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“Não tenho vaidade em ser deputado e sim, sonho um dia poder ajudar o povo”
10/08/2010 as 09:16 h  Autor administrador  Imprimir Imprimir
Natural do município de Cotegipe (BA), Jorge Carlos da Mota, 57, conhecido como Jorge Mota é profissional autônomo na área de topografia.  Ex-candidato a prefeito e a vereador no município. Atualmente é presidente do Partido Democrático Trabalhista (PDT) de Cotegipe.

Cansado e decepcionado com as ações dos políticos que sempre buscaram os votos do povo oestino em troca de quase nada, Jorge Mota encabeçou o movimento “Eleição 2010 - Candidatos de fora não, sim os do Oeste”. Assumiu como bandeira de campanha a criação do Novo Estado. Para ele quanto mais pessoas estiverem engajadas no projeto, mais celeridade teremos na aprovação. Confira!

Veja a entrevista

É a primeira vez que o sr. concorre a uma vaga para deputado estadual. Quais motivos que o levou a querer ser representante do povo na Assembléia Legislativa, uma vez que teve decepções nas ocasiões em que foi candidato a vereador, prefeito e não obteve êxito?

Na verdade não tive decepções e sim tristes conclusões, de que a derrota não foi minha e sim do povo. Estou candidato a deputado estadual por acreditar que o castigo dos homens bons e sérios que não postulam cargos políticos muita das vezes é serem governados por despreparados e desonestos. O povo do oeste baiano precisa urgente ter de fato, representantes nas esferas federal e estadual. Diante da carência de políticos comprometidos com o nosso tão sofrido oeste é que aceitei o desafio de colocar o meu nome à apreciação, no intuito único de ser realmente um representante.  Lutarei para que a região alcance o seu lugar merecido em níveis elevados de desenvolvimento com qualidade de vida para os nossos munícipes.

Essa é a primeira eleição para governador depois da morte de ACM, o sr. acha que a política na Bahia está tomando um novo rumo?

Em partes houve sim avanços no tocante às perseguições políticas deixaram de existir.  No restante temos que fazer a leitura que o atual Governador Jaques Wagner pegou um estado totalmente sucateado, dificultando, portanto atender os anseios de parte da população baiana, em especial o povo do oeste, não querendo com isso dizer que não houve a presença do governo na nossa região. Mas acredito que com a sua reeleição venha ele atender os anseios do nosso tão sofrido povo oestino.

Segundo registros de candidaturas no TSE temos na região cerca de 10 candidatos a deputado estadual. Qual o seu diferencial com relação aos demais?

“Não tenho vaidade em ser deputado e sim, sonho um dia poder ajudar o povo. Prova disso, é que as minhas campanhas sempre foram humildes financeiramente, porém com muito conteúdo.

Quais suas principais propostas para sua legislatura e de que forma irá convencer o eleitor de que o sr. é um dos melhores estaduais?

A minha principal proposta é lutar pra fazer acontecer a criação do estado do Rio São Francisco que é um sentimento da maioria dos moradores dos 35 municípios que compõem o futuro estado. Levando aos senadores e deputados federais baianos, em especial aos do oeste, a aspiração dessa gente sofrida a esquecida que mora no lado sacrificado da Bahia. Além disso, lutarei para que todos tenham uma educação de qualidade, saúde humanizada, segurança integral, geração de emprego e renda, com isso fazer cumprir os direitos do cidadão perante a lei.  Para melhor expor minhas idéias, tive o cuidado e a responsabilidade de apresentar para a sociedade meu Plano de Ação, que envolve todas essas questões expondo de forma clara a objetiva.

Nas suas andanças pelo oeste como tem sido a receptividade da sua candidatura?

Ótima. Muita receptividade, Até porque nada existe que desabone minha conduta moral. Vejo que a população aclama por mudança, buscando nomes novos, ou seja, aqueles que nunca assumiram cargos eletivos.

O sr.  encabeçou o movimento “Candidatos de Fora Não, Sim aos do oeste”. Hoje passados cerca de 2 anos, o  sr. acredita que o eleitor da região está consciente para votar somente em candidatos do oeste?

