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A MÚSICA E EU
28/07/2015 as 11:27 h  Autor Luiz Carlos Amorim   Imprimir Imprimir
Gosto de música. Gosto de muitos tipos de música e gosto, principalmente, de música clássica. Por isso, vou a concertos, sempre que posso. E lá me sinto em casa, seja aonde for. Assim que o concerto inicia, assim que a música começa  a entrar pelos meus ouvidos e invadir todos os meus sentidos, a preencher a minha alma, penso que deveria ter lápis e papel comigo, no exato momento em que a peça musical está sendo executada, para anotar todas as sensações e emoções que sinto. Seria difícil, é claro, assistir, ouvir a orquestra e anotar, mas lamento não poder registrar cada instante.

Em cada crescendo da música, alguma coisa se avoluma no meu peito e se espalha em ondas de energia por todos os meus órgãos, pelas minhas entranhas, até a extremidade da minha pele. Meu coração parece querer dançar na cadência da divina música. O calor que eu sinto nas palmas das mãos começa a se espalhar, também, e a cadência da música, aquela energia da qual falei acima parece querer causar erupções por toda a minha pele. Já senti isso muitas outras vezes, sinto sempre, a cada orquestra que vejo e ouço, ao vivo, e quisera não perder nenhum detalhe daquele arrebatamento vertiginoso que me faz quase flutuar acima do meu corpo, no enlevo de quantas obras-primas eu tenha o privilégio de ver e ouvir. Minha alma flutua no enlevo, no ritmo da música. E eu sou uma corda vibrando, como se fora um instrumento musical.

Essa vocação para gostar da boa música vem de muito longe, de quando eu era garoto, adolescente, e não ouvia só a Jovem Guarda, ouvia também Strauss, Mozart, Beethoven e outros grandes nomes da música imortal. E me quedava, embevecido, a sentir a energia que cada acorde, cada nota, fazia vibrar todo meu ser. Era até estranho alguém tão novo gostar daquele tipo de música. Mas cresci ouvindo a divina música, paralelamente ao tipo de música da época de que todo jovem gostava.

Hoje tenho um acervo muito grande de música clássica em CDs, em MP3, em smartfones, no Notebook, em pendrives…  A boa música é o melhor relaxante, ao mesmo tempo que é revigorante, nos dá prazer, abastecendo a gente de toda a energia que ela transmite.

A música é a poesia do som e a música clássica é a obra-prima dessa poesia. Quem consegue viver sem ela, sem a boa música?



Luiz Carlos Amorim
–  Escritor, editor e revisor, fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, com 35 anos de trajetória, cadeira 19 na Academia SulBrasileira de Letras. http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br

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