Novoeste on-line - Onde o Oeste da Bahia é Notícia
> Principal > Notícias Destaque > Desenvolvimento Social > Racismo: é preciso valorizar e respeitar as diferenças
Redes Sociais:
TWITTER GOOGLE + FACEBOOK
YOUTUBE LINKEDIN INSTAGRAM
NOTÍCIAS DO DIA... NOTÍCIAS DO DIA...
Racismo: é preciso valorizar e respeitar as diferenças
Data 21/02/2014 as 15:53 h  Autor Editoria  Vezes 2418  Imprimir Imprimir
Casos de racismo, divulgados recentemente, revelam que apesar de o Brasil ser um país exaltado pelo seu multiculturalismo, muitos de seus cidadãos não abraçam essa diversidade e protagonizam atos de humilhação e preconceito. Só em 2013, a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) recebeu 425 denúncias de racismo, por meio da ouvidoria. Doze a mais que no ano anterior.

Entre as campanhas existentes na tentativa de dar fim a este mal está a Por uma Infância sem Racismo, lançada pela Unicef em 2010 e ainda com grande repercussão. O foco da ação é combater o racismo na sua origem e, assim,  conscientizar as pessoas para uma cultura de valorização e respeito às diferenças. "Sem isso, continuaremos a negar o racismo, perpetuando dessa forma essa situação injusta e desigual. Entretanto, já observamos que há uma sensibilização para o tema. Tanto que diversas organizações, estados e municípios estão aderindo à campanha, difundindo as 10 dicas e desenvolvendo ações de enfrentamento do problema", explica Alexandre Amorim, especialista de comunicação do UNICEF.

As dez dicas às quais o profissional se refere foram elaboradas pela entidade como um manual para contribuir para uma infância sem racismo (confira nas fotos abaixo). Listar essas atitudes, garante Alexandre, foi um trabalho demorado e muito pensado. “Nós não quisemos polarizar, não queríamos criar algozes e mocinhos”, relata.

A discriminação racial que persiste no cotidiano das crianças brasileiras, se reflete nos números da desigualdade entre negros, indígenas e brancos. Um bebê indígena, por exemplo, tem o dobro de chance de morrer antes do primeiro aniversário do que uma criança branca. Na faixa etária entre 7 e 14 anos, de 1,5% das crianças que estão fora da escola, 1% delas são negras e pardas. É justamente a partir dos indicadores sociais que a campanha do Unicef busca chamar atenção para o impacto do racismo na infância e na adolescência.

Dez maneiras de contribuir para uma infância sem racismo:


(Foto: paparrazza/ Creative Commons )
1. Eduque as crianças para o respeito à diferença. Ela está nos tipos de brinquedos, nas línguas faladas, nos vários costumes entre os amigos e pessoas de diferentes culturas, raças e etnias. As diferenças enriquecem nosso conhecimento.


(Foto: Agência de Notícias do Acre/ Creative Commons)
2. Textos, histórias, olhares, piadas e expressões podem ser estigmatizantes com outras crianças, culturas e tradições. Indigne-se e esteja alerta se isso acontecer – contextualize e sensibilize!


(Foto: Alex E. Proimos/ Creative Commons)
3. Não classifique o outro pela cor da pele; o essencial você ainda não viu. Lembre-se: racismo é crime.


(Foto: Dreamer/ Creative Commons)
4. Se seu filho ou filha foi discriminado, abrace-o, apoie-o. Mostre-lhe que a diferença entre as pessoas é legal e que cada um pode usufruir de seus direitos igualmente. Toda criança tem o direito de crescer sem ser discriminada.


(Foto: Ian D. Keating/ Creative Commons)
5. Não deixe de denunciar. Em todos os casos de discriminação, você deve buscar defesa no conselho tutelar, nas ouvidorias dos serviços públicos, na OAB e nas delegacias de proteção à infância e adolescência. A discriminação é uma violação de direitos.


(Foto: Daiane Souza/ Creative Commons)
6. Proporcione e estimule a convivência de crianças de diferentes raças e etnias nas brincadeiras, nas salas de aula, em casa ou em qualquer outro lugar.


(Foto: Elvert Barnes/ Creative Commons)
7. Valorize e incentive o comportamento respeitoso e sem preconceito em relação à diversidade étnico-racial.


