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Temer resolveu acabar definitivamente com o movimento sindical brasileiro
28/03/2017 as 16:57 h  Autor Genaldo de Melo  Imprimir Imprimir
Michel Temer, que assumiu o Palácio do Planalto na forma de um golpe parlamentar, parece que não tem mesmo limites para destruir toda a estrutura de direitos dos trabalhadores, conquistada com lutas de muitas dezenas de anos. Parece que ele não quer mesmo de fato enxergar seus erros, e de que ele é apenas um homem sem voto, que não respeita os brasileiros, desonesto, envolvido nas mais absurdas falcatruas com a coisa pública, e comprometido com o que existe de pior na política brasileira, exatamente aquela que quer um país não soberano mais submisso aos interesses mais estranhos aos próprios interesses da maioria dos brasileiros.

Agora num ímpeto de raiva que  não deveria ter, como homem público, e como presidente, mesmo que não reconhecido pela maioria do povo brasileiro, conforme indicam as pesquisas de opinião recentes, resolveu que vai se vingar do Movimento Sindical brasileiro, porque este vem coordenando as mais ácidas críticas às suas propostas neoliberais, principalmente a aprovação do Projeto de Lei 4302/98. Michel Temer parece que acha que porque parcela da população ainda não reagiu à altura aos seus mais desvairados desmandos institucionais, vai fazer qualquer coisa, porque pode como presidente, e no controle das finanças públicas.

A mídia chapa branca do Estadão anunciou hoje que ele vai colocar na proposta de reforma trabalhista texto para acabar com o imposto sindical no Brasil, porque os 17.068 sindicatos recebem muito dinheiro para fazer o trabalho sindical, e fazer as críticas políticas necessárias que estão fazendo ao desmonte famigerado, doente e fora de sentido que ele está fazendo do Estado brasileiro. Na matéria do Estadão ainda vem um conselho nas entrelinhas de que o fim da contribuição sindical pode ser definido por meio de projeto de lei, bastando os votos da maioria governista para derrubar a obrigatoriedade da cobrança.

Esse senhor atrapalhado à serviço de empresas internacionais, da elite financeira Ocidental, representada especialmente no Clube Bilderberg, no Council on Foreign Relations e na Comissão Trilateral, corrupto por natureza, cada mais se comprovando em denúncias de delatores das investigações da Lava Jato, parece que ainda não entendeu que seus limites políticos já foram atingidos, e que não pode ficar cutucando a onça com vara curta. Ao tentar destruir os principais Aparelhos Privados de Hegemonia, que são os sindicatos brasileiros ele está brincando com fogo perto do querosene.

Seus assessores parecem que confiando na influência do Jornalismo da Obediência não estão lhe dizendo a verdade, de que ele já é o mais impopular Presidente da República da nossa história, de que o Movimento Sindical brasileiro começou a reação contrária aos seus desmandos, e que os movimentos de rua da classe média como MBL e Vem Prá Rua não conseguem colocar nem mesmo gente para defender Sérgio Moro, imagine a ele que não consegue participar de nenhum evento com o povo, pois somente faz isso de portas fechadas. Temer deve compreender logo que o povo não lhe quer mais, e que não vai aceitar de bom grado ele acabar a seu bel prazer suas organizações sindicais de luta! Nem tudo é belo como dona Marcela, e autoritarismo tem limites!




Por Genaldo de Melo
genaldo40.blogspot.com

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