com Bertino,
Um fortificante na Farmácia de Tozinho, não ouviu as queixas de “Vei” Caldeira,
Não tomou um banho no poção, você não sabe nada sobre o Riachão.
 
Não tomou remédios receitados por Estevão Fonseca do Saco de Pedra,
Não ouviu falar do Cel Joaquim Miguel, não assistiu aos festejos da Padroeira Sant`Ana,
Não dançou no Bola Verde ao som de Biriba Boys, mas você só compreenderá tudo o que estou narrando,
Se você conhecer UM descendente desta gente, assim você conhecerá este lugar chamado Riachão.
 
Por Sid James, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Riachão das Neves, Bahia (ACER/BA)