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Os blefes e fiascos administrativos da prefeita de Barreiras, segundo Dr. Saulo Pedrosa
20/03/2012 as 19:52 h  Autor Editoria  Imprimir Imprimir
Foi com essas palavras que o médico e ex-prefeito da cidade, Dr. Saulo Pedrosa justificou sua visita à redação do Novoeste. Para ele, a atual gestora, ciente de que a cidade se encontra no limiar do processo das eleições municipais e que seu governo não passou de um grande e agonizante equívoco, tenta de forma sorrateira destruir a imagem de ex-prefeitos, que ao contrário do que ela coloca, fez grandes obras e ações por Barreiras.

É o espetáculo público do ridículo que, de todas as formas tenta alienar o povo para que esse não enxergue o fiasco e o blefe que se tornou a sua gestão”, diz Dr. Saulo, explicando que até então apenas observava os rumos que o município estava tomando. Mas, no momento que a prefeita, como forma de tentar se livrar de suas responsabilidades, da situação iminente de ruina do seu governo, jogando a culpa na gestão anterior e ele como o gestor da época resolveu falar a verdade, desmentir e desmascarar de vez a prefeita e isso, ele fez na entrevista a seguir. CONFIRA!

Prefeitura de Barreiras

No final de 2008, para a transição de governo foi formada uma comissão paritária, três de cada lado, e no seu final foi feito um relatório mostrando que a situação da Prefeitura Municipal de Barreiras estava toda saneada, tudo funcionando em ordem e sem nenhuma pendência financeira, pronta para qualquer um tomar o comando e seguir adiante. Uma cópia desse documento foi entregue a prefeita, outra foi para o Tribunal de Contas do Município e outra ficou comigo. Tudo isso ocorreu por exigência do TCM.

Diante disso, se a prefeita fosse uma pessoa lúcida, que estivesse no gozo de suas plenas faculdades mentais, não poderia jamais em sua sã consciência inventar outros fatos mentirosos na tentativa de transferir sua incapacidade administrativa e pessoal na minha gestão.

Deixo claro, quantas vezes for preciso, de que na minha gestão não contrai nenhuma dívida e sim, administrei e renegociei algumas de gestores anteriores. Como por exemplo, as dívidas da previdência que Antônio Henrique deixou; honrei os pagamentos das antigas dívidas de Paulo Braga, que parece ser uma dívida impagável e não se sabe até quando vai ser paga. Negociamos junto ao Tribunal de Justiça da Bahia, os precatórios, sendo um dos mais elevados, o do Estádio Geraldão, que foi uma desapropriação da época do saudoso Baltazarino e caiu em minhas mãos. Na época, por meio da Procuradoria Municipal conseguimos negociar com a Justiça da Bahia.

Na minha gestão, honrei religiosamente o pagamento desse precatório, quem duvida basta apenas procurar os herdeiros da família. Inclusive, outro dia encontrei com um deles e esse, me disse que se fosse preciso daria um testemunho de que o paguei de maneira correta e religiosa. Mas, que tiveram dificuldade em receber nessa atual gestão sendo obrigado a acionar a justiça.

Na minha gestão sempre honramos nossos compromissos, o salário dos servidores era sagrado. Os fornecedores da Prefeitura só faziam serviços ou vendiam produtos se tivesse previsão de receita. Empresário não ia ao financeiro cobrar, a gente é que ligava para pagá-lo. Hoje, nessa atual gestão as dívidas envolvem grandes empresários na cidade que por algum motivo se sentem intimidados.

Sequestro de verbas da prefeitura

Não tem fundamento nenhum a prefeita falar que o sequestro de recursos da prefeitura, que ela alega ter havido, é culpa minha. Na verdade, deve ter sido a mesma que não deve ter pago os precatórios e certamente, a justiça determinou que se fizesse o aresto desse dinheiro. Reafirmo que deixei a situação financeira da Prefeitura totalmente saneada, adimplente, inclusive com a previdência, tanto que o município conseguia a CND, Certidão Negativa de Débito.

Portanto, a prefeita iniciou sua gestão zerada, sem nenhum problema e hoje, está inadimplente. Se ela quisesse fazer uma administração séria teria mais cuidado com os recursos do município e como, ela própria diz, está aliada ao governo federal e estadual, deveria ter recursos para fazer uma excelente gestão. Mas, o que se ver é uma cidade com a infraestrutura destroçada e com serviços públicos de má qualidade.

Falta de um corpo funcional

A prefeita não consegue se planejar, não tem capacidade de gerenciamento porque é muito concentradora, não confia em ninguém. Os seus secretários, as pessoas que ela diz confiar são figuras decorativas, são laranjas. Até com os vereadores ela faz o que quer e por isso, a cidade fica do jeito que está.

