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Mudanças didáticas nas práticas de ensino da leitura: o que sugerem as novas propostas curriculares?
14/12/2010 as 11:18 h  Autor administrador  Imprimir Imprimir
Tendo como pretensão alterar esse quadro, foram realizados diversos estudos acerca de como era concebido o ensino da leitura. A partir da década de 80, ocorreu um amplo desenvolvimento de pesquisas no âmbito educacional. O que ocasionou uma alteração nos parâmetros norteadores do ensino e, consequentemente, novas possibilidades de cunho metodológico. Segundo Carmi Ferraz, Professora do Departamento de Educação da UFRPE, “deflagra-se um vigoroso processo de questionamento e revisão do ensino vigente. É a gênese de um movimento que se propõe a reconceitualizar não só os objetivos do ensino, mas, sobretudo, os objetos de ensino, juntamente com os pressupostos e procedimentos didáticos.”

Diante desse cenário, a leitura passa a ser concebida em uma perspectiva cognitiva, social, cultural e, sobretudo, política, na medida em que ela desperta e desenvolve o senso critico e reflexivo do aluno. Isto é, a leitura como fruição, que propicia o confronto de idéias e a ampliação de visão de mundo, a partir de temáticas e problemáticas recorrentes na sociedade. Para isso, foram inclusos, no currículo escolar, os temas transversais, tais como: os direitos humanos, a ética, a questão ambiental, a pluralidade cultural, o respeito à diversidade, etc. A abordagem dessas temáticas na sala de aula representa um dialogo entre o aluno e a realidade social que o cerca. Tal diálogo propicia uma atitude crítica para atuação na realidade.  Com isso, a leitura passa a ser trabalhada de forma engajada na realidade, já que ela estabelece um diálogo entre os mais diversos conteúdos escolares e o cotidiano. Isso fará com que o aluno analise, avalie, contradiga as mais diversas informações com que se depara e, por conseguinte, se posicione criticamente face ao que lê. Em outras palavras, ele irá pensar e refletir como ato político.

De acordo com Aldo de Lima, Professor do Departamento de Letras da UFPE, “para fazer florescer o leitor crítico, é preciso alçar a leitura à condição de instrumento de conscientização capaz de aguçar a criticidade do aprendiz, habilitando-o a compreender as contradições existentes na sociedade.” Nesse sentido, concebemos a leitura em uma perspectiva de ampliação da visão de mundo, a qual propicia efeitos de sentido (significação) por intermédio da inserção de questões sociais no currículo escolar. O que ocasiona o desenvolvimento de ações pedagógicas atreladas à realidade e, por conseguinte, faz com que o ensino seja alçado a uma condição de pratica sócio - histórica associada ao diálogo e à realidade. Esses novos papeis atribuídos à leitura e ao ensino refletem o novo contexto educativo proposto para o novo milênio.

Silvio Profirio da Silva. Aluno do Curso de Letras da UFRPE. Bolsista do Programa de Educação Tutorial – PET/ UFRPE. E-mail: silvio_profirio@yahoo.com.br

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