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EUA e Cuba se acertam. E nós?
29/03/2016 as 15:47 h  Autor Tenente Dirceu Cardoso Gon&  Imprimir Imprimir
A visita oficial do presidente Barack Obama a Cuba tem alto significado para a América Latina e o mundo. Sepulta a época da guerra fria, que tanto mal fez aos povos. Os EUA deixaram de ser o patrocinador dos golpes de estado desfechados a pretexto anticomunista e, de outro lado, Cuba está longe de ser a exportadora da revolução que inspirou e cooptou para o fracassado comunismo muitos oposicionistas e, contraditoriamente, os travestiu de democratas. Depois da queda do muro de Berlim e do esfacelamento da União Soviética, os EUA não têm mais porque patrocinar golpes, e Cuba, perdendo o financiador, deixou de exportar a “revolución”. Restaram só as suas “viúvas”, parte delas governando seus países sob bases temerárias.

Felizmente, a praga totalitária decorrente das utopias do Século XX está indo para o ralo. O próprio Obama vai ainda à Argentina, hoje sob novo governo, purgar um pouco do pecado dos americanos de terem apoiado o golpe militar. Cuba, hoje economicamente defasada, em vez de revolução, exporta saúde, dentro do discutível processo que no Brasil se batizou “mais médicos”, trazendo-nos médicos que vêm trabalhar e têm grande parte do salário confiscado pelo governo cubano.

Brasil, Argentina e até o Paraguai parece estarem num processo de livramento tanto da influência nefasta das revoluções apoiadas pelos norte-americanos de antanho quanto da utopia cubana, que sobrevive apenas na cabeça de alguns sonhadores que ainda a defendem e até tentam praticá-la. O processo de impeachment presidencial, a Operação Lava Jato e outras cruzadas que se mobilizam, se bem conduzidos, podem nos levar à salvação nacional. É preciso nos livrar das influências ideológicas externas e totalitárias, dar combate sem trégua à corrupção e reencontrar o equilíbrio econômico.

O governo não pode fugir da obrigação de proporcionar educação, saúde, trabalho, moradia, segurança e outros insumos básicos à população. Atendidos esses itens, o país retornará ao desenvolvimento, pois mesmo com todos os problemas de hoje, é uma das principais economias do mundo. Há que se acabar com as negociatas políticas e com o sistema de sustentação a pelegos travestidos de movimentos sociais, que chegam a ser, por alguns, considerados até como “exércitos”. Isso não faz parte da índole do brasileiro.
 
EUA e Cuba partem para acertar seus ponteiros. Todos nós que um dia fomos por eles impactados, precisamos também acertar os nossos. Abaixo as intolerâncias, o golpe e as ideologias do passado. Precisamos só de um regime político brasileiro. Tipicamente brasileiro, sem os modismos e os oportunismos importados no controverso Século XX.




Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves
- dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) - aspomilpm@terra.com.br

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