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Dilma X OMB (Ordem dos Médicos do Brasil): Médicos Formados na Bolívia Trabalhando no Brasil
06/05/2013 as 17:08 h  Autor Dhiogo José Caetano  Imprimir Imprimir
Médicos formados na Bolívia trabalhando no Brasil: um risco a correr, ou o progresso a conquistar? “Quem disse que os profissionais que estudaram no exterior são mal capacitados. Inclusive os profissionais formados aqui no Brasil deveriam fazer a prova de revalidação para o CRM mostrando todo o potencial deles?” (Anônimo).

O Conselho de Medicina realiza anualmente um exame não obrigatório com estudantes de sexto ano. E os resultados preocupam. Quarenta e seis por cento foram reprovados em 2011. Nas respostas erradas, 51% são de saúde pública, obstetrícia 46%, clínica médica, 45,5% e pediatria 41%. Os estudantes apresentaram desconhecimento no diagnóstico e tratamento para infecção de garganta, meningite e sífilis.

Em 1999, os Estados Unidos criaram a Agency for Healthcare Research and Quality para investigar a qualidade do cuidado médico e garantir a seguridade do paciente Em 2002, a 55ª Assembléia Mundial da OMS formula a Aliança Mundial para a Seguridade Clínica do Paciente, gerando maior preocupação dos prestadores de serviços médicos com ressarcimentos financeiros por má prática e a necessidade de seguros de indenização, com a subsequente elevação dos custos de saúde — modelo de Medicina Defensiva!

BRASÍLIA - O governo vai afrouxar as regras para que médicos formados no exterior trabalhem no Brasil. A ideia é flexibilizar a exigência ou até dispensar estrangeiros e brasileiros graduados em faculdades como as da Bolívia, por exemplo, de fazer o exame para revalidação do diploma (Revalida), tido hoje como a principal barreira para a entrada de profissionais de baixa qualidade no mercado brasileiro. A estratégia começou a ganhar contornos no último mês, após a presidente Dilma Rousseff encomendar um plano para ampliar rapidamente a oferta de profissionais de saúde. O plano é trabalhar em duas frentes: ampliar os cursos de Medicina e, enquanto a nova leva de profissionais não se forma, incentivar o ingresso de profissionais que cursaram faculdades estrangeiras.” (Lígia Formenti e Fábio Fabrini - Estadão de São Paulo).

O presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto D’Ávila, não é a favor desta ideologia. "Estudos mostram que no país não há falta de profissionais, mas uma distribuição desigual." Para ele, o problema não se revolve com a abertura de escolas ou regras mais flexíveis. "Imagine as consequências de deixar uma pessoa sem boa formação. Vamos ofertar um profissional mal preparado só porque a população vive em áreas afastadas? Por que depende do SUS?"

Creio que será preciso fundar a OMB “Ordem dos Médicos do Brasil” um órgão máximo que define as regras para o exercício profissional da medicina no Brasil, com finalidade, de eliminar futuro erros e fatalmente mortes.

Realizando um trabalho de qualificação e autenticação da ação teórica e práticas de médicos que tem como função trabalhar em nome da vida, do bem estar de seus pacientes, promovendo um trabalho qualificado, sendo humano e veemente compromissado com o ato de salvar vidas.

Promovendo, com exclusividade, a execução de técnicas, métodos, aprovados pelo Conselho Federal de Medicina, em comum acorda com as regras do futuro órgão OMB.

Enquanto paciente, digo que teremos maior segurança com a realização do exame de Ordem, referente ao exame aplicado pela “Ordem dos Médicos do Brasil”. O Exame de Ordem terá como função avaliar com coerência e veracidade o conhecimento dos candidatos e aprovação dos mesmos, possibilitando a inscrição no CRM Conselho Regional de Medicina, e outros órgãos, comprovando perante lei a condições fundamentais para exercer a profissão de médico.

Escrevo este artigo em nome de inúmeros indivíduos que de forma negligentemente perderam as suas vidas por falta de conhecimento e responsabilidade de “médicos” que brincam com a nossa vida. “Não somos cobaias, somos indivíduos que lutam pela sobrevivência, por isso pedimos respeito e comprometimento daqueles que são e serão qualificados para salvar vidas.

Em suma, deixou um questionamento: “A ideia de flexibilizar a exigência ou até dispensar estrangeiros e brasileiros graduados em faculdades como as da Bolívia de fazer o exame para revalidação do diploma é uma injustiça com os acadêmicos brasileiros de medicina ou a possibilidade de novo horizontes?”        

Dhiogo José Caetano, professor, escritor e jornalista

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