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Teori ia suspender sigilo. Políticos ganham tempo
21/01/2017 as 12:32 h  Autor Helena Chagas  Imprimir Imprimir
O ministro Teori Zavascki já havia deixado claro a interlocutores que aceitaria o pedido do Ministério Público e suspenderia o sigilo das delações da Odebrecht logo que concluísse os procedimentos de sua homologação, ainda em fevereiro. O establishment político, preocupadissimo, preparava-se para esta hecatombe. Agora, no mínimo, esse momento – e a crise política que viria com ele – foi adiado.

Poucas horas depois da inacreditável tragédia que vitimou o ministro Teori, começam a se formar alguns consensos em Brasília. O principal deles é o de que a Lava Jato não vai parar, mas seus acusados, sobretudo aqueles que estão no governo e em sua base, vão ganhar um tempo precioso – que pode significar sua sobrevivência, e a do próprio governo, até as eleições de 2018.

Seja quem for, o relator que substituirá Teori à frente da Lava Jato levará alguns dias até ser escolhido. Depois disso, ainda terá que ter tempo para se familiarizar com o enorme e complexo processo. Mais ainda, vai ter que ler os mais de 800 depoimentos dos executivos da Odebrecht e reiniciar as audiências de homologação interrompidas com a morte de Teori.

Mais importante ainda: o novo ministro relator não tem a obrigação de fazer o que Teori faria, suspendendo o sigilo da delação. Terá a prerrogativa de decidir isso, e poderá até ser convencido a fazer o contrário, dando aos acusados e mencionados mais tempo de sobrevivência e, sobretudo, de articulações para aprovar uma anistia ou caixa 2 ou outra saída semelhante.

A decisão vai depender desse sujeito, que muito provavelmente será um dos atuais ministros do STF escolhido por sorteio – e esse é um outro consenso que começa a se firmar em Brasília entre especialistas e conhecedores do Supremo nas últimas horas.

Mas uma coisa é certa: quem esperava ser decapitado já em fevereiro, com a suspensão do sigilo da delação do fim do mundo, voltou a respirar.


Helena Chagas. Jornalista, formada na Universidade de Brasília em 1982. De lá para cá, trabalhou como repórter, colunista, comentarista, coordenadora, chefe de redação ou diretora de sucursal em diversos veículos, como O Globo, Estado de S.Paulo, SBT e TV Brasil (EBC). Foi ministra chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República de janeiro de 2011 a janeiro de 2014.

Fonte: https://osdivergentes.com.br/

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