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Professor:
HENRIQUE VIANA
Licenciado em Letras pela UNEB,
Especialista em Estudos Linguísticos:
Leitura e
Produção Textual, pela UNEB,
Professor no Gauss - Centro de Estudos.
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Brasileiro: cidadão despatriado
10/11/2016 as 11:36 h  Autor admin  Imprimir Imprimir
O romancista José de Alencar, ao escrever “O Guarani”, mostrou-se interessado em exaltar as características do nativo brasileiro. Tal atitude não se encontra com tanta facilidade, sobretudo no comportamento do brasileiro contemporâneo em que o patriotismo beira a inexistência e a identidade nacional não é valorizada. Nesse viés, a histórica ausência de movimentos populares nacionalistas aliada à influência estrangeira ainda agravam a falta de patriotismo do brasileiro.

Na história do País Tupiniquim, as grandes conquistas, quase em sua totalidade, foram realizadas pela elite, desde a independência da nação em 1822 até a proclamação da república no sim do mesmo século. Entretanto, o caráter nacionalista não foi incentivado por esses grupos, diferente do que aconteceu na Unificação da Alemanha, marcada pela célebre frase “Agora que fizemos a Alemanha, faltam os alemães”. Tal afirmação retrata a preocupação de formar uma identidade nacional, diferente dos brasileiros que não demonstraram esse interesse.

Além disso, a interdependência dos países - herança do mundo multipolar - trouxe as culturas estrangeiras para o Brasil, e hoje, a influência estadunidense praticamente reina no país. Dessa forma, os cidadãos, já pouco nacionalistas, ao entrarem em contato com as culturas estrangeiras não absorvem apenas as características louváveis e passam a reproduzir completamente o estilo de vida forasteiro. Assim, excluindo-se raras situações, como as vivenciadas durante a copa do mundo de 2014, a formação de cidadãos sem amor à pátria é promovida pela grande influência da cultura de fora no Brasil.

Os estrangeirismos e a ausência do caráter popular brasileiro, portanto, contribuem negativamente para a identidade nacional. Desse modo, a fim de solucionar tal problema, as escolas em conjunto com os pais devem estimular o nacionalismo, promovendo o conhecimento da nação e de seus feitos para que os jovens orgulhem-se do país. Ademais, o Estado, em suas três jurisdições, pode estimular a formação de uma cultura patriota, mesmo que tardia, vangloriando figuras populares do país ou tornando alguma área do país, como o sistema de saúde, exemplo aos outros, para orgulhar a população.
 


Eugênio Nunes do Carmo
Aluno do Gauss - Centro de Estudos


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