BAIANA BACANA ABRE NOVO NICHO NO MERCADO DE CACHAÇA DO OESTE BAIANO
25/01/2018 18:02 - Editoria

Lindauro Nunes mostra a cachaça Baiana Bacana.
Foto: Bruna Pires/Revista Conexão Bahia/Sebrae

LINDAURO NUNES, EMPRESÁRIO DO AGRONEGÓCIO, FABRICA A BAIANA BACANA, UMA CACHAÇA DE ALTO PADRÃO DE QUALIDADE, PRODUZIDA NUM PROCESSO TOTALMENTE SUSTENTÁVEL E INOVADOR.


Cachaça Baiana Bacana envelhicida no Carvalho.
Foto: Bruna Pires/Revista Conexão Bahia/Sebrae

Um garoto cotegipano que, desde o início da década de 80, mesmo tendo estudado até o quarto semestre do curso de administração de empresas, aprendeu a empreender quando chegou a Barreiras e começou a trabalhar na feira-livre, carregando compras das madames da elite barreirense num carrinho de mão.

Adiante, no auge de sua adolescência, comprou um veiculo Opala, modelo 1978, tornando-se um dos raros taxistas da época e, coincidentemente, também prestador de serviço da mesma elite de outrora onde carregava compras, desta vez, em seu carro motorizado.


Lindauro ao lado do taxi Opala, modelo 1978

Anos depois, o garoto empreendedor que após servir a pátria, trabalhar como profissional gráfico e prestar serviço de taxista, deu um passo maior e se tornou um homem de negócios, quando consolidou a empresa Taxi Legal. A partir dai não parou mais. Implantou a locadora de veículos e, em seguida, o serviço de guincho. Se não bastasse, tornou-se proprietário, em 2007, da Fazenda Salininha, onde começou a desenvolver práticas de produção de cachaça, leite, criação de gado nelore “PO” e criação de peixe, tudo dentro de padrões definidos de planejamento e gestão. Inclusive, sendo pioneiro na técnica de inseminação artificial de animais bovinos. É neste contexto que se tornou um dos articuladores do projeto Bahia de Produção de Leite de Cristópolis e da fundação da Associação Cristoleite.

Jorge Mota, primo e empresário no ramo da construção civil e de eventos, confirma que desde quando conhece Lindauro, ainda quando eram crianças, ele sempre foi predestinado a empreender. “Naquela época escolheu trabalhar desde cedo, buscando sua independência financeira. Talvez, por isso, hoje seja o empreendedor que é, ao enxergar oportunidades em tudo ao seu redor”, garante Jorge Mota.


Edição da revista Conexão Bahia, publicação onde Lindauro foi
destaque com a produção da cachaça Baiana Bacana

Apesar de sua pouca escolaridade adquiriu um vasto conhecimento através da atividade empresarial, inclusive no campo da inovação e logística. Um dos exemplos é sua participação no Sebraetec que permitiu com que o empresário Lindauro Nunes desenvolvesse ações que agregaram valor em seus negócios e na fabricação de seus produtos. Especialmente na produção da cachaça Baiana Bacana. Em virtude disso, em maio de 2017, foi destaque na revista Conexão Bahia, uma das publicações do Sebrae Bahia, no âmbito do Agronegócio, pautado na área de conhecimento inovação.

Vislumbrado com a desenvoltura de Lindauro, o jornalista e publicitário Tenório de Sousa, disse que Lindauro é a prova de que o conhecimento transforma as pessoas, tanto na vida pessoal como na atividade profissional e empresarial. “É incrível, ver uma pessoa que saiu do nada, buscou sua maturidade financeira ainda criança e, hoje, se encontra numa posição de destaque em diversos setores empresariais. Não há dúvida de que foi uma trajetória brilhante e de sucesso. É isso que nossa região, a Bahia e o Brasil precisam, de pessoas aguerridas que busquem empreender e não parasitar-se de capitão vadio”, assevera Tenório.


Itapuan Cunha, Demetrius, Jorge Mota e Tenório de Sousa.
No fundo, em pé todo sorridente, Lindauro Nuves

No último dia 06, sábado, a redação do Novoeste esteve no povoado Cantinho, município de Cristópolis, na fazenda Salininha, herança do bisavô de Lindauro, que permanece a quatro gerações sendo propriedade da família Mota Nunes.

