> Principal > Notícias Destaque > Desenvolvimento Social > Racismo: é preciso valorizar e respeitar as diferenças
Racismo: é preciso valorizar e respeitar as diferenças
Data 21/02/2014 as 15:53 h  Autor Editoria  Vezes 950  Imprimir Imprimir
Casos de racismo, divulgados recentemente, revelam que apesar de o Brasil ser um país exaltado pelo seu multiculturalismo, muitos de seus cidadãos não abraçam essa diversidade e protagonizam atos de humilhação e preconceito. Só em 2013, a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) recebeu 425 denúncias de racismo, por meio da ouvidoria. Doze a mais que no ano anterior.

Entre as campanhas existentes na tentativa de dar fim a este mal está a Por uma Infância sem Racismo, lançada pela Unicef em 2010 e ainda com grande repercussão. O foco da ação é combater o racismo na sua origem e, assim,  conscientizar as pessoas para uma cultura de valorização e respeito às diferenças. "Sem isso, continuaremos a negar o racismo, perpetuando dessa forma essa situação injusta e desigual. Entretanto, já observamos que há uma sensibilização para o tema. Tanto que diversas organizações, estados e municípios estão aderindo à campanha, difundindo as 10 dicas e desenvolvendo ações de enfrentamento do problema", explica Alexandre Amorim, especialista de comunicação do UNICEF.

As dez dicas às quais o profissional se refere foram elaboradas pela entidade como um manual para contribuir para uma infância sem racismo (confira nas fotos abaixo). Listar essas atitudes, garante Alexandre, foi um trabalho demorado e muito pensado. “Nós não quisemos polarizar, não queríamos criar algozes e mocinhos”, relata.

A discriminação racial que persiste no cotidiano das crianças brasileiras, se reflete nos números da desigualdade entre negros, indígenas e brancos. Um bebê indígena, por exemplo, tem o dobro de chance de morrer antes do primeiro aniversário do que uma criança branca. Na faixa etária entre 7 e 14 anos, de 1,5% das crianças que estão fora da escola, 1% delas são negras e pardas. É justamente a partir dos indicadores sociais que a campanha do Unicef busca chamar atenção para o impacto do racismo na infância e na adolescência.

Dez maneiras de contribuir para uma infância sem racismo:


(Foto: paparrazza/ Creative Commons )
1. Eduque as crianças para o respeito à diferença. Ela está nos tipos de brinquedos, nas línguas faladas, nos vários costumes entre os amigos e pessoas de diferentes culturas, raças e etnias. As diferenças enriquecem nosso conhecimento.


(Foto: Agência de Notícias do Acre/ Creative Commons)
2. Textos, histórias, olhares, piadas e expressões podem ser estigmatizantes com outras crianças, culturas e tradições. Indigne-se e esteja alerta se isso acontecer – contextualize e sensibilize!


(Foto: Alex E. Proimos/ Creative Commons)
3. Não classifique o outro pela cor da pele; o essencial você ainda não viu. Lembre-se: racismo é crime.


(Foto: Dreamer/ Creative Commons)
4. Se seu filho ou filha foi discriminado, abrace-o, apoie-o. Mostre-lhe que a diferença entre as pessoas é legal e que cada um pode usufruir de seus direitos igualmente. Toda criança tem o direito de crescer sem ser discriminada.


(Foto: Ian D. Keating/ Creative Commons)
5. Não deixe de denunciar. Em todos os casos de discriminação, você deve buscar defesa no conselho tutelar, nas ouvidorias dos serviços públicos, na OAB e nas delegacias de proteção à infância e adolescência. A discriminação é uma violação de direitos.


(Foto: Daiane Souza/ Creative Commons)
6. Proporcione e estimule a convivência de crianças de diferentes raças e etnias nas brincadeiras, nas salas de aula, em casa ou em qualquer outro lugar.


(Foto: Elvert Barnes/ Creative Commons)
7. Valorize e incentive o comportamento respeitoso e sem preconceito em relação à diversidade étnico-racial.


(Foto: Loving Day Project/ Creative Commons)
8. Muitas empresas estão revendo sua política de seleção e de pessoal com base na multiculturalidade e na igualdade racial. Procure saber se o local onde você trabalha participa também dessa agenda. Se não, fale disso com seus colegas e supervisores.


(Foto: Zanini H./ Creative Commons)
9. Órgãos públicos de saúde e de assistência social estão trabalhando com rotinas de atendimento sem discriminação para famílias indígenas e negras. Você pode cobrar essa postura dos serviços de saúde e sociais da sua cidade. Valorize as iniciativas nesse sentido.


(Foto: bahai.us/ Creative Commons)
10. As escolas são grandes espaços de aprendizagem. Em muitas, as crianças e os adolescentes estão aprendendo sobre a história e a cultura dos povos indígenas e da população negra; e como enfrentar o racismo. Ajude a escola de seus filhos a também adotar essa postura.

Do Portal EBC
Comente via Facebook

Mais Notícias
Não há comentários.
Redes Sociais
TWITTER GOOGLE + FACEBOOK YOUTUBE LINKEDIN INSTAGRAM
img
img
img




RSS  Artigos Artigos

Escrevo alguns textos com o objetivo de colocar ideias que não percebo nos jornais diários, talvez pela ótica do mercantilismo, já que a maioria da mídia recebe seus maiores recursos de propaganda governamental. Como minha preocupação maior é favorecer a sociedade e não...
A pesquisa Ibope revela que, apesar dos sucessivos escândalos político-administrativos e das manifestações que chegam a pedir intervenção autoritária, 46% dos brasileiros preferem a democracia. É um indicador interessante e fator de reflexão. A democracia, para...

A festa (da democracia) acabou: novos chefes do executivo nacional e estadual escolhidos, além de deputados e senadores. E agora, José? Maria? Nordestino? Sulista? Brasileiro? Qual rota o país tomará para garantir o sucesso da fórmula que alia e harmoniza desenvolvimento econômico e conservação da...
Por que os brasileiros abominam os políticos corruptos e frequentemente os reelegem? Por que 250 mil paulistas reelegeram Paulo Maluf, mesmo depois de ele ter sido, na Suíça, o protagonista involuntário ("Sr. Propina") de uma propaganda contra a corrupção...

Muitas pessoas se confundem e não sabem a diferença entre sal e sódio. O sódio (NA) é um mineral que tem diversas funções no organismo, como equilíbrio entre os fluidos celulares e extracelulares. Atua na transmissão de impulsos nervosos em todo o corpo, permitindo o funcionamento do...
img
img
img
RSS  Dicas de Leitura Dicas de leitura
img
As três principais religiões monoteístas do mundo –judaísmo, cristianismo e islamismo– se fundamentam em revelações. Nessas crenças, alguns escolhidos receberam a verdade revelada por Deus, quem a contradiz é herege. Por meio da história, sabemos o que...
Autor de mais de 300 obras, entre livros, CD’s e vídeos, e apontado como um dos pregadores cristãos mais célebres do Brasil, José Fernandes Oliveira, conhecido como Pe. Zezinho, SCJ, lança sua nova obra, que servirá de subsídio para os que desejam repensar certas...
O leitor que acompanhou a história de Emma e sofreu ao lado da personagem nos dois primeiros livros da série Breathing – Uma razão para respirar e Quase sem respirar –, já pode se preparar para acompanhar a sequência da história contada pela...
img
img
RSS  Top Vídeos Top Vídeos
img
Thumbnail
img
img
img
RSS  Classificados Classificados
img



img
img