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Menos retórica e mais ação do governo para o Brasil crescer mais
25/05/2012 as 21:48 h  Autor Francisco Castro  Imprimir Imprimir
Muitos dos integrantes ou simpatizantes do grupo do governo atual se vangloriam dos resultados alcançados pela economia nos últimos anos, muitas vezes menosprezando os sacrifícios e desafios vencidos pelos governos anteriores. De fato, os indicadores econômicos que o país tem apresentado são animadores, mas são frutos de três fatores: das mudanças implantadas pelos governos anteriores, da conjuntura econômica mundial e, por último, da dedicação dos governos do grupo político que está governando o país atualmente. Evidentemente que a sociedade exige cada vez mais melhores condições de se viver com mais emprego, segurança, baixa inflação, serviços públicos de saúde com qualidade, infraestrutura adequada, aumentar o nível de investimento, ensino público em quantidade e qualidade compatível com nível das melhores economias mundiais, legislação adequada ao desenvolvimento, baixa burocracia e várias outras demandas.

É notório que todos os itens mencionados acima se constituem em desafios para o atual e os próximos governos. Algumas etapas do nosso desenvolvimento foram vencidas, algumas estamos prestes a vencer e outras ainda nem começamos ou estamos em fase muito inicial. Não devemos olhar para trás com objetivo de fazer comparação com números que são, na maioria das vezes, irreais tendo em vista que se vivia em conjuntura totalmente diferente e com números totalmente diferentes, mas devemos arregaçar as mangas a partirmos para realizar o que está faltando para a nossa economia e para a nossa sociedade.

Com a qualidade de ensino que temos, com o nível de investimentos que temos, com a infraestrutura que temos, com a burocracia que temos dificilmente conseguiremos alcançar taxas de crescimento razoável por um longo período de tempo. O governo atual tem que criar as condições necessárias e suficientes para que o Brasil tenha um período longo de crescimento com baixa taxa de inflação e responsabilidade fiscal. As possibilidades para que isso ocorra estão postas, desde que o governo realise uma verdadeira revolução no país consubstanciada na melhora da qualidade e quantidade dos itens mencionados no primeiro parágrafo acima e também das  condições impostas pela economia mundial.

A necessidade de melhora da qualidade e da quantidade dos fatores de produção é premente tanto em capital humano, capital físico e infraestrutura. Os investimentos tem que aumentar vertiginosamente para patamares que sejam compatíveis com o grau de desenvolvimento e crescimento almejados pelos brasileiros. A taxa de investimento de em torno de 17% do PIB que atualmente praticamos é totalmente incompatível com crescimento de 7 ou 8% que precisamos para continuarmos tirando milhões de brasileiros da miséria ou da pobreza sem que se tire de quem tem mais. Alguns podem até dizer que não precisamos crescer a taxas altas porque a taxa de crescimento da população é muito baixa se comparada com a da década de 1960 ou 1970, o que interessa é o crescimento da renda per capita. Sim, a taxa de crescimento da população brasileira está muito baixa, mas deve-se lembrá-los que a nossa renda per capita é menos de um quarto da norte-americana e que existem 83 países no mundo com o índice de desenvolvimento humano superior ao nosso.

Não devemos ficar comemorando alguns poucos indicadores que são bastante positivos porque existem muitos outros extremamente desafiadores, devemos nos focar nesses para darmos à sociedade brasileira condições de se viver com as quais o nosso povo sempre sonhou. As autoridades não devem dormir sossegadas com os brasileiros pagando cerca de R$ 400 bilhões de juros por ano. Esse valor é constituído por praticamente a metade que o povo paga diretamente ao sistema financeiro por suas operações bancárias e a outra metade é paga indiretamente, por meio dos impostos, que são os juros que o governo (nos três níveis) paga da dívida pública.

Quando muitos países ricos estão patinando em taxas de crescimento muito baixas e com taxas de desemprego nas alturas, temos que fazer tudo para colocar o país na vanguarda do desenvolvimento e do bem estar da população brasileira. Certamente os desafios se tornam maiores quando parceiros tradicionais estão na contramão do que caminhamos, mas para tomarmos os lugares deles temos que vencer esse campeonato, que está sendo disputado em vários jogos e temos que vencer a maioria. Temos que mostrar raça, força de vontade e coragem para vencer todos os desafios que nos são e serão impostos e sairmos talvez daqui uns dez ou quinze anos como uma nação próspera, com um povo feliz e com alta qualidade de vida. Assim esperamos e desejamos que as autoridades atuais e as que virão depois tenham esse mesmo propósito de ajam de forma que tudo isso se torne realidade.

Francisco Castro.Economista
http://www.franciscocastro.com.br 

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