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Professor:
HENRIQUE VIANA
Licenciado em Letras pela UNEB,
Especialista em Estudos Linguísticos:
Leitura e
Produção Textual, pela UNEB,
Professor no Gauss - Centro de Estudos.
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Intolerância
25/10/2016 as 11:20 h  Autor admin  Imprimir Imprimir
Ao longo da história da humanidade, evidenciaram-se diversas manifestações de intolerância. Como exemplo, na Idade Média, os tribunais do Santo Ofício perseguiam indivíduos que demonstrassem opiniões contrárias às da Igreja. De modo semelhante, durante a Segunda Guerra Mundial, notou-se repressão ao povo judeu, gays e demais pessoas consideradas por Adolf Hitler como “raça inferior”. Na contemporaneidade, é notória a persistência da intolerância, justificada pela inaplicabilidade das leis que protegem o cidadão e potencializada pelo advento dos recursos tecnológicos.

No Brasil, o período da Ditadura Militar, década de 60, pode ser apontado como marco histórico da intolerância no país. Nessa ocasião, indivíduos que não compartilhavam dos ideais políticos dos militares, chefes do governo, eram violentados, perseguidos e até mesmo exilados. Nesse viés, vale ressaltar que as perseguições motivadas por questões religiosas, identidade de gênero e liberdade política permanecem latentes na sociedade atual. Eventos como o ataque à boate Pulse, em Junho de 2016, e as ações do grupo terrorista Estado Islâmico ratificam essas práticas na atualidade. Dessa forma, fica evidenciado que as legislações criadas para proteger os cidadãos, como a Declaração dos Direitos Humanos, promulgada em 1948, em que são previstos o direito à vida e à liberdade religiosa não são respeitados.

Outro agravante com relação a essa temática é a evolução da tecnologia. A partir dela, notou-se a elevação dos atos de intolerância através das redes sociais, devido ao anonimato proporcionado pela internet. Nesse tipo de mídia eletrônica, o indivíduo pode participar de fóruns criados para proferir insultos sob a garantia de difícil rastreio. Além disso, a rapidez da disseminação dos dados potencializa seu agravo. A exemplo disse tipo de intolerância, tem-se o caso da jornalista Maria Júlia Coutinho, vítima de preconceito racial nas mídias sócias em 2015.

Infere-se, portanto, que a ineficiência das leis juntamente com o advento das tecnologias contribuem para a persistência da intolerância na sociedade atual. Por isso, para reverter essa problemática, cabe ao Poder Executivo em conjunto com o Judiciário fazerem cumprir as leis já existentes como a Lei contra o Bullying, de 2015. Somada a isso, a criação de delegacias em todo o país como a Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) existente em São Paulo é fundamental. Por fim, a população deve ser informada sobre os tipos de intolerância por meio da distribuição de cartilhas explicativas semelhantes às da campanha “Quem se dá com gente, se dá bem na vida” do Ministério Público de São Paulo.




Fernanda Rego
Aluna do Gauss - Centro de Estudos
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