(Foto: Loving Day Project/ Creative Commons)
8. Muitas empresas estão revendo sua política de seleção e de pessoal com base na multiculturalidade e na igualdade racial. Procure saber se o local onde você trabalha participa também dessa agenda. Se não, fale disso com seus colegas e supervisores.


(Foto: Zanini H./ Creative Commons)
9. Órgãos públicos de saúde e de assistência social estão trabalhando com rotinas de atendimento sem discriminação para famílias indígenas e negras. Você pode cobrar essa postura dos serviços de saúde e sociais da sua cidade. Valorize as iniciativas nesse sentido.


(Foto: bahai.us/ Creative Commons)
10. As escolas são grandes espaços de aprendizagem. Em muitas, as crianças e os adolescentes estão aprendendo sobre a história e a cultura dos povos indígenas e da população negra; e como enfrentar o racismo. Ajude a escola de seus filhos a também adotar essa postura.

Do Portal EBC
Comente via Facebook

Mais Notícias
Não há comentários.

PARTICIPE! SEJA MEMORÁVEL VOCÊ TAMBÉM
Ligue (77) 3611-2258 ou 99975-4204 (Antônio Carlos)

 



RSS  Artigos Artigos

A Lei n° 12.305, sancionada em 2 de agosto de 2010, institui a PNRS – Política Nacional de Resíduos Sólidos. Entre outras coisas, a PNRS prevê a eliminação dos lixões por todo o país e, também, a implantação de sistemas de reciclagem, reuso, compostagem, tratamento de...
A presidente Dilma participou nesta sexta-feira da cerimônia na sede da Organização das Nações Unidas, em Nova York, onde foi assinado o Acordo de Paris sobre o clima. Pelo que se noticiou antecipadamente, a governante iria, em seu discurso, dizer-se vítima de um “golpe”, representado pelo...
Tudo que se passa dentro da casa, diz o Evangelho, será proclamado nos telhados. Agora aconteceu com 11,5 milhões de contas secretas guardadas, durante 40 anos, no escritório de advocacia Mossack-Fonseca, no Panamá. É o escândalo conhecido como Panama Papers. São contas de...
Concomitante ao assunto sobre o julgamento do impedimento da Presidente da República, a nação brasileira está à beira de ter sua internet fixa limitada pelas operadoras e até o momento, tudo indica, com apoio do Governo Federal que alega não ter como ”intervir“, e que está “se esforçando”. Antes, o ideal é entender a diferença que há entre Megabits e Gigabytes. O primeiro refere-se a  velocidade que as operadoras prometem...
O ser humano adora verdades absolutas! Adoramos um dogma e mesmo quando ele não existe, logo damos um jeito de criar. Isso vale para a política, futebol, religião, relacionamentos, negócios e, é claro, finanças pessoais. Poupança é um investimento seguro! Devemos ter...
img
img
img
PUBLICAÇÕES RECENTES
img




img
img
img
img
CASAS img LOTES img FAZENDAS
img
CHÁCARAS img PRÉDIOS COMERCIAIS img GALPÕES
img
RSS  Dicas de Leitura Dicas de leitura
img
Poliamor e Relações Livres: do amor à militância contra a monogamia compulsória” (Editora Multifoco – 164 páginas – Selo Plural), livro de Mônica Barbosa, discute o papel privilegiado que a monogamia tomou nas relações amorosas e sexuais. No dia 07/04, a partir das 18h, na Boto-cor-de-rosa livros, arte e café, na Barra, acontece o lançamento do livro e um bate papo com...
Em qualquer fase da vida, escolhas e consequências são inevitáveis, porém o tempo é uma variável sobre a qual se tem pouco controle e decisões precisam ser tomadas. Certas ou erradas, nunca se sabe no início, somente no final, quando não se pode mudar mais nada. Este é tema...
Um pastor gay revela as suas memórias. A Geração Editorial realizará uma 'pocket action', na próxima quarta-feira com deputados federais e senadores. A ação tem como tema principal o obscurantismo que se transformou a casa do povo e a divulgação do livro Ovelha, memórias de um...
img
img
RSS  Top Vídeos Top Vídeos
img
Thumbnail
img
img
img
RSS  Classificados Classificados
img



img
img