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Professor:
HENRIQUE VIANA
Licenciado em Letras pela UNEB,
Especialista em Estudos Linguísticos:
Leitura e
Produção Textual, pela UNEB,
Professor no Gauss - Centro de Estudos.
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As várias faces da intolerância
10/11/2016 as 11:25 h  Autor admin  Imprimir Imprimir
Fruto de um longo processo de imposição cultural, étnica e religiosa, a sociedade atual presencia, em demasia, a intolerância praticada por indivíduos que acreditam na supremacia de uns sobre outros. Nesse esteio, hoje, as várias faces da intolerância configuram-se imprescindíveis de serem erradicadas, com ações nos âmbitos sociais e virtuais, visto que a manutenção de tais práticas maculam os Direitos Humanos e a ordem social.

No que tange à discriminação contra indivíduos por questões religiosas, culturais e étnicas, encontram-se hoje no Brasil, diversos grupos que permeiam ideais de ódio baseados em conceitos de superioridade, como o Ku Klux Klan, com orientação racista contra negros. Nesse âmbito, indivíduos que fazem parte de tais organizações e perpetuam o ódio por meio de agressões físicas e verbais possuem, segundo Freud, orientações no seu inconsciente oriundas de traumas ou influências na fase da infância. Essas ações refletem no modo de agir e pensar dos indivíduos e, dessa forma, contribuem para que sejam intolerantes, considerando o outro um diferente.

Outrossim, destaca-se a internet como ferramenta que possibilita a disseminação de discursos intolerantes. O anonimato dos usuários da rede influencia pessoas, em diversas partes do mundo, a colocarem em evidência o lado discriminatório, até então camuflado no inconsciente, de acordo o que afirmou Freud. Nesse aspecto, frisam-se as redes sociais como instrumento de difusão dos ideais e práticas desumanas, como os do Estado Islâmico, que integra adeptos a sua organização e, dessa forma, permite práticas de ações violentas em vários países, como o atentado na França. Nesse modo, devido à facilidade de acesso às redes sociais, as várias faces da intolerância ganham mais espaço, o que desafia a manutenção dos Direitos Humanos.

Faz-se necessário, portanto, maior comprometimento do Estado, através da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, na criação de disciplinas, desde a educação infantil, que apresentem aos alunos a diversidade cultural, étnica e religiosa que o Brasil possui e a importância do respeito às manifestações de todo e qualquer povo. Além disso, é crucial a parceria do Estado nas escolas com os pais a fim de promoverem, por meio do diálogo com os mais novos, o ensinamento acerca do respeito e diversidade existente na sociedade, contribuindo para a formação responsável do inconsciente da criança. Ademais, é ainda dever do Estado, maior controle na rede com a identificação dos indivíduos que praticam discriminação e a consequente punição por meio da Delegacia de Crimes Virtuais. Assim, poderá ser garantido o respeito aos Direitos Humanos e a ordem social.
 


José Vitor Cambuí
Aluno do Gauss - Centro de Estudos


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