Inchaço na prefeitura

A prefeita inchou de contratados a Prefeitura, segundo informações chega entorno de nove mil pessoas. Na época de minha gestão não tinha cinco mil e por isso, fiz um concurso público justamente para não ter que contratar ninguém. Além dessa enorme quantidade de contratados, ela ainda criou secretarias e vários cargos comissionados. Talvez, por isso se encontra em estado falimentar difícil de reverter.

Sucateamento do patrimônio público

Quando ela apela dizendo que deixei tudo sucateado, não justifica o porquê da lamentável situação de deterioração em que está hoje o novo prédio do Colégio Padre Vieira e da Creche João Paulo II construídos no final do último ano de minha gestão e entregues a população, novinhos em folha, ainda cheirando a tinta. Portanto, não é amadorismo por parte dela em não saber cuidar da coisa pública, é incompetência mesmo, e o que ela faz ilicitamente é consciente, não tem nada de amadora.

Inércia do Ministério Público

Muitas denúncias foram feitas no Ministério Público e não entendo porque está omisso, já que é a instituição que tem o poder extraordinário de representar a sociedade junto a qualquer juiz.

Dias atrás conversei com um promotor e o mesmo me disse que não precisava ninguém fazer denúncias, bastaria apenas surgir denúncias ou comentários de algo errado que fosse relevante na mídia que o Ministério Público teria a obrigação de autuar, independe de audiência.  Quem tem que ser estimulado é a justiça, o juiz que tem que falar nos autos, mas a Ministério Público não, o promotor tem que defender a sociedade, o patrimônio público, independe de que seja estimulado.

Comparativo Barreiras e Luís Eduardo Magalhães

Hoje, Barreiras não pode se comparar com Luís Eduardo Magalhães, está bem pior, porque a prefeitura de Luís Eduardo é superavitária, que não pode ser comparada com a anterior onde era instituído um clientelismo absolutamente cruel. O prefeito, na época Oziel Oliveira, não administrava na prefeitura e sim na casa dele, onde com os recursos públicos pagava conta de água, de luz, doava passagem, saco de cimento, gás, combustíveis e diversas outras coisas. Era um tipo de gestão de terra arrasada, que jamais pode ser comparada com uma administração séria, transparente e participativa.

Contudo, esse mesmo modelo de gestão o casal Oliveira está implantando em Barreiras, e pior ainda, trouxeram seus capachos de lá e infiltraram no sistema governamental de Barreiras, tanto que o esposo fica o tempo todo instalado na prefeitura.

Esquece o casal de que em Barreiras, os problemas sociais e as deficiências de infraestrutura são muito graves e não existem recursos para atender a demanda de necessidades. Mas, parece que a prefeita não está nem aí e talvez por isso, faz uso indevido dos recursos para seus interesses próprios e escusos, o povo é quem fica a ver navio.

Improbidade administrativa

Se o Ministério Público levasse em conta apenas o inchaço do quadro de servidores da prefeitura já teria cassado a prefeita por improbidade administrativa por desrespeitar, tanto a Lei Camata como a de Responsabilidade Fiscal. Não tenho dúvida de que ela esteja extrapolando, talvez por esquema de terceiros, em contratar mais oito mil pessoas, número esse desnecessário e que a prefeitura não comporta, até por falta de estrutura. Enquanto não tiver alguém que faça com que a prefeita respeite as leis, ela vai continuar ferindo os princípios básicos da administração pública que é o da legalidade, da impessoalidade, da moralidade e da eficiência.

Algo positivo na gestão da prefeita

Não consigo me lembrar de nenhum. A verdade é que não existe prefeito que consiga resolver os problemas de Barreiras. Acredito que, já que não pode fazer tudo, teria que pelo menos priorizar alguns setores básicos a exemplo de saúde, educação, ação social e parte da infraestrutura como saneamento básico, iluminação pública, coleta e destino do lixo.

Na minha gestão, reformamos todas as escolas, ampliamos o que foi possível, tinha uma merenda de qualidade, todos os direitos dos servidores eram respeitados. A saúde que se transformou uma prefeitura dentro de outra, não tinha problemas de marcação de exames, de atendimento e de entrega de remédios à população, totalmente diferente do que temos hoje. A Secretaria de Ação Social, que antes era uma casa-da-mãe-joana, se transformou num grande celeiro de programas sociais, especialmente, quando a professora Anália assumiu o comando.

Portanto, durante a minha gestão, apesar de todas as dificuldades no início, a cidade estava bem servida de serviços públicos. As únicas questões que não fiz foram tapar buracos porque não sobrou dinheiro e abrir mão de denunciar o concurso fraudulento na época da gestão de Antônio Henrique, esse foi o meu desgaste.

Agora, se essa prefeita não eleger prioridade, coisa que até hoje ela não fez, apenas discursa que vai resolver tudo e nada faz. Se ela souber contar vai ver que só falta sete meses para terminar seu mandato, que vai até outubro.

Por Ana Cedro
Da Redação

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