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Assim como drogas, Poder extasia e causa dependência
28/04/2013 as 07:19 h  Autor José Queiroz  Imprimir Imprimir
A Democracia não justifica a falta de critérios técnicos e culturais para a escolha do Executivo e do Legislativo, o que não acontece no Judiciário. Ao contrário, seriam democráticos tais critérios, pois estimulariam a formação e o crescimento profissional dos jovens para alcançar tais cargos. Atualmente temos milhares de brasileiros ambicionando eleger-se, ou aproximar-se do poder, para desfrutar das supostas vantagens do dinheiro público, embora muitas vezes adquiridos de maneira torpe, e da aparente impunidade garantida pelo Estado corrompido.

Nos últimos 10 anos o Brasil assistiu ao esfacelamento total da administração do país, em parte pela ignorância e o mau caratismo que iludem e cegam. A iniciativa do PT de ter maioria no Congresso a qualquer preço, a ocupação de cargos estratégicos e comissionados por pessoas desqualificadas, as mentiras oficiais para sustentar políticas sociais, e a impunidade, geraram uma corrupção sem precedentes neste país, maus exemplos, e prejuízos para a nação brasileira.

O presumível controle da administração, a maneira como o povo é subestimado, e a determinação de manter o poder a qualquer preço, deram origens a práticas inaceitáveis para a sociedade moderna, inclusive ignorando e desafiando a informação e a capacidade de reação do povo brasileiro. Com o apoio da banda podre do Judiciário e de grandes veículos de informação, julgaram ter a sociedade sob controle, e desdenharam a internet, instituições civis, ministérios públicos e tribunais que não se corromperam e cumprem suas funções sociais.

Mas, para vergonha nacional, a posse e o “êxtase” dos partidos políticos pelo poder geraram milhões de outros dependentes concretos nos três poderes, nos meios de produção, em instituições civis, na academia e na imprensa, e entre o povo mantido pobre e eleitor. Corruptores e corrompidos consomem milhões do contribuinte que deixam de ser investidos, paralisam instituições que deveriam proteger a sociedade, e alimentam frágeis mentiras há anos para manter seus privilégios. Felizmente sempre houve exceções, e a própria situação chegou a um ponto insurpotável para a sociedade, e insustentável para eles.

O empresariado honesto do Brasil há tempos protesta contra a carga tributária, a corrupção, a falta de mão de obra especializada, infraestrutura e apoio à produção. Recusaram-se a investir nestas condições! O governo do PT soube como nenhum outro explorar a ignorância política e a publicidade, e insiste na mentira do crescimento econômico, como está fazendo com a tarifa de energia. O governo Lula coincidiu com o intenso comércio com a China, que já diminuiu, e a Justiça está obrigando o governo a devolver o dinheiro cobrado indevidamente da energia.

A ênfase no discurso e na política social é um recurso de manipulação do dinheiro, do povo e do voto, que já causou um prejuízo imensurável para o Brasil. A maior mentira é a da “nova classe média”, 35 milhões de pessoas que ganham entre R$ 291 e R$ 1.019 reais. É muita cara de pau! Quem compra o quê, com este dinheiro? A perversidade que está por trás é empurrar o pobre para consumir o que não pode, e governantes negociarem com países e bancos baseados nessa “alucinação”.

Sociólogos, economistas, cientistas sociais e jornalistas que endossam essas e outras mentiras, deveriam ser responsabilizados criminalmente. Bilhões tem sido consumidos e desviados com esta prática! Basta entrar um pouco no interior do país ou visitar a periferia das grandes cidades para comprovar o engodo. O programa Bolsa Família traz mais problemas do que benefícios para estas pessoas, e para todo o país. O dinheiro empregado nisso está deixando de ser investido em educação de qualidade, formação profissional, trabalho e assistência médica. O jovem desocupado engrossa as estatísticas policiais, e todos ficam a mercê da violência crescente. Apenas os partidos políticos se beneficiam, com os votos.

Além disso, a insistência e a irresponsabilidade com que tem sido tratado o problema das drogas estão tornando muitos jovens vítimas das mesmas, viciados ou soldados do tráfico. A descriminalização tem sido confundida com liberalização, e já empurrou milhares de adolescentes sem trabalho para o tráfico, pois assim eles acreditam que terão drogas e dinheiro. Só quem não conhece a realidade do mundo das drogas, ou tem outras intenções, insiste nessa loucura.

O Estado quer entrar de qualquer maneira no negócio, como já admitiu o Uruguai. Dizer que é problema de saúde e deve ser tratado como tal, no país que não oferece assistência médica satisfatória, é eufemismo para conseguir seu intento. Fernando Henrique Cardoso, que sempre esteve a serviço do neoliberalismo, tem dinheiro para tratar-se em bons hospitais. O cidadão comum tem que conviver com filhos viciados, indispostos, com tendência a usar drogas mais fortes e roubar, inúteis socialmente. Ou vê-los doentes e mortos pelas consequências do uso das drogas.

A homofobia também tem sido combatida de maneira irresponsável, com intenções de promoção pessoal, financeiras e eleitoreiras, e, ao contrário do que pretende os autênticos movimentos gays do Brasil, tem exposto jovens e adultos ao preconceito e a violência irracional. O Estado insiste num discurso racial que não existe nos locais onde a pobreza não tem cor, onde negros, brancos e mestiços são obrigados a darem-se as mãos para superar as dificuldades criadas pelo governo, o verdadeiro responsável pelas carências de todos. Governantes, pseudo intelectuais e falsos líderes usam o tema para benefício próprio. E o pobre decente não quer esmola!

A amoralidade, incompetência e irresponsabilidade do governo atual do Brasil está refletida no lixo cultural produzido nos últimos anos, cuja ênfase aos direitos individuais, ao consumo e aos prazeres, e ao culto a personalidade, não estimulam o crescimento pessoal, profissional e social dos jovens. Ao contrário, desestimula saber que o salário é R$ 622,00, enquanto poderosos, bandidos e famosos ganham muitas vezes mais. O país tem um povo trabalhador, excelentes estudiosos, técnicos, artistas e instituições, é vanguardista em várias áreas do conhecimento, mas é emblemática a preponderância de políticas lesivas à economia, à sociedade e ao futuro do país. Faltam governantes competentes como o povo brasileiro!

Por José Queiroz

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