Novoeste on-line - Onde o Oeste da Bahia é Notícia
> Principal > Artigos > Pauta Livre > A posse responsável de armas
 
A posse responsável de armas
15/01/2019 as 11:23 h  Autor Tenente Dirceu Cardoso Gon&cce  Imprimir Imprimir
O governo deve baixar, a qualquer instante, o decreto que flexibiliza a posse de armas. Sem qualquer trocadilho, o tema é explosivo. O recolhimento das armas no Brasil deu-se por razão mais ideológica do que prática. No referendo sobre o tema, a pergunta foi "O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?", 63,94% da população responderam “não” e 36,06 “sim”. Mas o governo decidiu aplicar o desejo da minoria, que era o mesmo de seus teóricos. E o fez com toda incompetência. Impediu que o cidadão tenha sua arma para autodefesa, mas não foi capaz de desarmar os criminosos. O resultado é o que a sociedade vive esses anos todos. O assaltante age livremente porque sabe que sua vítima não tem com que se defender. A política adotada é tão perversa que levou autoridades e instituições oficiais  a aconselharem não reagir e entregar todos os pertences ao assaltante como forma de possível preservação da vida.

Os mesmos demagogos que promoveram o desarmamento da população também passaram a perseguir os policiais, criminalizando-os por, mesmo no estrito cumprimento do dever legal, utilizar a arma que o Estado lhe fornece como ferramenta de trabalho. Pior não poderia ficar. A hipocrisia presidiu as ações num Estado que privilegiou o crime. Bolsonaro a nível federal, João Doria em São Paulo, Wilson Witzel no Rio e outros governadores, elegeram-se com a proposta de endurecer na segurança púbica. A posse responsável de armas pelos cidadãos é uma das alternativas.

No atual estágio, o ideal é que, em vez de proibir, se crie normas e obrigações para quem pretenda possuir arma em sua residência e imóveis e, até, portá-las. Da mesma forma que ocorre com o automóvel, é indispensável que o usuário tenha recursos para a aquisição, treinamento e licenciamento de manuseio e seja consciente das consequências da má utilização. É preciso voltar o tempo em que o criminoso tinha temor de abordar a pretensa vítima diante da possibilidade dela estar armada.

Combater o crime é responsabilidade dos governos através de políticas públicas e da polícia, quando chamada a agir preventivamente ou para mitigar os efeitos da ocorrência já consolidada. Como o Estado não é onipresente e nem há (ou poderia haver) policiais em número suficiente para estarem em toda parte, o mais sensato é que o cidadão que o desejar e comprovar condições possa ter sua arma para defesa própria e do seu patrimônio, capaz de inibir a ação dos criminosos e, até, neutralizá-los até a chegada da polícia. Privá-lo desse direito é ação lesiva aos verdadeiros direitos humanos, infelizmente praticada neste país por mais de uma década.
 



Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) - aspomilpm@terra.com.br

Comente via Facebook
Mais Artigos
No h comentrios.
img
img
RSS  Artigos Artigos

O escritor foi e ainda é, para as crianças que estão começando a descortinar o infinito horizonte da palavra, algo inatingível, meio mágico, talvez mítico.Isso, dito por elas mesmas. A criança é naturalmente curiosa, sedenta de conhecimento e experiência, e ficar cara a cara com...
Na civilização humana, em todos os tempos as gesticulações passaram a simbolizar determinados comportamentos e construir significados diversos para cada sociedade e para cada povo. Gestos humanos servem tanto para simbolizar comportamentos positivos, bem como...
https://www.novoeste.com/uploads/image/artigos_gaudencio-torquato_jornalista-professor-usp-consultor-politico.jpgHoje, tomo a liberdade de fazer uma reflexão sobre a vida. Valho-me, inicialmente, de Sêneca com seu puxão de orelhas: “somos gerados para uma curta existência.  A vida é breve e a arte é longa. Está errado. Não dispomos de pouco tempo, mas desperdiçamos muito. A vida é longa...
A presidenta do Instituto Justiça Fiscal aponta o falso dilema para a escolha eleitoral de 2022 e indica as fontes de custeio para vencer o quadro desolador de fragilidade da maioria do povo brasileiro. A próxima eleição, se ocorrer, certamente exigirá muito de nós. Mas não será uma escolha difícil. Para começar, terceira via não existe! Ou melhor: existe, em Bolsonaro. Este, que pode parecer insano, sádico, intratável, joga o jogo e...
A Constituição Cidadã erigiu a dignidade da pessoa humana como seu fundamento, ao lado da soberania, cidadania, valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e o pluralismo político. Trata-se, portanto, de um dos pilares que legitimam o Estado Social e Democrático que fundou....
img
img
img
PUBLICAÇÕES RECENTES
img




img



img
img
img
CASAS img LOTES img FAZENDAS
img
CHÁCARAS img PRÉDIOS COMERCIAIS img GALPÕES
img
RSS  Dicas de Leitura Dicas de leitura
img
Ambientado em uma comunidade japonesa de São Paulo, lançamento ficcional da escritora Juliana Marinho promove o poder da música como intervenção para cura de doenças. A musicoterapia, união da arte e saúde em busca da reabilitação ou promoção do bem-estar, é a responsável...
Por meio da personagem Malu, as escritoras e letrólogas paulistas Nanda Mateus e Raphaela Comisso dialogam com as crianças sobre diversidade familiar e desmistificam a homoparentalidade. Nanda Mateus trabalha com educação e inovação em tecnologias para...
Existem músicas para os momentos felizes, tristes e até aquelas que marcam datas especiais, mas para Melody King é diferente: as canções são uma consequência — infelizmente incontrolável — de uma rara doença. As dificuldades em lidar com as embaraçosas situações,...
img
img
RSS  Top Vdeos Top Vídeos
img
Thumbnail
img
img
img
RSS  Classificados Classificados
img
img
img



RSS GOOGLE + YOUTUBE TWITTER FACEBOOK