O objetivo da visita foi, exclusivamente, conhecer o processo de produção da cachaça Baiana Bacana, destilado de sua propriedade que além de pura, também são engarrafadas em diversos sabores procedentes a partir de frutas, cascas e raízes de plantas nativas e/ou plantadas, além de uma grande variedade de licores. O paladar dos consumidores está mais apurado e as pessoas querem sentir a qualidade e o sabor da bebida destilada. “A cachaça tem atraído cada vez mais adeptos, não só na região Oeste, mas também em várias outras regiões do Brasil e com alto padrão de exigência. Qualidade e origem devem ter o máximo de excelência”, explicou Lindauro, que continua dizendo “o processo de produção é uma verdadeira obra de arte. Fazer cachaça é, ao mesmo tempo, ciência, arte, paixão e sabedoria. Tudo é feito com muita calma, cuidado e refinamento”, concluiu. Lindauro participa das ações de registro de marca e biotecnologia da fermentação do Programa Sebraetec. Oferecido pelo Sebrae, o serviço oferece consultoria especializada na implementação de soluções voltadas para a inovação, focando na qualidade do produto final, o que faz com que produza, há cerca de três anos a Baiana Bacana, uma cachaça puríssima e com uma graduação alcoólica de 45°, algo parecido com um bom vinho seco em relação à quantidade da etilicidade do produto.


Lindauro mostrando os toneis onde envelhece a cachaça Baiana Bacana

Vale ressaltar que Lindauro planta a cana com manejo totalmente orgânico e sustentável, além de utiliza-se de pouca energia elétrica para a fabricação do produto, pois as instalações são projetadas para usar a força da gravidade durante a produção da cachaça.

O consultor do Sebrae, Rogélio Brandão, é quem o acompanha na produção de leveduras puras no fabrico da bebida. “As consultorias estão me auxiliando na qualidade do processo produtivo da cachaça. O que acaba se tornando um diferencial que agrega valores a Baiana Bacana agradando ao paladar dos consumidores”, explicou Lindauro.


Lhucas, Lindauro e o processo de fermentação da cachaça Baiana Bacana


Cachaça e licores com sabores, dos mais diversos. O jornalista
Itapuan Cunha admirando a cachaça Gay

Em termos burocrático e ambiental, segundo o contador e jornalista Itapuan Cunha, as dificuldades são um desafio. “Apesar das dificuldades, inclusive impostas por alguns órgãos do governo que penalizam a quem produz neste estado, que apreciam uma boa bebida rasgam elogios o processo de produção da Baiana Banana, cachaça produzida por nosso amigo Lindauro, em sua Fazenda Salininha, mesmo quem não aprecia, a exemplo do jovem Lhucas, estudante de Engenharia Química na UnB, em Brasília, ora elaborando um estudo de pesquisa sobre destilação de bebidas naquela instituição de ensino, que saiu satisfeito com o que presenciou e certamente incluirá no seu trabalho de pesquisa a experiência observada na Salininha”, conjecturou Itapuan Cunha.

Na publicação do Sebrae Bahia supracitada, a revista Conexão Bahia, o consultor Brandão afirma que “há leveduras boas e ruins no processo da fermentação alcoólica e um dos objetivos desta consultoria é exatamente permitir que o produtor trabalhe com leveduras selecionadas garantindo que a cachaça tenha um padrão de qualidade por igual, independente da safra”, finalizou. Com a utilização destas leveduras selecionadas a produção da bebida apresenta vantagens tecnológicas, minimiza contaminações indesejáveis de metais pesados, reduz o tempo de fermentação, aumenta a produtividade e melhora as características fisicoquímicas e sensoriais da Baiana Bacana, o que faz dela uma cachaça diferenciada pelo sabor, transparência e teor alcoólico exclusivo, o que agrega em muito o seu valor comercial.


Lhucas Tenório, acadêmico do 5º semestre do curso de engenharia química da UnB

Lhucas Tenório, acadêmico do 5º semestre do curso de engenharia química da UnB, que ora elabora um estudo de pesquisa no ramo da Biotecnologia na produção de alimentos, o processo de produção da cachaça da Baiana Bacana na prática é feito de forma bem organizada, regulamentada e com certos cuidados, desde a moagem de cana-de-açúcar à sua destilação. “Claramente se percebe que seu resultado é um produto de excelência que poderá competir com qualquer outro no mercado de destilados, não só a nível regional como também a nível nacional”, avaliou Lhucas.

A fazenda Salininha tem uma variedade de plantas, frutíferas em sua maioria, que oferece matéria prima em abundância o ano todo para saborizar a cachaça. Até a irrigação da cana de açúcar, utilizada na fabricação do destilado, vem de uma nascente que brota dentro do terreno da fazenda, cuja água é canalizada para a lavoura. Lindauro também possui uma pequena criação de gado leiteiro, galináceos, suínos e até javalis, tudo com a devida autorização do Ibama. Uma estrutura de dar inveja a da Salininha. Tudo isso devido ao cuidado e exigência do dono, que, por sinal é muito metódico quanto à organização de sua propriedade garantindo que tudo funcione a contento. Nossas congratulações, Lindauro; seu sistema produtivo é exemplar. Vale a pena conhecer a fazenda Salininha e assistir a uma verdadeira aula de sustentabilidade e proteção ao meio ambiente. #Sucesso.

Por Demetrius Macêdo/Tenório de Sousa
Repórter Interbairros
http://www.novoeste.com/index.php?page=destaque&op=readNews&id=33266&title=BAIANA-BACANA-ABRE-NOVO-NICHO-NO-MERCADO-DE-CACHACA-DO-OESTE-BAIANO