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Medo de perder no Amor é diferente de AMOR!
05/06/2015 as 14:21 h  Autor Márcia Dolores Resende  Imprimir Imprimir
A minha atenção sempre desperta quando ouço alguém falar que “tem que fazer muito“ para aguentar tal pessoa ao seu lado, ou que o outro é uma pessoa “difícil” e que só ele ou ela consegue ficar ao lado desta pessoa.

Quando alguém tem que fazer esforço para estar ao lado de outro alguém, algo verdadeiramente está fora do lugar no amor!

No amor, a fluidez é o movimento natural. As pessoas se envolvem com naturalidade e a relação evolui. Estou falando algo muito diferente do que você acredita que seja o amor?

Vamos considerar que a ideia de esforço está ligada ao medo de perder ou ao medo de ficar sozinho. Muitas vezes, as pessoas complicam o seu próprio caminho com a ausência de definição do que se quer!

Parece que definir algo para a vida afetiva é quase visto como uma afronta diante da vida... Gostaria muito de saber quem alimenta esse pensamento tão limitante.

Já ouvi a frase de que amar é para poucos!

E tem gente que acredita nisso?!

Amar, desde que haja a disponibilidade, é para muitos. Para todos que queiram vivenciar a beleza do desprendimento, da entrega, da ausência de controle sobre o outro e entrega genuína de amor.

O que limita tanto essa simples experiência que todos podemos vivenciar? A experiência de amar?

Os modelos pré-estabelecidos!

As crenças limitantes sobre o amor!

Os nossos modelos mentais influenciam em todas as nossas escolhas e todas as decisões, inclusive no amor.

Hoje num restaurante, ouvi uma mulher falar que se ela deixar de fazer o acompanhamento das atividades do namorado, possivelmente ele irá abandonar coisas importantes!

Estava almoçando com meu filho numa mesa muito próxima a essa, alguns restaurantes possibilitam uma proximidade e escuta além do esperado, e como era impossível deixar de ouvir, nos olhamos e pensei o que motivaria uma mulher ou um homem a namorar alguém que cuida da disciplina das atividades do outro?!

Namorar alguém que quer mostrar o que está inadequado ou o que pode ser consertado?!

Pensei rapidamente, eu namoraria alguém que ficasse me lembrando o que é importante fazer?

Eu curtiria ser a responsável pela agenda do meu namorado? E falar para as pessoas que sem a minha ajuda ele certamente deixaria de fazer determinadas coisas?

Minha sensação foi de desespero!

Acredito que sou capaz de organizar as minhas atividades minimamente. Ainda em absoluta reflexão, ao sairmos do restaurante perguntei ao meu filho se ele ficaria feliz em desenvolver essa função ou que sua namorada estivesse fazendo isso?

Ele disse que na cabeça dele isso está longe de ser algo valioso na relação, além de ser algo muito chato.

Respirei aliviada!

Pois uma relação de amor é para viver o amor com o outro, sentir o amor, falar com amor e para construir o amor!

Sentir o amor é um ato de entrega do melhor que tenho, e dá a abertura para receber o melhor do outro. Quando tenho que fazer coisas para melhorar o outro, deixa de ser uma interação de entrega de amor.

Naturalmente, podemos melhorar através do amor. Essa, é uma decisão individual que podemos realizar na interação com o outro.

Meu amado me inspira tanto que quero ser melhor e organizo minha vida para ser melhor. Isso é muito inspirador!

Diferente de “tenho que fazer” para o outro ser “melhor”.

O que mostra o “medo” do outro descobrir que pode ser feliz sem minha ajuda, esquecendo que se um homem, ou mulher, conseguem conduzir bem sua vida e ficar bem consigo mesmo, tem um grande potencial interno para viver uma relação de “verdadeiro amor” o amor por escolha, que é diferente do amor por necessidade!

O amor é uma escolha, amar por amar, para amar, para sentir a beleza profunda do amor e respeitar a singularidade do ser amado!

Que nosso modelo mental possa ser revisto e transformado todos os dias em direção do amor profundo, que é leve e espontâneo, e que mostra nossa real beleza!

Márcia Dolores Resende é criadora do método engenharia da Felicidade. Diretora e coordenadora de desenvolvimento do Instituto de Thalentos. Atua a mais de 29 anos em desenvolvimento humano, corporativo e educacional. Responsável pela criação e implantação do método de Coaching Eficaz com PNL dentro de diversas empresas. Possui certificações Internacionais ICI e ICF Master Coaching. Psicóloga pela UNG, Consultora em desenvolvimento Humano, Coach com Especialização em RH, larga experiência em Desenvolvimento e Treinamento Gerencial. Para mais informações acesse http://www.institutodethalentos.com.br/

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