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Paz, amor e compaixão são valores essenciais
13/08/2013 as 17:20 h  Autor Evaldo Costa  Imprimir Imprimir
A visita do Papa Francisco ao Rio de Janeiro por ocasião da Jornada Mundial da Juventude - JMJ, trouxe muitas reflexões as quais devemos exercitá-las, pois será um grande desperdício se deixarmos essa rara oportunidades escapar, como se areia por entre os dedos, fosse.
 
Naturalmente, o período que o papa este no Rio de Janeiro, foi de oxigenação, em que foram ressaltados os melhores valores da humanidade, como a paz, amor, compaixão, tolerância, ética, otimismo, simplicidade, humildade entre vários outros. Foram tantos os bons exemplos, que ficamos imaginando o que fazer, para manter o bom astral que o Papa Francisco trouxe para a nossa cidade, país, quiçá o mundo inteiro.
 
O Rio de Janeiro recebeu dois milhões de turistas, a maioria jovens, vindo do exterior e várias partes do Brasil. Quase todos foram acomodados em igrejas, colégios e casas de famílias. Não houve conflitos, os serviços de limpeza elogiaram o comportamento dos peregrinos e os deslocamentos deles, ocorreram sempre em tom de alegria e descontração.
 
O Papa trouxe muitas boas contribuições, das quais estávamos carentes, e justamente por essa razão, precisamos ressalta-las. Ele nos lembrou que vivemos em um mundo que muitas vezes ensina a idolatrar o dinheiro, poder, e o prazer. Vivemos tão obcecados por esses valores efêmeros, que até parece que a vida se resume a bens materiais. Não esqueceu de nos alertar que a felicidade existe para todos, e não apenas para a camada privilegiada da sociedade.
 
Apesar de tanta segregação, isolamento e preconceito, constatamos que é possível alcançar a união, abandonar os paradigmas e viver pacificamente, criando uma exuberante corrente do bem. Um amigo me confidenciou que diante de momentos tensos, a exemplo da paralização do Metrô lotado, deixando milhares de pessoas retidas, todos oravam em voz alta, enquanto caminhavam pelos trilhos até alcançar, em segurança, a plataforma.
 
Isso é uma prova cabal de que o mundo em que vivemos não é esse que muitos imaginam, que só é bom, quando impomos as nossas vontades, agimos egoisticamente, colocando o eu à frente de tudo e todos. O que o Papa Francisco nos evidenciou é que juntos podemos ir muito mais longe e melhores amparados. Afinal de contas, o homem não existe para viver só, precisamos sempre um do outro para locupletarmos.
 
O Papa nos lembrou ainda que não precisamos de muito para ser feliz. Esse mundo em que a maioria supervaloriza o enriquecimento a qualquer preço, consumismo e apego aos bens materiais não é tão real como pode parecer a um observador menos comprometido com os valores legais, morais e éticos. Neste contexto, vale recordar as sábias palavras de São Francisco de Assis “Todos os seres são iguais, pela sua origem,
seus direitos naturais, divinos e seu objetivo final.
 
Naturalmente, esse mundo capitalista que habitamos, onde o dinheiro é sim necessário para uma vida digna, mas que não é tudo. Devemos nos mantermos alertas, pois o único dinheiro que pode proporcionar felicidade é aquele que conseguimos gastá-lo, o excedente costuma gerar mais tédio do que alegria.
 
Durante àquela semana na presença do Papa Francisco e milhões de peregrino, vivemos em paz, com amor, fé e esperança. Todos independente de cor, raça, nacionalidade ou credo, conviveram harmonicamente. Na semana da JMJ o diálogo foi ressaltado como o grande bem da humanidade. Coabitamos com tanta paz, amor e tranquilidade, que até esquecemos das desavenças, guerras ou desamores.
 
Nada passou despercebido em suas apresentações. Sempre de forma simples, humilde e elegante, nos alertava que não devemos nos iludir sobre as falsas promessas de conquistas fáceis, de que podemos comprar a felicidade, ou que há atalhos para o sucesso. Ressaltou que precisamos sim, agir com sobriedade, sem manipulação, com ouvidos atentos para ouvir os sonhos dos jovens e os ensinamentos dos que alcançaram a maturidade. E foi categórico ao afirmar: “A juventude é a janela pela qual o futuro entra no mundo”
 
Também, fomos alertados para a falsa ilusão de que o mundo é justo e sem sofrimento, pois isso não é verdade. O que não quer dizer que devemos ser tolerantes com o sofrimento e a injustiça. Devemos ter fé, esperança e agir com justiça, ética, transparência, generosidade e compaixão, pois quando atuamos com simpatia, empatia e piedade para com o sofrimento alheio, crescemos como seres humanos e construímos um mundo melhor para todos.

Pense nisso e ótima semana,
 
Evaldo Costa. Escritor, conferencista e Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil
Blog: www.evaldocosta.blogspot..com/Web Site: www.evaldocosta.com
E-mail: evaldocosta@evaldocosta.com

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