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A justiça da ministra que quer que a sociedade se cale diante da injustiça
02/02/2018 as 15:51 h  Autor Genaldo de Melo  Imprimir Imprimir
A justiça no sentido mais literal da palavra deve sempre ter razão em suas prerrogativas, e as palavras na abertura dos trabalhos do Supremo Tribunal Federal de sua presidente, Carmen Lúcia, condiz com a mais absoluta verdade, ou seja, não se deve contestar a verdade da justiça. Mas no contexto em que foi proferido o discurso da nobre ministra a justiça pode muito bem está totalmente errada.

É preciso ser mais do que mentecapto para não querer admitir que o objeto da acusação que condenou o ex-presidente Lula não foi justo como exige as prerrogativas e os rigores da justiça. Somente quem não tem condições ou não quer ter outras fontes de informações, além da Rede Globo, é que pode admitir que o apartamento do Guarujá pode servir como prova contra Lula por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Carmen Lúcia pode está certa em seu discurso, mas está totalmente fora de contexto, por isso que os aliados de Lula partiram para o ataque verbal contra a injustiça da justiça brasileira. Ficar calado diante do que aconteceu é pusilanimidade, porque todos sabem que o apartamento não é de Lula, ele foi penhorado por uma dívida do verdadeiro dono do apartamento que é a OAS.

A ameaça velada no discurso de Carmen Lúcia esconde um dos maiores perigos para a sociedade brasileira, porque quando a justiça age não de forma jurídica, mas invade o campo da política, estamos diante das premissas para um estado de exceção perigoso, porque quando a justiça começa a fazer política nenhum cidadão pode mais ter a quem recorrer para a verdade da justiça vir à tona.

É preciso realmente ser muito mentecapto para não enxergar que a decisão do TRF-4 foi política, porque se quiserem condenar um acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro tem que fazer com provas cabais, não com apartamentos dos outros que está sendo motivo de pagamento de dívidas. Aqui a justiça não está sendo justa, se fosse justa não condenava com espetáculos midiáticos apenas Lula, mas também colocava no cadafalso da justiça indivíduos notoriamente acusados e com provas como Michel Temer, Aécio Neves, Moreira Franco, Rocha Loures, e outras aves de rapinas.

A aceitação irrestrita e de bom grado exigida por Carmen Lúcia cai no vazio da falta de seriedade quando ela fala isso na abertura de um Tribunal, que deve ser justo e decidir com provas nos crimes que julga, com a presença de sujeitos mais do que acusados de corrupção, principalmente na presença de um homem como Michel Temer, que todo mundo sabe que foi acusado de crimes pelo MPF e comprou os deputados para se livrar das acusações.

A justiça para ser justa deveria também exigir uma explicação urgente do maior escândalo já registrado na história mundial, que foi aqueles tantos e tantos milhões em dinheiro vivo do amigo do presidente, o senhor Geddel Vieira, que a própria justiça parece que faz questão de deixá-lo escondido e quieto na Papuda. Para condenar Lula e a sociedade não reagir, a prova deveria ser de fato um apartamento recebido como propina por Lula no “nome” dele, e não um apartamento que pertence a Construtora OAS.

A justiça de Carmen Lúcia é a justiça dos homens e mulheres que recebem “míseros” milhares de reais por mês acima do teto constitucional, são donos de imóveis de luxos e ainda recebem “horrores” de auxílios-moradia e outras regalias mais. Diante disso, a sociedade tem é que reagir mesmo, senão daqui as uns dias nem mesmo escrever poderemos mais, porque a "justiça" vai contestar tudo e dizer que estamos todos contestando quem não deve ser contestado quando está fazendo política. A política é a arte de contestar mesmo, e se estão fazendo política, então...!




Por Genaldo de Melo
Fonte: genaldo40.blogspot.com

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