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Ano de fartura na DisneyLula
31/12/2013 as 10:11 h  Autor Guilherme Fiuza  Imprimir Imprimir
CADA RINCÃO ONDE ATERRISSAR A COMPANHEIRA DILMA SERÁ UMA APOTEOSE. ELA SERÁ REELEITA FÁCIL

O ano de 2014 é um dos mais previsíveis dos últimos tempos. Dá até para começar a pensar em 2015. Como a opinião pública brasileira está cada vez mais anestesiada, vale lembrar aos distraídos o que, daqui a 12 meses, terá sido 2014.

Ano de eleição presidencial, portanto festa na DisneyLula. Cada rincão onde aterrissar a companheira Dilma será uma apoteose. Prefeitos e aliados por todo o território nacional, devidamente abastecidos com a dinheirama que arrombou os gastos federais em 2013, farão bonito para receber a presidente-candidata, retribuindo-lhe toda a sua bondade.

Dilma será reeleita com tranquilidade. A campanha será para evitar o aborrecimento de um segundo turno e liberar logo em outubro o Romanée-Conti para a companheirada. Quem preferir Dom Pérignon também poderá se servir à vontade. O governo popular é plural e não discrimina as minorias.

A oposição ganhará novamente o prêmio de melhor coadjuvante do petismo.

Os adversários de Dilma tentarão desesperadamente parecer humildes, amigos dos pobres e estatizantes. Tentarão, enfim, com seus modernos marqueteiros, reproduzir a demagogia do PT para ganhar o eleitorado - e darão com os burros nágua mais uma vez, porque o eleitor não é bobo e sabe distinguir um demagogo autêntico de um imitador.

Em 2014, o Brasil sofrerá mais ainda com a pressão inflacionária, fruto da orgia populista. Mas esse e outros problemas reais do país não entrarão no debate eleitoral. O que se discutirá na campanha será o programa Mais Médicos - um truque de marketing fajuto que, sabe-se lá por quê, os brasileiros resolveram achar que é uma genial solução humanitária. A oposição, que só lê pesquisa e não pensa, já viu que a jogada deu certo e aparecerá com alguma versão incrementada da tolice, talvez o programa Muito Mais Médicos (substituindo os doutores cubanos por haitianos).

Como todos sabem (mas já esqueceram), a última coisa séria feita no Brasil foi o Plano Real. De lá para cá, só re¬mendo e esparadrapo. Por isso, um país de 200 milhões de pessoas acredita que precisa de funcionários de Fidel Castro para cuidar da saúde da população carente.

O Mais Médicos ajudará na reeleição de Dilma e, principalmente, na eleição do ministro da Saúde - que está há três anos em campanha - para o governo paulista. Depois de eleger prefeito um ex-ministro da Educação que não sabia aplicar provas do Enem, São Paulo não se deu por satisfeito e propiciará ao PT a tríplice coroa. Com o Palácio do Planalto, a prefeitura e o governo de São Paulo nas mãos, o PT mostrará ao país o que é bom para a tosse.

Lula terminará 2014 declarando - com mais ênfase do que nunca - que é preciso “democratizar os meios de comunicação”. Com a tríplice coroa no papo, o PT vai com tudo para o controle da mídia - a plataforma chavista em que o governo popular está mais atrasado, já tendo sido ultrapassado de longe pela companheira Cris¬tina K., a viúva-negra.

O mensalão não será o menor problema para o PT no ano eleitoral. Lula até já disse “estamos juntos” ao conde¬nado José Dirceu. Continua aparecendo nas pesquisas como o único capaz de vencer Dilma. Não tem jeito, eles mentem como ninguém, e o povo adora. Possivelmente, o Brasil ainda termine 2014 com pena dos “presos políticos” do valerioduto. Se o mensaleiro João Paulo Cunha se comparou a Nelson Mandela e não caiu no ridículo definitivo, o caminho está livre para o heroísmo parasitário.

Um mês depois da Copa do Mundo - que terá passeatas de manifestantes luná¬ticos contra tudo, menos contra quem torra seus impostos para se eternizar no poder -, o PT sentirá que a fatura da reeleição de Dilma está liquidada. E partirá para resolver Minas Gerais. Lula e Dilma gastarão todo o querosene necessário sobrevoando a Serra da Mantiqueira e pousando em cada palanque do ministro Fernando Pimentel, o consultor fantasma.

E ainda será o caso de queimar algum querosene no Rio de Janeiro. Num cenário cheio de candidatos mal-assombrados, o aventureiro Lindbergh Farias será o azarão do PT. E. se essa turma da pesada fizer Rio, São Paulo e Minas, além do Planalto, a grande noite dos vampiros estará lon¬ge de terminar. Mas não reclame: duas décadas passam voando de AeroDilma).

Guilherme Fiuza é jornalista. Publicou os livros Meu nome não é Johnny, que deu origem ao filme,
3.000 dias no bunker e Amazônia,20“ andar. Escreve quinzenalmente em ÉPOCA gfiuza@edglobo.com.br
Revista ÉPOCA. 30/12/2013

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