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SINDICATO DE RADIALISTAS APRESENTA PAUTA DE REIVINDICAÇÕES DA CAMPANHA SALARIAL 2010
Data 13/02/2010 as 11:49 h  Autor administrador  Vezes 2597  Imprimir Imprimir
É preciso acelerar o processo de conquista que levará os trabalhadores a esse patamar. “Não é o sindicato que vai decidir o valor do salário, mas sim o coletivo, construindo novos caminhos através da mobilização e da participação nas atividades que estão sendo desenvolvidas por nós”, ressaltou a direção do Sinterp.

É absolutamente necessário um piso salarial superior a dois salários mínimos. A proposta é R$ 1.155,34 para que seja possível recuperar a perda salarial. O que está em jogo é o reajuste acima da inflação. Para os municípios do interior com maior poder econômico (Vitória da Conquista, Barreiras, Jequié, Santo Antônio de Jesus, Eunápolis, etc) esse reajuste deveria ser de R$ 924,27 e para os demais, pelo menos, R$ 808,73.

Para os dirigentes do Sinterp, as emissoras têm faturado bastante, principalmente com os “merchandising”. Eles afirmam que a crise não atingiu esse setor da economia. Houve um aumento na exibição de comerciais durante o ano todo. O comércio foi aquecido. É necessário que esse lucro seja repassado também aos trabalhadores.

Ampliar direitos

Outro ponto da pauta de reivindicações é a participação dos trabalhadores no lucro das empresas. Algumas delas pagam esse montante aos funcionários desde a sua fundação. Isso gera motivação no radialista, torna o ambiente de trabalho mais produtivo, melhora a distribuição de renda. Para a direção do sindicato é uma questão de direito. Sem o trabalhador as empresas não cresceriam tanto. É a valorização daquele que é o responsável pelo lucro bruto da empresa. Lembrando ainda que outras categorias, como bancários e petroleiros, já conquistaram isso.

A unificação do piso salarial da capital e do interior criando um valor único é uma proposta que precisa ser levada à frente, afinal, a mão-de-obra do radialista do interior e a do trabalhador da capital têm a mesma importância e geram o mesmo lucro. Além disso, no interior há um número menor de funcionários em cada emissora e também existe o ganho político do veículo.

Está sendo apresentada pelo sindicato uma estratégia de unificação progressiva. Os dirigentes sindicais acreditam que não dá mais para ter uma diferença tão grande de salário. O piso negociado para o interior na última convenção dos radialistas está em R$ 500,00 enquanto o salário mínimo é R$ 510,00. Isso significa que se a lei permitisse que o patronato pagasse ainda menos do que isso, é o que o radialista do interior estaria recebendo.

A ampliação da licença-maternidade de quatro para seis meses vem conquistando grande apoio, principalmente das trabalhadoras, pois atualmente, com a mulher assumindo vários compromissos e tendo uma participação ativa no mercado de trabalho, sempre existe a preocupação em saber quem vai cuidar da criança quando a mãe retornar às suas atividades, tornando os primeiros meses fundamentais. O espaço de tempo mínimo para a amamentação de um bebê é de seis meses e depois que a mãe volta a trabalhar não dá mais para continuar proporcionando isso à criança.

Além disso, de acordo com a lei 11770, de 9 de setembro de 2008, as empresas que colocarem em prática a extensão da licença para seis meses receberão em troca incentivos fiscais. Já existem várias categorias que conquistaram esse direito na convenção coletiva, como por exemplo: os químicos e petroleiros da Bahia. A nova geração de cidadãos é que está ganhando com isso.

Saúde

O direito dos funcionários a um plano de saúde tem sido negado pelos patrões, que o impedem de ser garantido na convenção coletiva. Algumas emissoras já praticam, mas a maioria não. Ter um plano de saúde oferecido pela empresa é uma pauta histórica dos trabalhadores. O fato é que quanto menos o trabalhador for acometido de doenças, mais lucratividade ele vai gerar para a emissora, pois não vai se ausentar nem precisar do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).

O empresário que não está atento a isso, está “dando um tiro no pé”, pois não vai dispor de uma mão-de-obra de qualidade, que, além disso, vai estar preocupada em ir à fila do Sistema Único de Saúde (SUS)  para conseguir tratamento médico. Até que o patronato se conscientize, quantos trabalhadores ainda irão passar pelo ocorrido com Luciano Camacan, funcionário da TV Aratu, que faleceu aos 23 anos em decorrência de um quadro de meningite meningocócica, no dia 1º de dezembro de 2009?

Reajuste Linear

No ano passado, foi garantido para os radialistas uma reposição de acordo com a inflação do período apenas para quem ganhava até R$ 1.400,00 . Os trabalhadores remunerados acima disso tiveram o maior prejuízo, pois não conseguiram sequer recuperar a inflação, uma vez que os empresários alegaram que estavam em crise. O salário dessa parcela vem caindo cada vez mais e não há uma reposição salarial em cima da perda. “Deixo de comprar outras coisas que vão fazer falta para suprir as necessidades. Privo-me de ter lazer, pois preciso pagar a escola dos meus filhos. Não posso dar o que quero a eles, o que causa constrangimento. Trabalhamos sendo muito cobrados, é nesse o momento que o stress aumenta. A perda maior com a diminuição do salário é com a saúde. A motivação para trabalhar acaba”, afirmou um trabalhador da Rede Bahia.

Sinterp (Sindicato dos Trabalhadores em empresas de rádio, televisão e publicidade).
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