Novoeste on-line - Onde o Oeste da Bahia é Notícia
> Principal > Artigos > Pauta Livre > A República Sindical Brasileira
 
A República Sindical Brasileira
13/08/2012 as 11:10 h  Autor tenente dirceu  Imprimir Imprimir
Professores em greve que compromete o ano letivo, policiais rodoviários federais em operação-padrão, policiais federais e fiscais aduaneiros com paralisação parcial, caminhoneiros bloqueando as principais estradas do país. A população sofre e a economia é afetada em conseqüência do radicalismo (muitas vezes de motivação mais política do que reivindicatória) dos movimentos, e não consegue vislumbrar uma solução para os problemas reclamados. Pelo contrário; no momento em que o governo reage diante do impasse com grevistas, as centrais sindicais, inclusive as aliadas ou parceiras do governo, passam a apoiar formalmente a greve e a criticar o “autoritarismo” governamental de suspender o ponto ou substituir grevistas.

Embora constitua um direito constitucional dos trabalhadores, a greve não pode e nem deve ser algo interminável ou ter impasse insolúvel. As partes envolvidas têm de compreender que a paralisação das atividades é o ponto crítico, pois a clientela atendida pelos serviços – principalmente os públicos – prestados pelos grevistas não é culpada e nem pode pagar pelo impasse. Que culpa têm os estudantes que podem perder o ano pelas reivindicações não atendidas de seus professores? E a população que passa a pagar mais caro pelo alimento em razão do travamento das rodovias ou das aduanas? E as empresas que deixam de receber no prazo as mercadorias e insumos importados para sua produção?

O governo tem o dever de garantir o funcionamento dos serviços executados sob sua responsabilidade ou concessão. Deve buscar a negociação com a máxima urgência e no limite de suas possibilidades. Mas, quando isso não é possível, tem de fazer valer sua autoridade, mesmo que isso possa lhe render a impopularidade junto aos grevistas. No impasse, existe a Justiça para dirimir dúvidas e garantir o cumprimento das leis. O que não pode é a eternização da inatividade.

Nos centros mais desenvolvidos do mundo, os trabalhadores fazem apenas uma manifestação onde levam sua reivindicação a quem de direito, e voltam ao trabalho, onde aguardam pela decisão. O outro lado entende aquilo como manifestação séria e faz a sua contraproposta, processando-se assim a negociação. A greve é o ultimo instrumento, pois traz prejuízos. Infelizmente, no Brasil tem vigorado a idéia da greve política, onde os reivindicantes buscam mais o confronto e a afirmação ideológica ou partidária do que a reivindicação. Via de regra, não existe sinceridade em nenhum dos lados. Os trabalhadores pedem aquilo que o empregador (estatal ou privado) não pode oferecer e este radicaliza oferecendo percentuais irrisórios.

Para o bem-estar geral, é preciso acabar com a greve de motivação político-ideológica e estabelecer discussões mais realistas entre patrões e empregados. Não podemos correr o risco de voltar à situação de república sindical. Em 1963/64 começou assim e, deu no que deu...

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) - aspomilpm@terra.com.br

Comente via Facebook
Mais Artigos
No h comentrios.
img
img
RSS  Artigos Artigos

O escritor foi e ainda é, para as crianças que estão começando a descortinar o infinito horizonte da palavra, algo inatingível, meio mágico, talvez mítico.Isso, dito por elas mesmas. A criança é naturalmente curiosa, sedenta de conhecimento e experiência, e ficar cara a cara com...
Na civilização humana, em todos os tempos as gesticulações passaram a simbolizar determinados comportamentos e construir significados diversos para cada sociedade e para cada povo. Gestos humanos servem tanto para simbolizar comportamentos positivos, bem como...
https://www.novoeste.com/uploads/image/artigos_gaudencio-torquato_jornalista-professor-usp-consultor-politico.jpgHoje, tomo a liberdade de fazer uma reflexão sobre a vida. Valho-me, inicialmente, de Sêneca com seu puxão de orelhas: “somos gerados para uma curta existência.  A vida é breve e a arte é longa. Está errado. Não dispomos de pouco tempo, mas desperdiçamos muito. A vida é longa...
A presidenta do Instituto Justiça Fiscal aponta o falso dilema para a escolha eleitoral de 2022 e indica as fontes de custeio para vencer o quadro desolador de fragilidade da maioria do povo brasileiro. A próxima eleição, se ocorrer, certamente exigirá muito de nós. Mas não será uma escolha difícil. Para começar, terceira via não existe! Ou melhor: existe, em Bolsonaro. Este, que pode parecer insano, sádico, intratável, joga o jogo e...
A Constituição Cidadã erigiu a dignidade da pessoa humana como seu fundamento, ao lado da soberania, cidadania, valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e o pluralismo político. Trata-se, portanto, de um dos pilares que legitimam o Estado Social e Democrático que fundou....
img
img
img
PUBLICAÇÕES RECENTES
img




img



img
img
img
CASAS img LOTES img FAZENDAS
img
CHÁCARAS img PRÉDIOS COMERCIAIS img GALPÕES
img
RSS  Dicas de Leitura Dicas de leitura
img
Ambientado em uma comunidade japonesa de São Paulo, lançamento ficcional da escritora Juliana Marinho promove o poder da música como intervenção para cura de doenças. A musicoterapia, união da arte e saúde em busca da reabilitação ou promoção do bem-estar, é a responsável...
Por meio da personagem Malu, as escritoras e letrólogas paulistas Nanda Mateus e Raphaela Comisso dialogam com as crianças sobre diversidade familiar e desmistificam a homoparentalidade. Nanda Mateus trabalha com educação e inovação em tecnologias para...
Existem músicas para os momentos felizes, tristes e até aquelas que marcam datas especiais, mas para Melody King é diferente: as canções são uma consequência — infelizmente incontrolável — de uma rara doença. As dificuldades em lidar com as embaraçosas situações,...
img
img
RSS  Top Vdeos Top Vídeos
img
Thumbnail
img
img
img
RSS  Classificados Classificados
img
img
img



RSS GOOGLE + YOUTUBE TWITTER FACEBOOK