Há cerca de dois anos encabecei esse movimento com o intuito de conscientizar a população da importância de se votar em candidatos da região, para ter nossos reais representantes, e não mais ficarmos sujeitos a candidatos pára-quedistas, que aparecem a cada quatro anos, catam muitos votos e desaparecem. Faço uma ressalva de que a região do futuro estado é detentora de cerca de 650 mil eleitores, que poderia muito bem eleger no mínimo dez deputados estaduais e cinco federias, mas a triste realidade é que temos apenas um representante estadual e nenhum federal.

“Candidatos de fora não, sim aos do oeste”, desde que tenham lisura e compromisso com o nosso povo.

Diante disso, faço um apelo para que as pessoas saibam escolher seus representantes e votem em candidatos do oeste, tendo eles lisura e compromisso.  Para não ficar subentendido, quando me refiro à candidatos de fora,  destaco que são àqueles que não apóiam a criação do Novo estado, portanto   mesmo o candidato sendo da nossa região, mas que apóia deputados que não se predispõem a votarem nesse tão sonhado projeto, pra meu ver não merecem nosso voto, haja vista que está dando armas à um inimigo.

Barreiras e região não consegue ter representatividade política. Em sua opinião, por que isso acontece?

Porque na maioria das vezes as nossas lideranças políticas primam para o acerto rentável, com isso abrindo espaço para o pára-quedista, deixando as necessidades do oeste no último plano ou mesmo quase em nenhum. Diga-se de passagem, que toda essa dinheirama que rola na maioria das campanhas de alguns candidatos é nosso, ou seria nosso. Dessa forma exime o eleitor de qualquer responsabilidade de votar nesses candidatos.

O que o sr. acha  do político profissional? Caso seja eleito o sr. vai fazer alguma coisa para acabar com esse tipo?


O político profissional tem que ser banido da sociedade. Só conseguiremos neutralizar ou até mesmo excluir esse tipo de político, inserindo os jovens na política partidária. Tendo em vista, que esses têm o poder de transformação e normalmente dotados de uma cultura revolucionária. Caso eleito, penso criar em cada município grupos de jovens inseridos na política partidária, para também combatermos esse mal que nos aflige.

Que mensagem o sr. daria ao eleitor que vota naqueles candidato que vem na região somente “catar” votos e quando se elege só aparece depois de quatro anos?

“Candidatos de fora não, sim aos do oeste”, desde que tenham lisura e compromisso com o nosso povo.

Aguns políticos assumem o legislativo e dois anos depois usam como ponte para buscar o executivo, com isso, deixa a sua representatividade na mão de outro que não tem nada com a região, já que não foi eleito por ela. Se o sr. for eleito cumprirá integralmente o mandato ou usará como escada para disputar cargos nas eleições seguintes?

Cumprirei a decisão do eleitor, ficando, portanto como deputado durante todo mandato. Até porque considero uma traição, haja vista que o povo me elegeu para tal. Considerando também que o prazo de dois é muito curto para poder cumprir as propostas apresentadas no meu plano de ação.

Os reclames do eleitorado é que os políticos depois de eleitos não devolvem ao povo, em forma de trabalho, a votação recebida. Caso o sr. seja eleito como prestará contas do seu mandato?

O grande problema da política seja ela legislativa ou executiva é o gasto demasiado na campanha eleitoral. É do conhecimento de todos que muitos candidatos se elegem de forma ilícita, comprando votos muitas vezes através das lideranças políticas, sem que o eleitor não perceba. Prestarei contas do meu mandato fazendo cumprir o conteúdo do meu plano de ação, que também podendo chamar de carta compromisso.

Qual o valor estimado a ser gasto na sua campanha?

Foi previsto um milhão de reais, mas com certeza não passará de 50 (cinqüenta) mil reais, haja vistas que a minha campanha é literalmente de propostas, interagindo com o eleitor de casa em casa, olho no olho, resumindo “Campanha de ação contra milhão”.

Sua mensagem. Por que o eleitor deve votar no sr?

Porque sou o novo, além de perseverante e vejo que o sentimento de mudança é muito forte no pensamento dos moradores do oeste. É bom que se diga mais uma vez que não tenho vaidade em ser deputado e sim um sonho.

Ana Cedro
Da Redação

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