Novoeste on-line - Onde o Oeste da Bahia é Notícia
> Principal > Artigos > Pauta Livre > A chuva, a enchente e o prefeito
 
A chuva, a enchente e o prefeito
12/01/2017 as 19:14 h  Autor Tenente Dirceu Cardoso Gon&c  Imprimir Imprimir
Estamos no pico da estação das chuvas na maior parte do território brasileiro. Dezembro, janeiro e fevereiro costumam ter as maiores precipitações do ano e, com elas, os desastres frequentes. Inundações de vias públicas e de imóveis que muitas vezes causam vítimas fatais e invariavelmente causam prejuízo a muita gente. Todos os anos, nessa época, as chuvas fortes e repentinas produzem desabrigados, detonam a infraestrutura das cidades e prejudicam o funcionamento de muitos negócios. As causas, na maioria das vezes, estão vinculadas à negligência. A população, mal educada, joga lixo na rua e o material é tragado pela rede de galerias pluviais que, entupida, não cumpre a sua função de escoamento. Para agravar o quadro, muitas prefeituras não fazem a devida manutenção das redes de escoamento.

São muitas as causas determinantes dos acidentes decorrentes da chuva. A raiz está na ocupação indevida do solo. Durante muitas décadas, as cidades se formaram junto às margens dos rios e muitas construções se ergueram dentro do aluvião, aquela reserva que a natureza reservou para receber a água excedente durante as cheias. De outro lado, a ocupação agrícola acabou com as matas ciliares e a terra das margens foi levada para o leito dos rios, ocupando o lugar originalmente destinado ao escorrimento da água.

Já faz pelo menos 40 anos que a preocupação ecológica vem sendo divulgada no Brasil. Mas, infelizmente, em vez de resolver os problemas, governantes demagogos transformaram o tema em instrumento de campanha e promoção política. Dezenas de militantes da causa elegeram-se para os diferentes níveis de governo e do parlamento mas, em vez de fazer o básico, cuidaram de propostas fantasmagóricas e incompatíveis com o momento nacional. Enquanto discutiam grandes temas, as galerias continuavam entupidas, os rios assoreados e as inundações cada dia mais violentas.

Neste momento, quando muitas localidades sofrem com as cheias, os novos prefeitos assumem seus mandatos, já tendo de socorrer vítimas da negligência de seus antecessores. Que aproveitem a experiência agora vivida e, pelo menos, na estação seca do ano – que vai de abril a setembro – mandem limpar os bueiros e redes de galerias de suas cidades. Também seria aconselhável que fizessem campanhas para evitar que o povo descarte lixo nas ruas e cursos d’água e, nos casos mais extremos, tivessem a coagem de multar os infratores. É lógico, que não podem se esquecer de buscar recursos para obras que venham a resultar os gargalos provocados pelas chuvas em suas cidades.

A solução das enchentes tem de ser encontrada no tempo seco, e depende da responsabilidade e do interesse de todos...   
 


Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves
Dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) - aspomilpm@terra.com.br

Comente via Facebook
Mais Artigos
No h comentrios.
img
img
RSS  Artigos Artigos

O escritor foi e ainda é, para as crianças que estão começando a descortinar o infinito horizonte da palavra, algo inatingível, meio mágico, talvez mítico.Isso, dito por elas mesmas. A criança é naturalmente curiosa, sedenta de conhecimento e experiência, e ficar cara a cara com...
Na civilização humana, em todos os tempos as gesticulações passaram a simbolizar determinados comportamentos e construir significados diversos para cada sociedade e para cada povo. Gestos humanos servem tanto para simbolizar comportamentos positivos, bem como...
https://www.novoeste.com/uploads/image/artigos_gaudencio-torquato_jornalista-professor-usp-consultor-politico.jpgHoje, tomo a liberdade de fazer uma reflexão sobre a vida. Valho-me, inicialmente, de Sêneca com seu puxão de orelhas: “somos gerados para uma curta existência.  A vida é breve e a arte é longa. Está errado. Não dispomos de pouco tempo, mas desperdiçamos muito. A vida é longa...
A presidenta do Instituto Justiça Fiscal aponta o falso dilema para a escolha eleitoral de 2022 e indica as fontes de custeio para vencer o quadro desolador de fragilidade da maioria do povo brasileiro. A próxima eleição, se ocorrer, certamente exigirá muito de nós. Mas não será uma escolha difícil. Para começar, terceira via não existe! Ou melhor: existe, em Bolsonaro. Este, que pode parecer insano, sádico, intratável, joga o jogo e...
A Constituição Cidadã erigiu a dignidade da pessoa humana como seu fundamento, ao lado da soberania, cidadania, valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e o pluralismo político. Trata-se, portanto, de um dos pilares que legitimam o Estado Social e Democrático que fundou....
img
img
img
PUBLICAÇÕES RECENTES
img




img



img
img
img
CASAS img LOTES img FAZENDAS
img
CHÁCARAS img PRÉDIOS COMERCIAIS img GALPÕES
img
RSS  Dicas de Leitura Dicas de leitura
img
Ambientado em uma comunidade japonesa de São Paulo, lançamento ficcional da escritora Juliana Marinho promove o poder da música como intervenção para cura de doenças. A musicoterapia, união da arte e saúde em busca da reabilitação ou promoção do bem-estar, é a responsável...
Por meio da personagem Malu, as escritoras e letrólogas paulistas Nanda Mateus e Raphaela Comisso dialogam com as crianças sobre diversidade familiar e desmistificam a homoparentalidade. Nanda Mateus trabalha com educação e inovação em tecnologias para...
Existem músicas para os momentos felizes, tristes e até aquelas que marcam datas especiais, mas para Melody King é diferente: as canções são uma consequência — infelizmente incontrolável — de uma rara doença. As dificuldades em lidar com as embaraçosas situações,...
img
img
RSS  Top Vdeos Top Vídeos
img
Thumbnail
img
img
img
RSS  Classificados Classificados
img
img
img



RSS GOOGLE + YOUTUBE TWITTER FACEBOOK